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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.



Domingo, 05.06.16

Assembleia de Freguesia: os 11 assuntos que animaram sessão de 105 minutos

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A Assembleia de Freguesia de Soajo reuniu-se este sábado, 4 de junho, com cerca de vinte soajeiros a assistir ao desenrolar dos trabalhos.

A longa sessão foi dominada pelas interpelações do deputado Vasco Domingues, da CDU, que, em substituição de Sandra Barreira, por indisponibilidade desta, “passou em revista” os temas do momento.

A seguir, de forma abreviada e esquemática, para uma mais fácil perceção dos leitores, é feito o levantamento dos assuntos suscitados, com algumas perplexidades da oposição pelo meio, e são reproduzidas as explicações dadas no fórum pelo presidente da Junta, Manuel Capela.

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  1. Lavadouro da Casa do Povo

O “telhado danificado” (muitas telhas partidas) e a falta de asseio reclamam, segundo Vasco Domingues, uma rápida intervenção do Executivo.

“Já temos um orçamento para substituir o telhado no lavadouro da Casa do Povo (o mesmo em relação ao lavadouro de Bairros). Espero que a obra avance em breve. No ano passado, tentámos fazer uma abertura que permitisse o escoamento da água evitando o depósito, mas essa parte tem de ser resolvida e a limpeza terá mesmo de ser feita”, comprometeu-se o presidente da Junta.

 

  1. Fontes

Vasco Domingues exortou a Junta a dar “dignidade às fontes que existem em toda a freguesia.”

Na resposta, Manuel Capela deixou garantias em relação à limpeza, recuperação e segurança do precioso líquido. “As fontes, como a do Malvar, vão ser analisadas. Não sei bem quais as que carecem mais, mas vamos fazer uma lista e serão feitas análises à água. E a limpeza à volta também vai ser feita.”

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  1. Escultura comemorativa dos 500 anos do Foral de Soajo

“O processo arrasta-se há um ano e meio ou mais!”, constatou Vasco Domingues, que quis saber a data de colocação da escultura nas imediações do Restaurante Videira.

“A Câmara comunicou-nos que a estátua será posta nesse sítio em julho ou agosto”, atalhou o presidente da Junta, que se escusou no “arranjo urbanístico” para justificar o impasse, pois “a paragem de autocarro tem de ser removida para outro sítio.”

“O problema é que não se consegue arranjar um sítio próprio para instalar o abrigo, mas tem de se mudar, porque a paragem, onde está, é uma sombra para a escultura”, desculpou-se o autarca, que imputa à Câmara a “responsabilidade de criar um projeto de embelezamento da zona.”

“Mas a Junta, em colaboração com o Município, tem uma palavra a dizer na escolha do sítio”, observou Manuel Capela, muito embora, até à data, não tenha sido encontrado nenhum local para esse efeito, e, segundo disse o autarca, “não há muito para onde mudar, sendo que as pessoas, à volta, não querem que se toque nos muros”, lamentou.

Mas, segundo adiantou Vasco Domingues, “a CDU tem a informação, recolhida junto dos serviços técnicos da Câmara, apontando para o facto de estes estarem à espera, há meses e meses, que a Junta indique o local para onde deve mudar a paragem do autocarro, para que possam começar a obra.”

Ou seja, “a obra não avança porque há uma indefinição da Junta quanto ao local para onde vai colocar [o abrigo da] paragem”, conclui o deputado, acusando o Executivo de “incompetência”.

Assumindo uma oposição pela positiva, Domingues apresentou alternativas. “Há várias soluções de construção para uma paragem de autocarro, nomeadamente uma simples cobertura (painel acrílico) que, sem ferir a paisagem, pode ser implementada no passeio”, adiantou o deputado, sugerindo ao presidente da Junta que uma decisão sobre esta matéria venha a ser endossada à Assembleia de Freguesia.

Apesar da abertura demonstrada em relação a esta proposta, Manuel Capela prometeu “continuar a trabalhar” para “tratar do problema da paragem.”

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  1. Contentores do lixo

“Aquilo é uma lixeira, sem identificação, que alberga contentores do lixo”, denunciou Vasco Domingues, lembrando que a CDU “não concordou, desde a primeira hora, com aquele tipo de estrutura, pois já existem muros que cheguem em Soajo, e agora fez-se este curral para guardar o lixo, quando se deveria instalar, sim, um sistema semienterrado, o molok.”

“Para que as pessoas de fora saibam que aquilo é um local para depositar lixo, é preciso colocar uma sinalização e ultimar a obra”, exortou Vasco Domingues, necessidades também subscritas pelo presidente da Junta.

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  1. Abrigo para o trator e restantes equipamentos afetos aos Baldios

“A obra ainda não avançou porque a construção, em zona verde (zona agrícola), é ilegal!”, sentenciou Manuel Capela, que, no entanto, já fez entrar nos serviços da Câmara Municipal um pedido de licenciamento para aquele projeto.

Para esse efeito, e em resposta a uma solicitação da oposição, a Junta de Soajo vai proceder a um “pedido de desafetação da área em questão para fazer com segurança as coisas”, revelou o autarca, que prometeu concluir “este ano o coberto.”

 

  1. Estacionamento no Largo do Eiró

Acusado de não acatar as resoluções da Assembleia de Freguesia, Manuel Capela assacou responsabilidades ao Município por a proibição do estacionamento na “sala de visitas” de Soajo ainda não estar em aplicação.

“A Câmara Municipal, nomeadamente o vereador Olegário, pediu aos serviços técnicos um esquema [projeto] bonito para colocar ali… Temos um orçamento para os postes [mecos], que contempla floreiras, mas a Câmara quer uma coisa mais atraente, estando o arquiteto Machado a trabalhar no dossiê”, historiou o autarca o processo.

Vasco Domingues lembrou que os soajeiros e os representantes eleitos localmente terão uma palavra a dizer sobre o  arranjo urbanístico a projetar, “devendo este ser sujeito a apreciação e votação na Assembleia de Freguesia de Soajo.”

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  1. Parque infantil

A ideia de construir um parque infantil, lançada há cerca de dois anos, ainda não saiu da gaveta. “Porque é que este parque ainda não está feito?”, perguntou Vasco Domingues.

Na resposta, o presidente da Junta atribuiu responsabilidades a terceiros. “Quem pediu o parque infantil [Associação Moving Cause Soajo] tem de dar à perna para resolver o problema”, atirou o autarca, sem saber onde será feita a construção, “se junto à Casa do Povo ou se no espaço fronteiro à escola.”

Mas Vasco Domingues desmontou a argumentação do autarca. “Temos a informação de que os serviços técnicos da Câmara estão à espera da indicação do local há, sensivelmente, um ano e meio”, notou o jovem deputado, que ouviu do autarca a garantia de que “pertence à Casa do Povo a tomada de decisão em relação ao local de construção do parque infantil”, num processo “intermediado pela Junta.”

Acusado pela oposição de “travar a obra”, o presidente da Junta defendeu-se recuperando a génese do projeto. “[Esta ideia] nasceu por iniciativa dessas ‘criaturas’ [Moving Cause], que foram à Câmara, a qual prometeu um apoio de 8 mil euros, através da Casa do Povo, que é a dona do espaço”, disse Manuel Capela, “sem saber as razões por que o projeto ainda não avançou.”

No período destinado ao público, a propósito do termo “criaturas”, palavra que o autarca usou referindo-se aos elementos da Associação Moving Cause, o soajeiro Manuel Lage reclamou “respeito” pelas pessoas em questão.

 

  1. Caminho de Bairros

O recém-concluído arranjo do Caminho de Bairros custou 5088 euros. Este valor será acrescido de 980 euros, por conta da substituição do telhado do lavadouro e do alargamento do caminho, junto ao tanque.

Apesar de “não ser contra este arranjo”, Vasco Domingues colocou algumas objeções à mudança de calçada, uma “obra de estética” e sem “melhoria significativa das condições” e exortou o presidente da Junta “a pensar melhor onde se gasta o dinheiro, […] pois, provavelmente, havia outras obras mais urgentes.”

Na resposta, o presidente da Junta justificou, assim, o arranjo. “O dinheiro foi investido para fazer face a uma necessidade grande, porque a calçada à portuguesa, toda a gente sabe, tem um piso desnivelado, e, portanto, o passeio ao meio, veio permitir um piso mais suave”, retorquiu Manuel Capela.

 

  1. Feira das Artes e Ofícios Tradicionais

À pergunta relativa à data de realização da Feira das Artes e Ofícios Tradicionais (FAOT), este ano em julho, o presidente da Junta adiantou que “as mesmas foram antecipadas devido às festas de Arcos de Valdevez.”

“Para não dispersar as pessoas, entendeu-se que a FAOT, em julho, traz mais gente a Soajo e a sede do concelho, em agosto, também beneficia com isso”, explicou.

Vasco Domingues é que não ficou convencido. “Mudar para meados de julho, aqui, prejudica de certeza, e Soajo é que não ganha com esta alteração, pois, com os emigrantes, há mais gente em agosto do que em julho”, notou o deputado, que acusou o presidente da Junta de se “comportar como um funcionário da Câmara de Arcos de Valdevez […] ao ter participado numa decisão que só favorece Arcos de Valdevez.”

O mesmo deputado ficou a saber, pelo presidente, que “a Junta ainda não deu contributos para a elaboração do programa da FAOT”, mas, na devida altura, avançará com propostas, algo que não sucedeu na edição de 2015.

 

  1. Revisão orçamental: 30 mil euros para as obras do Posto de Informação e Turismo

Visto o imóvel onde irá funcionar o futuro Posto de Informação e Turismo ser propriedade da Junta, esta vai “conduzir” a empreitada, ficando a mesma dotada, com esta transferência, de verba para erguer o projeto.

Face às vicissitudes que têm vindo a adiar o avanço do projeto, desta vez, segundo o presidente da Junta, a obra arrancará “o mais rápido possível”.

De referir que os documentos relativos a este ponto não foram enviados, em tempo útil, aos membros da Assembleia, que só tomaram conhecimento dos contornos da revisão orçamental nesta Assembleia de 4 de junho, mas, ainda assim, o órgão deliberativo apreciou e votou a proposta, aprovando, por unanimidade, este reforço orçamental.

 

  1. Posto de trabalho afeto ao Posto de Informação e Turismo

“Neste documento de revisão, além da verba, é mencionado, nalgum ponto, a questão do posto de trabalho a ser criado?”, questionou Vasco Domingues.

O presidente da Junta respondeu sem rodeios. “Não vem [mencionado], mas já alertei a Câmara de que tem de criar um posto de trabalho extra, porque, desta maneira, [afetando a funcionária da Junta para esta nova valência], vamos prejudicar o serviço da Junta e não vamos ter, também, um Posto de Turismo funcional. Já pus o problema duas ou três vezes [ao senhor João Manuel Esteves] e a Câmara tem de resolver a situação”, pois o presidente do Município já foi “informado de que o Posto não funciona como ele pensa”, atirou.

Mas a redação do protocolo celebrado entre Câmara e Junta não contempla o recrutamento de pessoal, segundo denunciaram Manuela Jorge e Vasco Domingues, que prevê novos episódios de indefinição.

“Por isso, a Junta terá de fazer um novo protocolo para criar o anunciado posto de trabalho, quando poderia ter resolvido a questão assinando um só documento, e, para isso, vai ter de se reunir com a Câmara Municipal, discutir com eles e depender da boa vontade desta”, vaticinou.

A encerrar a Assembleia, o deputado da CDU não deixou margem para dúvidas quanto à mais-valia do projeto. “Todos queremos o Posto de Turismo e de nada vale o argumento ‘ou estão comigo ou estão contra mim’, como o senhor presidente [Manuel Capela] está a querer fazer passar”, rematou assim o assunto Vasco Domingues, que, nesta sessão, “monopolizou” a discussão, assumindo o papel de “ponta de lança” da oposição.

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por Soajo em Notícia às 15:17



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