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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.



Quinta-feira, 31.08.17

Eucaliptos que rebentam naturalmente nas áreas ardidas invadem floresta

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Os incêndios devastadores do verão de 2016 consumiram grandes povoamentos florestais em Soajo (e não só), mas nas zonas afetadas estão a nascer imensas manchas de eucaliptos, conforme se pode ver à beira das estradas, reduzindo muito os dez metros de segurança estipulados por lei. O corte dos eucaliptos no lugar de Paradela é positivo, mas não resolve o problema que abrange a freguesia - e, segundo fonte conhecedora do processo, mesmo neste lugar, não está a ser feita limpeza da respetiva área nem sequer estão previstas novas plantações.

Se não houver gestão dos espaços que arderam há um ano, áreas onde o eucalipto está a regenerar naturalmente e em força, boa parte do Parque Nacional pode transformar-se em autêntico “barril de pólvora” a curto prazo.

Nos eucaliptais que arderam há cerca de um ano, as cápsulas que estavam nas copas abriram-se poucos dias após a passagem das chamas e espalharam as sementes que germinaram logo com as primeiras chuvas. Além disso, como lembra o técnico Ernesto de Deus, a regeneração do eucalipto resulta da “evolução da espécie que está adaptada ao fogo”, pelo que a árvore rebenta “quer através da base do tronco, quer ao longo do tronco”.

Segundo o conhecido investigador, o eucalipto “reproduz-se com bastante facilidade” e, na maioria das vezes, é a primeira espécie a “colonizar” uma área ardida. E, de facto, pelas estradas nacionais ou municipais de Arcos de Valdevez, sobressai, nas respetivas orlas, o exponencial crescimento de eucaliptos perto de árvores queimadas e de árvores cortadas.

Se nada for feito nos próximos tempos, os eucaliptais vão ganhar uma maior densidade e, no dizer de Ernesto de Deus, o resultado será uma “autêntica selva” com “árvores de diferentes tamanhos” a invadirem povoamentos florestais, que, em pouco tempo, ficarão repletos de material combustível e com riscos agravados de incêndio.

A dificuldade em controlar os eucaliptos de nascimento espontâneo exige que, na falta de um ordenamento florestal, se faça, pelo menos, “o arranque das árvores junto à raiz”, e não apenas o corte na base do tronco, para impossibilitar novos rebentos e garantir uma maior proteção de pessoas e bens.

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por Soajo em Notícia às 18:26

Quarta-feira, 30.08.17

Denúncia de cão envenenado

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Parece tratar-se de um novo caso de envenenamento. No passado dia 29 de agosto, foi encontrado, em Soajo, mais um cão morto, com forte suspeita de envenenamento. “Já são três os [cães] que foram envenenados”, diz Serafim Sousa, que denuncia este crime como sendo uma “prática comum em Soajo” por “vinganças” pessoais.

Nos casos em que há indícios de envenenamento, recomenda-se que sejam tiradas várias fotos ao animal em ângulos diferentes e, caso haja vestígios, aos restos do alimento suspeito de conter o veneno. Além disso, para responsabilizar quem tiver de ser responsabilizado, chamem-se as autoridades policiais para que sejam feitas diligências no âmbito da investigação do presumível delito, que pode estar enquadrado na nova lei dos crimes contra animais de companhia.

De seguida, o canino deverá ser conduzido a um veterinário, que, melhor do que ninguém, saberá encaminhar o dono para a realização de uma necropsia (exame médico do animal cadáver) para determinar as causas da morte.

Sem intuir nada no caso em concreto, uma das práticas mais habituais para a matança de caninos reside na colocação de veneno empastado em alimentos largados em locais por onde vagueiam os animais.

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por Soajo em Notícia às 18:15

Terça-feira, 29.08.17

Hotel do Mezio encerrou na época alta com promessa de obras

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O Hotel do Mezio (Casa do Mezio & Nature Hotel), segundo o promotor, encerrou no início de agosto, em plena época alta, para “obras de ampliação e remodelação”.

Ao público, a gerência comunicou que a unidade ia “encerrar a partir de 1 de agosto, por tempo indeterminado, para dar início às obras de ampliação e remodelação do hotel”.

Ao abrigo do projeto que foi aprovado em sede de reunião de Câmara, serão acrescentados 25 quartos aos atuais. O plano engloba, ainda, duas piscinas exteriores, outro bar e a ampliação do restaurante existente.

Além disso, as propostas anunciadas em finais de julho são bem aliciantes.

“Já se imaginou a dormir dentro de um espigueiro? E dentro de uma “mamoa”? Se gostava de ter uma experiência de hotel única no meio da natureza pura e selvagem, em 2018, vai ter a possibilidade de dormir no paraíso que se levanta” em Soajo.

Resta esperar para ver.

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por Soajo em Notícia às 18:20

Segunda-feira, 28.08.17

Centrais de biomassa na área do Parque Nacional, sim, mas primeiro é preciso “atribuir um valor económico a cada hectare de floresta”

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O Município de Arcos de Valdevez e outras entidades parceiras estão empenhados na revitalização dos setores produtivos com vista à criação de importantes fontes de rendimento.

A instalação de centrais de biomassa na área do único Parque Nacional, para dar rendimento a quem faz limpeza da floresta, é um dos projetos em cima da mesa, apesar de a destruição de milhares de hectares de floresta e de coberto vegetal no ano transato, principalmente em Soajo, ter reduzido, pelo menos a curto prazo, a capacidade de rentabilização destes recursos. Recorde-se que a construção destas unidades foi lançada originalmente pelo soajeiro António Amorim, do Conselho Diretivo dos Baldios de Soajo. 

Os agentes envolvidos neste processo preconizam uma estratégia que potencie a exploração de centrais de biomassa para produção de energia termoelétrica. Mas esta iniciativa só tem viabilidade caso o valor económico a atribuir por hectare de floresta (e por tonelada de restos florestais) seja lucrativo.

Segundo apurou o blogue Soajo em Notícia, a tonelada de matéria orgânica (resíduos florestais) suscetível de transformação em energia está avaliada em “20-22 euros”, um valor exíguo para quem tem de fazer todo o trabalho de recolha, carregamento, transporte e descarga no destino. Evidentemente que esta matéria-prima também pode ser apanhada por residentes contratados permitindo a criação de postos de trabalho e, eventualmente, reduzindo os custos de limpeza florestal aos respetivos proprietários.

Ou seja, para cumprir o plano de valorização dos recursos que existem no Parque Nacional, é imprescindível remunerar melhor a limpeza florestal para os proprietários/empreendedores gerarem riqueza, partindo do pressuposto de que as centrais de biomassa iriam ter uma (rentável) capacidade de produção de energia limpa dentro da área do único Parque Nacional, onde, por exemplo, o volume de energia hídrica tem um impacto de 18% em relação ao total nacional.

Em recente reunião de Câmara, o edil João Manuel Esteves referiu ser “preciso atribuir um valor económico a cada hectare de floresta e com esta remuneração [que terá de ser fixada em alta] criar-se-ia riqueza para as pessoas que fazem a limpeza na área do Parque Nacional”, favorecendo, futuramente, a desejável expansão de centrais de biomassa ao resto do concelho.

Todos concordam, entretanto, que o efeito deste investimento (que se pretende reprodutivo), para lá das vantagens do ponto de vista ambiental (através da recolha de matéria florestal no único Parque Nacional), podia culminar na criação de uma economia de proximidade, indo transformar aquilo que hoje tem pouco (ou nenhum) valor em preciosa matéria-prima para centrais de biomassa.

De referir que o projeto-piloto aplicado ao Parque Nacional – prevendo 11 medidas – consagra um lugar de destaque à recuperação/exploração dos setores produtivos que tragam rendimento para a população. Além disso, esta estratégia de intervenção florestal enquadra-se na política de prevenção e minimização dos riscos de incêndio e de diversificação da economia regional, através do aproveitamento dos recursos endógenos.

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por Soajo em Notícia às 18:05

Sexta-feira, 25.08.17

Vereador da Câmara relata “telefonema desesperado de um restaurante de Soajo por falta de mão-de-obra”

fechado.jpgA denúncia de falta de mão-de-obra para trabalhar no setor da restauração não soa a novidade, mas o apelo feito por um empresário soajeiro do referido setor ao poder municipal arcuense, nos termos em que foi publicitado pelo vereador Olegário Gonçalves, na reunião de Câmara do passado dia 24 de agosto, é que não é propriamente uma situação banal.

“Ontem [23 de agosto], recebi um telefonema desesperado de um restaurante de Soajo a relatar falta de mão-de-obra […]. […] Não há trabalhadores para restaurantes e cafés,  algo que acontece, igualmente, nos cafés e restaurantes do centro da vila de Arcos de Valdevez, onde também há falta de senhoras de limpeza".

Segundo conta Olegário Gonçalves, “só um restaurante de Soajo, um dia destes, mandou cinquenta pessoas embora e, na noite do dia 20, os três espaços de restauração de Soajo estiveram fechados [na verdade, uma dessas unidades encerra sempre à noite], porque não tinham capacidade de resposta, devido à falta de mercadoria para servir”, notou o vereador.

“O grande debate nos restaurantes de Soajo – prossegue Olegário Gonçalves – é saber porque é que existe tanta gente a dizer que há falta de emprego, quando os empregadores estão desesperados à procura de pessoas… No caso, foi-me perguntado qual poderia ser o papel da Câmara e qual poderia ser a nossa intervenção junto das entidades para que comece a haver mão-de-obra nos Arcos de Valdevez”.

Colocado o problema sob esta perspetiva, parece óbvio que sobram alguns equívocos. Primeiro, a Câmara não é agência de emprego e não está vocacionada para substituir o IEFP, e, depois, os empresários têm de pensar em remunerar melhor o serviço que querem contratar, pois, nessa eventualidade, talvez, houvesse mais pessoas interessadas em trabalhar. Evidentemente que há desempregados ou desocupados com pouca vontade de trabalhar e, nestes casos, o dinheiro também não é o melhor remédio para a indolência (preguiça).

Ou seja, muito provavelmente, caso os empresários melhorassem as condições remuneratórias dos seus colaboradores, aqueles estariam aptos a realizar mais serviços e, deste modo, evitar-se-ia o fecho inesperado de portas, facto que compensaria largamente o investimento feito em recursos humanos.

De referir que pertence ao edil João Manuel Esteves o pelouro do desenvolvimento económico (incluindo-se, aqui, o turismo).

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por Soajo em Notícia às 17:53

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