Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

banca.jpg

O Campo da Feira de Soajo engalanou-se, no passado domingo, 6 de março, para receber mais uma feira mensal. Mesmo no inverno, com condições bastante adversas (frio e vento), a feira (ainda) é um ponto de encontro para o costumeiro regateio dos clientes. Dos muitos queixumes que ecoavam (e ainda ecoam) – a começar pelo clássico, “o negócio vai fraco” ou “a culpa é da crise!” –, há uma velha reivindicação, a das casas de banho, que já faz parte do passado. Os mais “apertadinhos” podem, por isso, “aviar-se” condignamente…

Na ronda pelos “estaminés”, os clientes, a maioria com magros orçamentos, procuram, hoje como ontem, as habituais pechinchas. Em dezenas de bancas montadas no recinto, encontra-se – sempre – um pouco de tudo. Miudezas, bacalhau, queijo, fruta, artigos para o lar, acessórios de moda, roupa, calçado, móveis, discos, CD... E, desta vez, sobressaiu uma banca reunindo vários produtos biológicos de Soajo.

O ambiente coloquial (até familiar) facilita as trocas comerciais e, na banca “Produtos da serra de Soajo”, as caras da Terra, em estreia nesta “praça”, não “venderam” o discurso da crise, mas os saberes e os sabores típicos de Soajo. Do mel às compotas, dos licores à doçaria, dos ovos caseiros aos cremes naturais, das peças de cerâmica ao artesanato, das meias de lã de ovelha aos utensílios identitários (roca), a oferta foi muito diversificada.

Após o bem-sucedido Mercado de Natal, esta recente iniciativa, que emparceira cinco soajeiras (e às quais se podem juntar outros produtores de Soajo), tem “pernas para andar” e os clientes não se importariam nada de encontrar estes “tesouros”, com certificado de qualidade, noutros mercados...

IMG_0309.JPG

Domingos Martins.JPG

IMG_0313.JPG

Nota: Apenas a fotografia que encima a notícia diz respeito à feira de 6 de março último. As outras três fotos, de arquivo, foram tiradas há cerca de quatro anos numa feira de Soajo.

10295701_954454167933994_8759633277263322699_n.jpg

Experiência única num destino exótico. A aventura profissional fora de Portugal do soajeiro Gonçalo Neves começou, há três anos, em Hong Kong. Foi à “procura de melhores condições profissionais e de uma melhor qualidade de vida”, diz este engenheiro mecânico, que é “especialista em eficiência energética”. Trabalha na empresa Siemens Building Technologies.

Responsável técnico e comercial por soluções de eficiência na área da indústria de telecomunicações, Gonçalo Neves, de 33 anos, colocou em prática as suas aptidões ao dirigir, no Oriente, a equipa da Siemens, tendo aí a incumbência de “reduzir a utilização de energia e água, assim como as emissões de CO2 aos clientes.”

GN1.jpg

No presente, Gonçalo Neves destaca, profissionalmente, duas experiências complementares. “Está a ser muito enriquecedor o desafio que tive e que estou a ter em Hong Kong. Por um lado, tive a oportunidade de ser o responsável pelo desenvolvimento de dois projetos únicos em Macau (nos dois maiores casinos do mundo). Por outro, o projeto de networking [rede de contactos] tem sido fantástico a nível de clientes (de varias nacionalidades), de fornecedores de serviços (incluindo algumas empresas portuguesas em Macau) e da minha própria organização, através da interação com colegas dos Estados Unidos, Suíça, Singapura, Emirados Árabes Unidos, Taiwan, Coreia do Sul, entre outros."

Hong Kong está longe de ser um destino de emigração para a comunidade portuguesa, mas, de acordo com o ranking do TMF Group, a cidade de Hong Kong é, depois da ilha de Jersey (nas mãos da coroa britânica), o segundo melhor local do mundo para fazer negócios. O referido estudo avalia, com efeito, o sistema legal vigente, a situação política e económica, os riscos e a segurança na Internet. O outro grande trunfo reside no facto de Hong Kong ser o melhor local do mundo para obter licenças de construção.

460540_753189521393794_3295684229970722115_o.jpg

Mas Hong Kong é muito mais do que um império de negócios. “Tive oportunidade de conhecer algumas cidades do mundo (Madrid, Milão, Paris, Zurique, Londres, Copenhaga, Nova Iorque, entre outras) e posso dizer que Hong Kong é a cidade”, frisa este aventureiro, que costuma fazer roteiros até ao vizinho território de Macau (à distância de uma hora de ferry), para “matar saudades da gastronomia típica portuguesa” e para “ir apostar umas patacas no maior casino do mundo (The Venetian Macau tem 40 andares].”

IMG_0734.JPG

Goncalo.jpg

Hong Kong beneficia de estatuto privilegiado por fazer parte da China (é, ao lado de Macau, uma das regiões administrativas especiais da República Popular da China), mas mantém as suas próprias políticas de regulamentação e impostos. Densamente povoado, Hong Kong tem mais de 7 milhões de habitantes.

O número de portugueses a trabalhar em Hong Kong não excede as três centenas. 

IMG_1319.JPG

...............................................

Quem é Gonçalo Neves?

. Idade: 33

. Naturalidade: Oeiras, mas soajeiro de "corpo e alma", pois é em Soajo (Paradela) que estão as suas raízes familiares.

. Formação/habilitações académicas: engenheiro mecânico.

. Experiência profissional: desde 2006.

...............................................

 

Quatro perguntas a Gonçalo Neves

“Hong Kong é uma cidade fascinante”

1. Está pronto para continuar profissionalmente a aventura em Hong Kong ou, sendo um viajante, equaciona a hipótese de trabalhar noutro país? Para quando aponta o seu regresso a Portugal?

A minha aventura em Hong Kong é para continuar nos próximos anos, desde que preencha os meus requisitos pessoais e profissionais. Relativamente ao meu regresso a Portugal, bem… a meu ver a grande maioria das pessoas que saiu de Portugal – à procura de melhores condições profissionais e de uma melhor qualidade de vida – pensa em regressar um dia.

2. Que tipo de cidade é Hong Kong? E como se caracteriza o povo?

Hong Kong, cidade fascinante, é uma área densamente povoada e tem uma arquitetura moderna. Apesar disso, há preservação da natureza e existem diversos espaços de lazer. É um povo trabalhador, que se preocupa imenso em manter a mente sã, fazendo meditação e Tai Chi [ritmos suaves].

3. Quais os principais pontos turísticos de Hong Kong?

Os pontos turísticos que Hong Kong oferece são magníficos: uma semana de férias pode ser preenchida com uma visita pelo Cable Car ao Big Buda para acender uns incensos e fazer umas rezas. O elétrico (para a Graça) leva-nos ao Peak,  onde temos uma vista panorâmica da cidade, sobressaindo um enorme espetáculo de luzes projetadas pelos edifícios. Depois, temos de ir de MTR (metro) até à Avenue of Stars. Aqui, também encontramos a estátua do Bruce Lee.

Para os amantes da natureza, existem vários trilhos e caminhadas de montanha, assim como espetaculares jardins para visitar. Por fim, o Lady Market e a Temple Street, este último de noite, são os locais onde se encontra um pouco de tudo.

Não nos podemos esquecer de guardar um dia para ir de ferry até Macau.

4. O que distingue a cultura oriental da da ocidental?

O choque de culturas é flagrante logo à chegada ao aeroporto internacional de Hong Kong. O modo de pensar, agir e sentir dos orientais é completamente distinto. O pensamento está direcionado para os investimentos e o ritmo de trabalho é acelerado (a qualidade é outra conversa)… Por outro lado, a cultura oriental é guiada para as relações, ou seja, é necessário haver uma relação de confiança recíproca para que as coisas possam acontecer.

img_905x603$2016_02_29_16_08_27_517202.jpg

Os Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez lançaram um calendário para 2016 com as mulheres da corporação. A soajeira Sandra Barreira, de Vilar de Suente, é uma das 11 voluntárias que posaram como modelos. Objetivo: ajudar a custear as obras de ampliação e requalificação do quartel da corporação arcuense.

A Associação Humanitária lançou 2 mil exemplares (investimento superior a 2 mil euros), que estão a ser vendidos a 5 euros cada. Em pouco mais de um mês, já foram angariados 9 mil euros com a venda do calendário em que Sandra Barreira, bombeira de 3.ª classe, é o rosto de maio.

12669652_983149971777770_1167952714305063410_n1.jp

A ideia de lançar o calendário feminino foi do comandante da corporação. “Convoquei as bombeiras para uma reunião e, sem que elas estivessem à espera, desafiei-as para uma produção fotográfica, sem nada de poses obscenas”, disse Filipe Guimarães.

“Elas acharam piada e rapidamente aceitaram o repto”, cedendo a imagem ao calendário, que está a ser vendido na sede da Associação Humanitária, em igrejas e nas freguesias do concelho, havendo cada vez mais reservas para as poucas centenas de exemplares que sobram. De resto, a adesão da população “satisfaz muito” o comandante, que já pensa em “repetir a iniciativa em anos futuros”, tudo por uma razão maior.

Em causa está o projeto de ampliação e requalificação do velho quartel dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez. O investimento tem uma comparticipação comunitária de 85% e os restantes 15% ficam por conta da Associação Humanitária.

“[Com esta intervenção], os nossos bombeiros vão estar aptos a realizar de forma ainda mais eficiente a sua missão de socorro. Desde 1986 que o quartel não sofria qualquer alteração e é por isso que [a aprovação da candidatura no âmbito do Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos] é um ato histórico na vida desta associação”, realça Germano Amorim, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez.

As obras no quartel arrancarão, ao que tudo indica, este mês de março, tendo um período estimado de execução de 15 meses.

ng6060282.JPG

bng6060288.jpg

bng6060287-1024x683.jpg

ng6060286.JPG

12687956_983150001777767_3372680519865734719_n.jpg

IMG_8086 - Cópia.JPG

Comandante Filipe Guimarães lidera um corpo ativo

Germano Amorim, presidente da Associação Humanit

Pág. 3/3