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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.



Sexta-feira, 08.09.17

Governo quer reativar casas e corpo nacional de guardas florestais

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A notícia foi avançada pela RTP há algumas semanas: o Governo quer recuperar o património devoluto e o antigo corpo nacional de guardas florestais, que foi extinto em 2006. Soajo, que é o grande “pulmão” do único Parque Nacional, possui vários imóveis destes no seu território.

Ainda de pé, mas em adiantado estado de degradação, encontra-se o imenso património existente que era afeto ao referido corpo. Segundo dados oficiais, Portugal conta com 653 casas florestais. Destas, 393 estão devolutas e ao abandono há décadas, algumas das quais em Soajo. Em Portugal, só 154 destes imóveis estão habitados, um dos quais encontra-se ocupado por uma brigada FEB (Força Especial de Bombeiros), em Adrão (Soajo). As restantes casas florestais acabaram, maioritariamente, transformadas para diversos fins ou estão destinadas à reconversão, não se sabendo bem se algumas deliberações de compartes, em tempos recentes, são para valer ou não.

Também os recursos humanos estão, substancialmente, reduzidos. Há trinta anos, havia 1024 guardas e mestres florestais. Eram os "inquilinos" destas casas florestais que fiscalizavam, por exemplo, a enorme mancha do Parque Nacional. Pertenciam à Direção-Geral das Florestas. Mas, com a extinção daquele corpo nacional, transitaram para a GNR 453 guardas, que assumiram responsabilidades distintas das anteriores. Hoje, existem 308 guardas e mestres no Continente. Em relação ao passado, há menos vigilância, ficando o patrulhamento cingido aos horários de serviço.

Entretanto, respondendo a um desafio lançado por muitos agentes da floresta, o Governo pretende recuperar o referido corpo, devolvendo-lhe competências e funções antigas. As primeiras diligências já foram encetadas e crê-se que este corpo é a entidade certa para trabalhar na floresta e estar perto dela.

Com base em estudos técnicos, a tutela tem pressa em contrariar o destino e colocar um travão à destruição do património florestal, segundo defende o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes. Também os procedimentos terão de ser radicalmente alterados. “Não é possível continuar a plantar de qualquer maneira e sem haver primeiro um plano bem gizado”, dizem os especialistas.

Com o debate público centrado em políticas de ordenamento florestal e de prevenção de incêndios, todos concordam que este é o tempo para “potenciar a floresta”, cuidando melhor dela e tendo a preocupação de a “rentabilizar”, conforme preconiza o primeiro-ministro, António Costa, afinal de contas, um discurso repetido há décadas.

O grande objetivo desta nova estratégia é revitalizar os espaços verdes deixados ao deus-dará, mas, primeiro, vai ser preciso reabilitar as casas florestais que estão em ruínas.

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por Soajo em Notícia às 18:27



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