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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.



Quarta-feira, 21.12.16

Compartes inviabilizam “projetos lançados em Soajo por outras entidades” (síntese dos assuntos debatidos)

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Reunida, no passado dia 19 de dezembro, a Assembleia de Compartes dos Baldios da Freguesia de Soajo aprovou, por unanimidade, o Plano de Atividades para 2017. Mas a principal resolução desta reunião, pouco participada, resultou dos “chumbos” ao Parque Biológico do Mezio e à candidatura efetuada pelo Clube de Caça e Pesca de Soajo à gestão dos recursos cinegéticos. Na circunstância, foi alegado que estes “projetos estão a ser lançados em território de Soajo por outras entidades”.

Os compartes de Soajo, com base na Carta Administrativa, decidiram inviabilizar o projeto relativo ao Parque Biológico, “por este estar localizado em território administrativo de Soajo”. “Nós baseamo-nos no único documento oficial que existe”, disse Cristina Martinho, presidente do Conselho Diretivo dos Baldios de Soajo.

Em relação à candidatura tendente à gestão de recursos cinegéticos, segundo disse Cristina Martinho, o Clube de Caça e Pesca de Soajo cometeu duas gafes no processo. “O senhor presidente [António Cerqueira] candidatou um projeto sem pronúncia dos compartes (não do Conselho Diretivo, que não manda, mas dos compartes) e fez a submissão da candidatura sem saber o teor da mesma”, justificou a responsável.

Para a presidente do Conselho Diretivo, a anunciada parceria entre Clube de Caça e Pesca de Soajo, Associação de Caça e Pesca de Cabana Maior e ARDAL-Porta do Mezio, cujo protocolo foi assinado no passado dia 18 de outubro, “não é uma mais-valia para Soajo”. Subscrevendo esta orientação, os compartes de Soajo inviabilizaram, por unanimidade, a candidatura à gestão de recursos venatórios, integrada no Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020.

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Hotel do Mezio funciona sem ETAR

Segundo o Conselho Diretivo dos Baldios de Soajo, o Hotel do Mezio (Casa do Mezio Aromatic & Nature Hotel) está a funcionar, desde 2015, mas não devia, pois o sistema de águas residuais opera de forma ilícita. O anúncio foi feito na mesma Assembleia de Compartes dos Baldios da Freguesia de Soajo.

De acordo com a presidente do Conselho Diretivo dos Baldios, “o hotel tem vários quês e enquanto eles não respeitarem a lei e não cumprirem com todas as obrigações não vão construir mais nada [ampliação da unidade]”, avisou Cristina Martinho.

De resto, esta posição ganha mais força quando, segundo António Amorim, do mesmo Conselho Diretivo dos Baldios, é o próprio diretor da unidade a assumir, em reunião havida recentemente, que “o Hotel precisa de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR)”, sendo que “o custo desta infraestrutura está orçado em 80 mil euros” (com a anunciada expansão do Hotel, o investimento na ETAR dispara para cerca de “150/160 mil euros”).

“Estes esclarecimentos vêm contrariar declarações anteriores da Câmara Municipal, que nos deram informações sem correspondência com a verdade […], o que é anormal”, concluiu Amorim.

 

Recuperação faseada das Casas Florestais

“Há abertura do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para autorizar a recuperação das (antigas) casas florestais” que povoam os baldios de Soajo (exceto a de Adrão, que alberga os “Canarinhos”). O anúncio foi feito nesta Assembleia dos Baldios, de 19 de dezembro.

À Direção-Geral de Tesouro e Finanças, que detém este valioso património, e ao ICNF, foi pedida pelos Baldios a cedência das casas florestais – os imóveis com acessos baldios e situados em espaço afeto aos compartes podem, diz a lei, reverter a favor dos Baldios.

“A todas as casas florestais será dada uma utilidade e os Baldios pretendem intervir nelas de forma faseada, sempre em função dos recursos existentes”, garantiram Cristina Martinho e António Amorim.

Assim, a casa florestal de Vilar de Suente será reconvertida na futura sede dos Baldios e num Centro de Educação Ambiental; as que estão localizadas entre Outeiros e Ramil servirão de espaços de apoio a turistas/montanhistas; a sediada em Paradela funcionará como sede da Associação Cultural e Desportiva local (as instalações afetas a esta coletividade serão a futura casa mortuária de Paradela); e a do Arieiro será entregue à brigada dos sapadores florestais e ao Clube de Caça e Pesca de Soajo.

Noutro âmbito, segundo o Conselho Diretivo, “em princípio, até 2018”, os Baldios de Soajo serão reforçados com nova equipa de sapadores florestais (uma das vinte que estão anunciadas) e com novos equipamentos, incluindo viatura, podendo, também, ser beneficiados com uma equipa móvel (ao todo, serão criadas 44).

 

Quatro lotes de pinhal para vender

A curto prazo, serão colocados a concurso quatro lotes de pinhal (dois dos quais em litigância). Ao todo, a base de licitação cifra-se em 191 400 euros.

A propósito de dinheiros recebidos anteriormente, em idênticas operações de licitação, de áreas de floresta fustigadas por incêndios, foi solicitado, pelo Conselho Diretivo dos Baldios, ao diretor do ICNF, um registo sobre o montante das verbas recebidas pelos Baldios de Soajo, visto terem sido transacionados consideráveis lotes de pinhal na sequência dos incêndios de 2006 e 2010.

“Em Soajo, ninguém sabe quanto é que os compartes receberam e não há registos de nada porque não há escrita organizada, algo que tem que ver com a gestão de 1997 a 2013”, frisou António Amorim.

Segundo Cristina Martinho, “em 2009, houve receita de 480 mil euros e, nos anos seguintes, de 490 mil euros, mas não se vê obra para tanto nem tão-pouco houve aquisição de bens”, atirou a presidente do Conselho Diretivo, considerando “importante ver, depois de contabilizada a receita, para onde foi a despesa”.

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Regeneração da floresta

A área baldia de Vilar de Suente vai receber nova ação de florestação. Ao todo, serão plantadas 11 400 árvores. “Porque é bom para todos, contamos com o povo de Soajo”, exorta Cristina Martinho.

Entretanto, segundo nota publicada na página dos Baldios de Soajo, “o Conselho Diretivo apresentou candidatura para reflorestar a área ardida no último verão, no valor de 190 mil euros, com 75% de folhosas e 25% de resinosas”, lê-se.

“[…] Vamos desta forma inverter o paradigma de floresta que tínhamos. Uma floresta mais amiga do ambiente e inimiga dos incêndios”, conclui-se.

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por Soajo em Notícia às 18:27


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