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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.



Terça-feira, 27.06.17

Assembleia de Freguesia discutiu obras controversas

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A Assembleia de Freguesia de Soajo, reunida no passado dia 24 de junho, decorreu, uma vez mais, sob o signo da polémica e da desordem. Na ausência de Manuela Jorge, a reunião foi secretariada por Cristina Martinho (que é secretária da Junta e não da Assembleia) e, só por interpelação do público, é que o Executivo esclareceu alguns assuntos mal explicados no desenrolar dos trabalhos.

A sessão – na qual foi anunciado, pelo presidente da Junta, um gasto de 922 euros, em honorários, por conta do advogado contratado para recuperação das “atas levadas pela secretária Cristina Martinho” – começou praticamente com uma “nota explicativa”, um pouco atabalhoada, lida pelo autarca Manuel Gomes Capela, para, pretensamente, aclarar a questão que ficara por esclarecer, na reunião do passado dia 1 de abril, relativa a um subsídio concedido à Fábrica da Igreja Paroquial de Soajo.

“A Junta entregou um donativo de 1500 euros à Fabriqueira de Soajo, atribuiu um apoio de 150 euros à Comissão de Festas de Soajo e deu três cheques de 50 euros cada às comissões de festas na freguesia, o que perfaz 1800 euros”, disse Manuel Gomes Capela.

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Transferência de artigos da Junta para os Baldios

Dos vários temas suscitados nesta Assembleia de Freguesia, faz-se, a seguir, uma resenha esquemática, para uma mais fácil perceção dos leitores do blogue.

O principal ponto da Ordem de Trabalhos disse respeito à transferência de artigos pertencentes à Junta de Freguesia para a Assembleia de Compartes dos Baldios de Soajo.

Sobre este assunto, que devia ter sido resolvido há dois anos, foi adiada uma deliberação para uma reunião posterior, tendo ficado consensualizado que a lista dos 175 artigos rústicos fosse entregue aos eleitos da Assembleia para que o processo prossiga segundo os trâmites legais.

“Temos de ter duas atas, uma delas da Assembleia de Freguesia de Soajo a declarar que esta tomou conhecimento e que aceita transferir todo o artigo enumerado, um a um, para o n.º de contribuinte da Assembleia de Compartes, e esta, por sua vez, promoverá uma Assembleia onde recebe [os artigos] um a um”, salientou Cristina Martinho, que é, simultaneamente, secretária da Junta de Freguesia e presidente do Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Soajo.

 

Lavadouro da Casa do Povo

Após anos e anos de inércia, foram feitos, recentemente, trabalhos de limpeza do tanque do lavadouro público. Mas, em vez da reposição da cobertura, devidamente recuperada, tal como o projeto original determinava, ao que parece, vai avançar (ou, pelo menos, está a ser pensada) uma construção insólita.  

A polémica foi levantada no período destinado ao público pela soajeira Rosalina Araújo e foi aí que o tesoureiro sentiu necessidade de aprofundar esta alteração na empreitada.

“A obra de limpeza, remoção do telhado e substituição deste está orçada em 4-5 mil euros. Achamos que, com mais 3 mil euros, se pode fazer o acrescento de um andar para lá instalar um espaço de venda (de artesanato ou de hortaliça)”, explicou Lourenço Couto, que pretende dar outra funcionalidade ao tanque.

Só que este “equipamento” suscita várias perplexidades. A deputada Sandra Barreira referiu que este andar vai “descaracterizar” a área e alguns soajeiros da plateia “chumbaram” a obra por três ordens de razões em particular.

Primeiro, por violar o projeto aprovado em sede de Assembleia de Freguesia. Segundo, por atentar contra um património que sempre funcionou no centro da vila como lavadouro público. Terceiro, por ir duplicar o papel da Loja Interativa de Turismo, no qual está previsto um posto de venda de artesanato.

Com estes raciocínios desfavoráveis em cima da mesa, o presidente da Junta, na resposta, argumentou que o projeto em causa “se tratava apenas de uma ideia”, enquanto o tesoureiro deixou todas as hipóteses em aberto.

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Obras no cemitério e arranjos nas imediações

Foram despendidos cerca de 12 mil euros nas obras executadas no cemitério de Soajo (vila) e nas imediações deste.

“Pelo passeio no cemitério e pelas duas sepulturas (com duas funduras), foi gasto um total de 1790 euros”, precisou Manuel Gomes Capela.

Já o Caminho da Gandarela implicou um investimento de 7765,50 euros, sendo que os acabamentos fronteiros ao cemitério – “marcações do parque”, “pedaços de calceta” e “arranjos de embelezamento” – ficaram orçados em 2472 euros (sem IVA).

Da plateia, foi perguntado se “não era uma verba exorbitante”, mas a Junta refugiou-se nos orçamentos solicitados.

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Contratação de uma empresa para limpeza

“A primeira volta de limpeza da freguesia, incluindo cemitérios, já correu os lugares todos”, disse o presidente da Junta. Mas, segundo Sandra Barreira, “não há sinais de que a limpeza tenha sido feita”.

Com ou sem limpeza, Manuel Gomes Capela acrescentou que “a segunda limpeza, a última de 2017, devido à vegetação seca, será efetuada em julho”. 

 

Feira das Artes e Ofícios Tradicionais (FAOT) de Soajo

Não foi dito nesta Assembleia de Freguesia, mas o plano inicial da ARDAL previa que a FAOT se realizasse apenas no fim de semana de 22 e 23 de julho, sendo que, por razões não apuradas, a organização acabou por rever o calendário do evento, que, deste modo, começa no dia 21 de julho, seguindo o modelo anterior de três dias (ou quase, porque a abertura é sexta-feira de tarde).

A pensar nesta realização, só muito recentemente foi promovida uma reunião na qual “se falou da organização e da distribuição de tarefas”, vincou o presidente da Junta, que, disse, estava a contar com esta reunião “muito mais cedo”.

Pela positiva, e ao contrário do que era prática corrente, este ano, “quem quiser montar um stand, não paga nada”, informou Cristina Martinho. 

 

Limpeza de fontenários

A deputada Sandra Barreira elogiou o trabalho de limpeza que está a ser feito nos fontenários.

Na resposta, o presidente da Junta disse que se ia “fazendo alguma coisa dentro das possibilidades”, mas alegou que “a falta de pessoal não permitia ir tão depressa, nem a todos os sítios, como a Junta bem queria”, desculpando-se, ainda, com “uma pessoa que é muito vagarosa, a quem não de pode dizer nada, porque, se alguém lhe diz alguma coisa, acaba por não fazer nada”, atirou Manuel Gomes Capelas, numa declaração nada diplomática para a colaboradora visada.

 

Obra de Vilar de Suente

A obra à entrada do lugar de Vilar de Suente continua num impasse e, por perto, descompondo ainda mais o cenário, já bastante inestético, estão depositadas pedras para impedir a deposição de entulho de obras.

“Tudo aquilo devia ser arranjado e embelezado, dignificando a entrada de Vilar, além dos necessários trabalhos de escavação para melhorar a visibilidade da curva”, exortou Virgílio Barreira, presente na sala.

Entretanto, segundo preconizou Sandra Barreira, “é importante arranjar uma solução rápida, já alguém sugeriu a colocação de redes (idênticas às que se veem nas autoestradas) para evitar o desabamento de pedras para a via pública”.

À parte estas necessidades, o presidente da Junta disse que estão identificadas outras obras, nomeadamente “a construção de uma valeta segura e, se possível, o arranjo da calceta que vem de Vilar para cima”.

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“Novela das placas identificativas à entrada da vila de Soajo”

As placas com o selo “Aldeias de Portugal” não foram providenciadas pela Junta de Freguesia. Quem o garantiu foi o presidente da Junta.

“As placas apareceram simplesmente lá, não pedi nem autorizei estas placas”, assegura Manuel Gomes Capela.

Segundo apurou o blogue, as placas foram “plantadas” pela ADRIL enquanto entidade promotora do programa “Aldeias de Portugal” neste território.

A propósito da toponímia, foi, ainda, solicitado que as placas, supostamente levadas para reparação, tenham um desenho renovado e adaptado, com brasão inscrito e devidamente enquadradas na paisagem.

“Temos de investir no embrulho para vender melhor Soajo, pelo que limpar as placas à entrada de Soajo é o mínimo”, sustentou Sandra Barreira, enquanto, da assistência, foi pedida a colocação de placas à entrada da freguesia de Soajo, nomeadamente nos espaços-fronteira com Gavieira, Ermelo, Cabana Maior, Lindoso e Britelo.

Placas à parte, o soajeiro Jorge Lage voltou a reclamar anuência da Junta para colocação de faixas (com o dizer “Soajo”) no Mezio.

Toponímia

Cristina Martinho assumiu uma evidência que não vai ser “corrigida” este mandato.

“A toponímia está uma vergonha em Soajo, não existe em lado nenhum uma coisa assim… Tem de ser toda retificada… Há, por exemplo, na freguesia, sete caminhos do Sacramento”, criticou a secretária da Junta.

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por Soajo em Notícia às 18:54


2 comentários

De Soajo em Noticiário a 29.06.2017 às 09:45


Gostaria de dizer que lamento muito que não tivessem pedido para retirar os sinais rodoviários que foram objecto de repúdio, por não estarem em consonância com a categoria administrativa da sede de Soajo, como vila. Esta pelo que nos informam documentos do século de 1500, estará em vias de perfazer 500 anos nesta categoria. As freguesias, as vilas, as cidades, os concelhos, podem ser mais ricos ou mais pobres, muito ou pouco populosos, muito ou pouco extensos, muito serranos ou planos, etc., mas desde que legalmente existam, então respeitem-se. Por causa das apreciações populares muito subjectivas,às vezes fruto da ignorância, é que menosprezam Soajo!
Já cometeram a asneira, talvez por andarem mentalizados com as "bitolas" meramente materiais, de deixarem candidatar Soajo a um concurso de aldeias!
Os sinais rodoviários não são colocados nas entradas das vilas da Barca, dos Arcos, de Ponte do Lima ...! Em Soajo também não os queremos. As leis devem ser respeitadas! Se foram os sinais concebidos antes de 2009, no presente, contra as vontades dos adversários e inimigos da vila de Soajo, a realidade legal é que temos uma vila na freguesia de Soajo! Não se diga que os sinais estão ligadas a marketing turístico. Que façam publciidade fora e da boa, porque aqui já os visitantes e os turistas cgegaram... Não nos interessam confusões, arteirices, manhas, ambiguidades...Querenos jogo limpo, transparente. Se há ingénuos e distraídos pois que contiuem, Outros não se enquadram nestes cenários...
Lamentavelmente não ouvi dizer uma só palavra sobre o problema das placas provocatórias expostas no parque da feira! Há quem aceite ataques a Soajo, mas ainda há quem defenda os bons nomes relacionados com Soajo,,, Gerês e Peneda não é a nossa terra! Ouviram bem...

De jorge lage a 03.07.2017 às 17:16


Assembleia de Freguesia discutiu obras controversas
A referência a sinais rodoviários em que pediram intervenção para limpeza, dizem respeito ao das placas que têm «ALDEIAS DE PORTUGAL» com «SOAJO» por baixo! Para "medíocre" entendedor não é preciso mais para se perceber, ainda, por cima, no contexto em que foram colocadas. Pretendem despromover, em termos de propaganda enganosa, Soajo! Para tirarmos a VILA DE SOAJO, da situação em que estava, tivemos muito e muito trabalho e muitas lutas políticas...A Vila do Gerês só tem cerca de vinte anos e os seus habitantes orgulham-se da sua promoção. A de Soajo é antiquíssima e é preciso que sintamos também muita honra em a termos enquadrada na sua qualificação multissecular! A vila de Soajo tem muitos mais valores materiais e imateriais do que a do Gerês. Não se queiram comparar os investimentos em edifícios urbanos e em propriedades rústicas na vila Soajo, com os do Gerês! Em Soajo são muito e muito superiores! O património imaterial de Soajo, em termos de concelho, de julgado, de real parque da natureza multissecular, de população residente, etc., ao longo dos séculos, é incomparavelmente superior ao da Vila do Gerês! Quando me refiro a não existirem placas "identificativas" nas entradas das vilas da Barca, Arcos e Ponte de Lima, evidentemente, que são as relativas às "Aldeias de Portugal" seguidas pelos nomes destas vilas! Se há centenas de vilas em Portugal, aldeias há milhares! Diferenciar a vila de Soajo pela positiva, colocando-a no grupo, no patamar, na divisão das terras mais categorizadas, é uma elementar regra de marketing! Prestigiar Soajo é a atitude correcta e mais sensata...Se existe uma serra em Portugal, há muitos séculos, em que entra o nome Soajo, então deveremos preservá-lo e defendê-lo custe o que custar, como escreveu em 2000, um antigo acérrimo defensor de Soajo, mas que desertou...! E quando se trata de um nome de uma das mais importantes serras de Portugal o esforço deve ser ainda maior! Se a serra de Soajo tem em Portugal o maior número de montanhas com altitudes superiores a 1200 metros, mais importância relativa possui! Quanto ao comentário relativo ao dito de que o Gerês e a Peneda não são a «nossa terra» referia-me, evidentemente, ao facto de não serem a nossa serra, porque uma, além do erro do nome, tem a ver com Sistelo, e a outra fica sobretudo para sudeste da serra Amarela! Placas identificativas de trilhos pela serra de Soajo, sim, para publicitar erros e mentiras, não queremos! Sabemos que "Marias" há muitas, mas "Peneda" há também algumas, porém precisamos de saber quem são! Veja-se a revista «TimeOut» para julho de 2017, e ficamos a saber que o chamado Poço Negro, em Soajo, e a «cascata da Peneda», junto do Santuário, ficam no Gerês! Para o poder municipal de Arcos de Valdevez, tudo é “Arcos de Valdevez onde Portugal se fez”! Para os meios de comunicação social quase tudo é Gerês! Para o poder de C. Maior o "Grande Mezio Maior" seria quase todo de Cabana Maior! Para a freguesia de Soajo restariam as rampas das «vertentes» para o lado de Soajo! Ambição para "colonização" não lhe falta! O actual presidente da Junta de Soajo quase sempre deixa correr! Embora seja boa pessoa e pessoa bem-educada não tem exercido o cargo para governar a sua "vidinha"! Ao contrário do que escreveu sobre o seu antecessor! Este não tem vergonha de voltar a candidatar-se para continuar a "vender" Soajo aos retalhos! A questão da Porta do Mezio estar ilegalmente como sendo de Cabana Maior deve-se a ele, que em cumplicidade com Francisco Araújo, muito prejudicaram Soajo. Ainda pretenderá "vender" mais Soajo?! Mas presidentes de Junta que não governem Soajo devidamente, mas que se governam e tratem, fundamentalmente da sua"vidinha" não interessam. Dedicarem-se a assuntos de regos, cemitérios, caminhos e caminhitos é muito pouco, para retirar Soajo, do desconhecimento, em Portugal. Ministros que vem à parte do Mezio, que é de Soajo, onde estão as instalações da porta do parque nacional, como aconteceu hoje, 30 de Junho, e não sabem que visitam território de Soajo, é algo que nos envergonha como SOAJEIROS! Ao que parece só quando percorrem mais sete Km a partir do Mezio é que visitam Soajo! Dizem que quem comanda, é quem "vende" café torrado e moído... Será verdade?! O p

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