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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.



Segunda-feira, 28.08.17

Centrais de biomassa na área do Parque Nacional, sim, mas primeiro é preciso “atribuir um valor económico a cada hectare de floresta”

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O Município de Arcos de Valdevez e outras entidades parceiras estão empenhados na revitalização dos setores produtivos com vista à criação de importantes fontes de rendimento.

A instalação de centrais de biomassa na área do único Parque Nacional, para dar rendimento a quem faz limpeza da floresta, é um dos projetos em cima da mesa, apesar de a destruição de milhares de hectares de floresta e de coberto vegetal no ano transato, principalmente em Soajo, ter reduzido, pelo menos a curto prazo, a capacidade de rentabilização destes recursos. Recorde-se que a construção destas unidades foi lançada originalmente pelo soajeiro António Amorim, do Conselho Diretivo dos Baldios de Soajo. 

Os agentes envolvidos neste processo preconizam uma estratégia que potencie a exploração de centrais de biomassa para produção de energia termoelétrica. Mas esta iniciativa só tem viabilidade caso o valor económico a atribuir por hectare de floresta (e por tonelada de restos florestais) seja lucrativo.

Segundo apurou o blogue Soajo em Notícia, a tonelada de matéria orgânica (resíduos florestais) suscetível de transformação em energia está avaliada em “20-22 euros”, um valor exíguo para quem tem de fazer todo o trabalho de recolha, carregamento, transporte e descarga no destino. Evidentemente que esta matéria-prima também pode ser apanhada por residentes contratados permitindo a criação de postos de trabalho e, eventualmente, reduzindo os custos de limpeza florestal aos respetivos proprietários.

Ou seja, para cumprir o plano de valorização dos recursos que existem no Parque Nacional, é imprescindível remunerar melhor a limpeza florestal para os proprietários/empreendedores gerarem riqueza, partindo do pressuposto de que as centrais de biomassa iriam ter uma (rentável) capacidade de produção de energia limpa dentro da área do único Parque Nacional, onde, por exemplo, o volume de energia hídrica tem um impacto de 18% em relação ao total nacional.

Em recente reunião de Câmara, o edil João Manuel Esteves referiu ser “preciso atribuir um valor económico a cada hectare de floresta e com esta remuneração [que terá de ser fixada em alta] criar-se-ia riqueza para as pessoas que fazem a limpeza na área do Parque Nacional”, favorecendo, futuramente, a desejável expansão de centrais de biomassa ao resto do concelho.

Todos concordam, entretanto, que o efeito deste investimento (que se pretende reprodutivo), para lá das vantagens do ponto de vista ambiental (através da recolha de matéria florestal no único Parque Nacional), podia culminar na criação de uma economia de proximidade, indo transformar aquilo que hoje tem pouco (ou nenhum) valor em preciosa matéria-prima para centrais de biomassa.

De referir que o projeto-piloto aplicado ao Parque Nacional – prevendo 11 medidas – consagra um lugar de destaque à recuperação/exploração dos setores produtivos que tragam rendimento para a população. Além disso, esta estratégia de intervenção florestal enquadra-se na política de prevenção e minimização dos riscos de incêndio e de diversificação da economia regional, através do aproveitamento dos recursos endógenos.

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por Soajo em Notícia às 18:05



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