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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.



Sexta-feira, 25.08.17

Vereador da Câmara relata “telefonema desesperado de um restaurante de Soajo por falta de mão-de-obra”

fechado.jpgA denúncia de falta de mão-de-obra para trabalhar no setor da restauração não soa a novidade, mas o apelo feito por um empresário soajeiro do referido setor ao poder municipal arcuense, nos termos em que foi publicitado pelo vereador Olegário Gonçalves, na reunião de Câmara do passado dia 24 de agosto, é que não é propriamente uma situação banal.

“Ontem [23 de agosto], recebi um telefonema desesperado de um restaurante de Soajo a relatar falta de mão-de-obra […]. […] Não há trabalhadores para restaurantes e cafés,  algo que acontece, igualmente, nos cafés e restaurantes do centro da vila de Arcos de Valdevez, onde também há falta de senhoras de limpeza".

Segundo conta Olegário Gonçalves, “só um restaurante de Soajo, um dia destes, mandou cinquenta pessoas embora e, na noite do dia 20, os três espaços de restauração de Soajo estiveram fechados [na verdade, uma dessas unidades encerra sempre à noite], porque não tinham capacidade de resposta, devido à falta de mercadoria para servir”, notou o vereador.

“O grande debate nos restaurantes de Soajo – prossegue Olegário Gonçalves – é saber porque é que existe tanta gente a dizer que há falta de emprego, quando os empregadores estão desesperados à procura de pessoas… No caso, foi-me perguntado qual poderia ser o papel da Câmara e qual poderia ser a nossa intervenção junto das entidades para que comece a haver mão-de-obra nos Arcos de Valdevez”.

Colocado o problema sob esta perspetiva, parece óbvio que sobram alguns equívocos. Primeiro, a Câmara não é agência de emprego e não está vocacionada para substituir o IEFP, e, depois, os empresários têm de pensar em remunerar melhor o serviço que querem contratar, pois, nessa eventualidade, talvez, houvesse mais pessoas interessadas em trabalhar. Evidentemente que há desempregados ou desocupados com pouca vontade de trabalhar e, nestes casos, o dinheiro também não é o melhor remédio para a indolência (preguiça).

Ou seja, muito provavelmente, caso os empresários melhorassem as condições remuneratórias dos seus colaboradores, aqueles estariam aptos a realizar mais serviços e, deste modo, evitar-se-ia o fecho inesperado de portas, facto que compensaria largamente o investimento feito em recursos humanos.

De referir que pertence ao edil João Manuel Esteves o pelouro do desenvolvimento económico (incluindo-se, aqui, o turismo).

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por Soajo em Notícia às 17:53


1 comentário

De Paula CF Salgado a 26.08.2017 às 08:48

O Sr. Presidente disse e disse muito bem: quando começarem a dar melhores condições de trabalho na hotelaria e restauração, empregados não faltarão! Trabalhar 12h (às vezes mais) por dia e receber 600 ou 650€ (aos quais se devem retirar os devidos impostos) não é propriamente justo nem motivante. Além disso, as pessoas procuram estabilidade e estes empregos costumam ser, regra geral, sazonais. Matas-te a trabalhar durante 3 ou 4 meses e depois "vais ver se chove".

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