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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Teresa Araújo, Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.



Quarta-feira, 10.05.17

Polémica dos alegados maus-tratos emocionais no Centro Social e Paroquial

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O assunto está a dar que falar e o blogue Soajo em Notícia não passa ao lado dele.

Familiares e amigos de utentes do Centro Social e Paroquial de Soajo têm vindo a denunciar maus-tratos emocionais cometidos por algumas colaboradoras daquela instituição.

Na sua página facebookiana, a soajeira Rosa Enes queixa-se de “abusos emocionais”, sob a forma de delito de linguagem, falta de profissionalismo das colaboradoras e degradação das condições oferecidas contratualmente consoante as reações dos utentes.

Pela gravidade do relato, este blogue reproduz, na íntegra, as denúncias feitas publicamente, em tempos recentes, por Rosa Enes, e publica entrevista com a diretora do Centro Social e Paroquial de Soajo, instituição que, entre auxiliares de serviço geral, ajudantes de ação direta e técnico de contabilidade, dá trabalho a dez pessoas.

Exposição de Rosa Enes no Facebook

“Há muitas formas de abuso, e o abuso emocional faz tão mal como o físico, simplesmente não deixa marcas visíveis! 

Há algumas funcionarias no Centro Social e Paroquial do Soajo que andam a maltratar os utentes com as palavras que usam para com eles/as. Esta semana [semana passada] uma das funcionárias, quando a utente lhe pediu para ter cuidado ao fazer a limpeza, para que não fizesse mais danos em casa, respondeu da seguinte maneira:

Raios parta a mulher, ainda você morra a roer as unhas com a fome!’, disse. 

Isto não é profissionalismo! É assim que as funcionárias do Centro Social tratam os nossos idosos e doentes? Este não é o primeiro incidente, no entanto, ninguém com poder faz nada para que este tipo de tratamento pare! E assim elas continuam a fazer o que querem e quando querem. Nos últimos anos, tenho visto mudanças no Centro e não para são para melhor… infelizmente! 

Apelo à direção para que os nossos idosos possam passar mais algum tempo na casa deles com respeito e dignidade”.

[…]

“Já devia ser há mais tempo, mas tenho tentado estar calada porque a [minha] mãe está só e depois ela é que paga ainda mais. A diretora disse-me de cara no escritório dela (ainda bem que o Luís estava comigo e também ouviu), e já tinha dito à mãe anteriormente, que, se ela continuasse a dizer o tratamento que estava a receber em casa, a mensalidade dela iria aumentar e outros benefícios iriam desaparecer. E aconteceu! Quando necessita de ir ao multibanco tem de pagar a quem a leve ao Eiró para o fazer, o mesmo [acontece] quando quer ir à cabeleireira, se a Lena não pode vir buscar e levar (a Lena faz isto sem pagamento)… […] Tudo isto e mais eram benefícios que ela tinha, mas, como lhe querem calar a boca, a pouco e pouco vão tirando mais e mais. A mãe, porque tem pouca mobilidade, necessita de auxílio, no entanto, não os tem. É uma pessoa doente e não se pode enervar, momentos destes deixam-na muito enervada e sujeita a um AVC, além dos diabetes muito elevados. Ela só diz aquilo que lhe fazem, seja bem ou mal. Quando lhe fazem bem, também o diz! Mas tudo tem um limite e não podemos varrer o lixo para debaixo do tapete para sempre…”, conclui Rosa Enes.

***

Soajo em Notícia, com o único propósito de esclarecer os leitores, questionou, sem filtros, a diretora Fernanda Brasileiro, acerca das situações retratadas anteriormente.

Fernanda Brasileiro: “Não digo que não tenha havido, pontualmente, uma troca menos simpática de palavras...”

Existem queixas públicas de maus-tratos emocionais cometidos pelo Centro Social e Paroquial de Soajo. Qual a sua posição sobre os alegados casos de abuso psicológico?

[As queixas] não têm nenhum fundamento, garanto que as colaboradoras do Centro prestam um serviço com muito carinho e qualidade.

Como explica que haja pessoas a dar a cara para expressar publicamente casos concretos de abusos e de degradação das condições do serviço prestado? Diz que as denúncias não correspondem à verdade, mas a imagem da instituição não está fortemente beliscada na comunidade?

São meras invenções, não sei com que propósito, mas terá de perguntar às pessoas. Como em tudo, o feitio das pessoas, também no caso das colaboradoras, não agrada a todos.

Mas admite ou não que possa ter havido, aqui ou acolá, pelo menos algum delito de linguagem?

Não digo que não tenha havido, pontualmente, uma troca menos simpática de palavras... Todos somos humanos e quem é que não erra no exercício do seu trabalho? Mas, insisto, o Centro faz um trabalho com brio, profissionalismo e humanismo. E, que fique claro, ninguém é insultado.

Como é que estes assuntos estão a ser tratados internamente?

Todos os dias falamos com as colaboradoras sobre o serviço de apoio domiciliário. Todos nós nos regemos por um conjunto de princípios. Exijo o máximo de respeito pelos utentes.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Soajo em Notícia às 18:39


2 comentários

De Arminda a 11.05.2017 às 02:13

Vergonhoso estar a passar isto no nosso Portugal

De Maria DeCampos a 11.05.2017 às 18:01

Hoje em dia pobre duque precisa de ajuda as funcionárias so querem o ordenado no fim do mês respeito aos velhos não à . A senhora encarregada está a responder muito depressa a que andar atrás dessas funcionários para ter uma resposta sólida com todo o respeito quindem diz velhinhos​ porque todos vamos lá chegar...

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