Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.


Quinta-feira, 16.05.19

Fardas usadas pelos sapadores não têm todas a mesma resistência à chama e ao calor

Normalmente só se fala dos sapadores florestais para lembrar o trabalho destes profissionais na espinhosa missão de prevenção e combate a incêndios (para além de muitas outras funções), mesmo quando há necessidades identificadas por estes homens e mulheres no terreno. Ora, uma das questões, de vincada importância, é a dos equipamentos de proteção individual (EPI).

Para salvaguardar a segurança dos sapadores florestais, protegendo-os do calor e da chama, são usados tecidos com propriedades ignífugas (incombustíveis), mas a resistência das fibras varia de material para material. Os EPI confecionados a partir de algodão não garantem, com efeito, a mesma resistência do que os que são produzidos a partir de aramidas (nomex).  

A este respeito, segundo apurou o blogue Soajo em Notícia, as brigadas dos sapadores afetos a vários Baldios do concelho trajam vestuário de trabalho (dólman, t-shirt...) feito à base de algodão ignífugo, que, embora sendo material homologado, está longe de ser o mais adequado. Para se ter uma ideia da diferença entre os EPI, basta dizer que os tecidos de algodão ardem a uma temperatura de 255ºC, enquanto os correspondentes de nomex apenas são combustíveis a uma temperatura de 800ºC.

Composição dos EPI 

Segundo os manuais de equipamentos de equipas de sapadores florestais, o vestuário de trabalho mais utilizado nos EPI de combate aos incêndios florestais é feito ou de algodão ou de aramidas.

O algodão apresenta resistência à chama e ao calor através da aplicação de produtos químicos ignífugos para as fibras de algodão. Mas a resistência do tecido de algodão vai depender da qualidade e das propriedades dos diferentes produtos químicos aplicados, pois nem todos apresentam as mesmas características.

Já o nomex é um tecido produzido à base de aramidas, que são fibras com propriedades resistentes ao fogo, ao ácido e a outros materiais corrosivos, possuindo também uma grande estabilidade estrutural, impedindo a transmissão do calor.

Quer o algodão ignífugo quer o nomex cumprem ambos a sua função para a qual foram concebidos, nomeadamente garantir proteção contra a chama e o calor, mas existem diferenças muito significativas entre eles.

Assim, por comparação com o algodão ignífugo, o nomex encolhe muito menos, não enruga, não desbota, seca mais rapidamente, tem maior durabilidade, perde muito menos propriedades com o uso e com as lavagens, é mais resistente, oferece maior transpirabilidade e, claro, é mais caro.

Em resumo, é tudo uma questão de dinheiro e de prioridades…

Foto extraída do Manual de Equipamento de Equipas de Sapadores Florestais

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Soajo em Notícia às 18:24

Terça-feira, 14.05.19

Associação e Rancho de Vilarinho das Quartas recriam trabalho agrícola

A Associação Cultural e Desportiva dos Amigos de Vilarinho das Quartas, em colaboração com o respetivo Rancho Folclórico, organizou, no passado domingo, 12 de maio, uma cavada à moda antiga, na qual participaram sete mulheres. Apesar do calor tórrido que se fez sentir, a recriação desta tradição ancestral serviu de mote para uma tarde bem passada.

Depois das 17.00, o grupo deu início ao trabalho saindo das imediações da sede da associação rumo ao campo onde amanhou a terra e entoou temas associados às cavadas, antes do farnel “regado” com vinho.

A animação esteve a cargo dos tocadores de concertina.

Para “fecho” de festa, foi servido arroz do maio.  

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Soajo em Notícia às 18:34

Segunda-feira, 13.05.19

Amizade luso-galaica "temperada" com petiscos de caça na Casa do Povo

Realizou-se, no passado dia 11 de maio, um inédito showcooking de gastronomia de caça no salão da Casa do Povo da Vila de Soajo. A organização, que emparceirou o Clube de Caça e Pesca de Soajo e o Clube de Caça de Lobios (Galiza), juntou cerca de cem comensais à volta da culinária selvagem.

Os cozinheiros galegos, traquejados no ofício, aprontaram feijoada de javali, codorniz com farinha de milho e paté de corço com molho coreano, petiscos que os voluntários foram largando nas mesas para deleite dos convivas.

Durante e depois da degustação, a animação esteve a cargo dos tocadores de concertina e dos cantadores dos dois lados da fronteira

Para Manuel Pérez Garrido, cara familiar, há década e meia, nas montarias organizadas pelo Clube de Caça e Pesca de Soajo, “esta iniciativa que aproxima os povos vizinhos vai continuar, sendo que a próxima realização deverá ocorrer em 2020 em Castro Laboreiro ou em Lobios”, diz o galego de 62 anos.

Entretanto, como prova da excecional relação de amizade existente entre as comunidades de caçadores de cá e de lá, uma caravana de soajeiros rumou no dia 12 do corrente mês a Lobios para solidificação de laços.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Soajo em Notícia às 20:17

Sexta-feira, 10.05.19

Jornal de fim de semana: gastronomia de caça na Casa do Povo e cavada em Vilarinho das Quartas

Está aí mais um fim de semana de atividades.

A primeira iniciativa é no sábado, 11 de maio (depois das 18.00), com a realização de um showcooking de gastronomia de caça no salão da Casa do Povo da Vila de Soajo, numa organização que emparceira o Clube de Caça e Pesca de Soajo e o Clube de Caça de Lobios (Galiza).

Javali, perdiz e outros pratos vão compor uma prova com várias carnes de caça – segundo os especialistas, trata-se de uma carne com menos gordura saturada.

Para o presidente do Clube de Caça e Pesca de Soajo, “esta organização vai aproximar os dois clubes e abrir caminho a uma parceria que vai dar força a ambos”, estima António Cerqueira, à espera de “cerca de quarenta galegos” neste convívio, com entrada livre. No domingo, 12, são os soajeiros que se deslocam a terras de Lobios para retribuírem a confraternização da véspera aos amigos do lado de lá da fronteira.

Também no domingo (pelas 15.00), e para que a tradição não morra, a Associação Cultural e Desportiva dos Amigos de Vilarinho das Quartas, em colaboração com o seu Rancho Folclórico, organiza mais uma cavada à moda antiga.

Para além do amanho da terra, o programa inclui danças e cantares de temas tradicionais, bem como a degustação de um fausto farnel, constituído por bacalhau frito, arroz do maio e sardinhas, boa comida acompanhada de broa e, claro, da “pinga”.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Soajo em Notícia às 18:32

Quinta-feira, 09.05.19

Descoberta fortificação no Alto da Pedrada

“Há uma surpresa guardada no Alto da Pedrada”. A novidade foi adiantada pelo edil João Manuel Esteves em recente sessão pública de lançamento de um livro de historiografia no Paço de Giela.

Segundo apurou o blogue Soajo em Notícia, no ponto mais elevado da serra de Soajo, foi descoberta, recentemente, uma fortificação, construção de defesa militar, sem que se saiba, porém, o período cronocultural a que corresponde.

“Com base na utilização de novas tecnologias, foi possível identificar este monumento e, a partir daí, queremos que lá se faça, primeiro de tudo, uma escavação arqueológica”, acrescenta João Manuel Esteves.

Para além da(s) estrutura(s) a estudar (tipologia, estado de conservação, origem das pedras, existência ou não de restos de pavilhões…), as sondagens permitirão descobrir, eventualmente, materiais de interesse arqueológico (ferragens, cerâmica, faiança, telhas…).

Os trabalhos de escavação serão realizados por um jovem português, ligado à Universidade de Compostela, que está a fazer pós-doutoramento em Inglaterra.

Fotos: Teresa Araújo

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Soajo em Notícia às 18:45


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Maio 2019

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031