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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.



Quinta-feira, 24.08.17

Turismo com fluxo recorde em Soajo contrasta com problemas na atividade balnear

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Soajo está a registar, este verão, um fluxo turístico recorde. Mas este crescimento não tem sido acompanhado pela implementação de todas as medidas imprescindíveis para tornar a visitação e a atividade balnear aprazíveis. Por outro lado, a massificação turística, por falta de civismo, está a fazer crescer o lixo atolado no espaço público.

Comecemos pelas infraestruturas de veraneio. O Poço das Mantas, muito procurado nas férias estivais para banhos refrescantes, não se tem apresentado, esta época balnear, em condições ideais, por diversas razões. Segundo alguns testemunhos, incluindo o do presidente da Junta, “o poço de cima tem estado com um nível inferior de água para o que está realmente projetado, devido ao facto de a água se sumir por um buraco existente numa rocha”.

“A rapaziada mergulhou e tirou o trapo que estancava a fuga de água, fazendo com que esta se expelisse pela fenda”, explica Manuel Gomes Capela.

Perguntado por que razão o problema identificado não foi sanado de pronto, o presidente da Junta de Freguesia alegou que, “nesta altura do ano, não se podia pôr lá cimento”. Em alternativa, o presidente da autarquia diz ter mandatado o “tesoureiro para resolver este caso, colocando-se lá um pano para tapar”.

Por outro lado, no plano das condições climatéricas, surge a seca extrema, que é totalmente incontrolável. Este fenómeno tem evidente repercussão no reduzido caudal que corre, facto que inviabiliza a renovação da água e, ao mesmo tempo, favorece a acumulação de resíduos na linha de água.

Paralelamente, de um modo geral, não foi feita limpeza da vegetação que cresce nas imediações das lagoas e mesmo estas deveriam ter sido objeto de uma ação específica de asseio antes da época alta. Também o parque de estacionamento que serve os veraneantes do Poço das Mantas mantém um aspeto muito pouco cuidado, desaproveitando-se, assim, um belo espaço para piqueniques. Além disso, na maioria dos casos, falta sinalética informativa para os muitos visitantes que não conhecem estes “tesouros” naturais.

Mas o discurso – fácil – de responsabilizar só as entidades públicas por aquilo que de mau acontece nestes lugares idílicos soa a redutor e não retrata a realidade na sua plenitude. É que a responsabilidade tem de ser também partilhada por residentes e visitantes.

Uns e outros têm o direito – legítimo – de usufruírem dos poços artificiais ou naturais, mas este direito deverá estar sempre ligado à obrigação de os proteger e manter cuidados.

Dito isto, não é admissível, em caso nenhum, a quantidade de lixo que é largado na natureza ou nas proximidades dos caixotes do lixo.

Haja civismo e respeito pelo bem comum.

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por Soajo em Notícia às 18:22



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