Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Manuel Gomes Capela.JPG

“A questão da devolução do dinheiro no caso da florestação do Coto Velho foi levantada por pura maldade” 

O mandato em curso da Junta de Freguesia de Soajo, aos olhos da opinião pública, tem sido dominado por crispações permanentes e escassas realizações. A cisão entre Manuel Gomes Capela, presidente, e Cristina Martinho, secretária, tem conduzido a uma atmosfera de alta tensão com repercussões negativas em relação à imagem da Terra. Mas as tricas pessoais, que têm “incendiado” as assembleias de freguesia, (quase) não entraram no alinhamento desta entrevista, que se centra em assuntos de interesse geral.

A propósito, sobre o anunciado reembolso do dinheiro devido a irregularidades detetadas em ação de florestação no Coto Velho, Manuel Gomes Capela acredita que a verba superior a 53 mil euros será repercutida nas contas dos Baldios de Soajo, confirmando ações judiciais contra aqueles que hajam feito denúncias “sem fundamento nenhum”.

De resto, apesar do reduzido orçamento que a Junta tem para gerir, o autarca promete obras nos vários cemitérios de Soajo e quer, pelo menos, um(a) soajeiro(a) a trabalhar no futuro Posto de Turismo, colocando completamente de lado a hipótese de a atual funcionária da Junta de Freguesia, Olga Gomes, vir a acumular funções. Pois, caso isto viesse a acontecer, “alguma coisa tinha de ficar mal, ou o Posto do Turismo ou o serviço da Junta, e nós não queremos isso”, reforça.

 

A Assembleia de Freguesia de Soajo que era para ser a 9 de abril passou, afinal, para 16 de abril. Porquê?

Era para ser, de facto, no dia 9 [de abril], mas nós não dissemos nada a ninguém nem tão-pouco afixámos editais… De resto, começámos a colocar hoje [5 de abril] os editais a anunciar a Assembleia para o próximo dia 16.

Que procedimentos não foram efetuados em respeito pela lei para justificar este “adiamento”? O edital está assinado pela presidente da Assembleia de Freguesia de Soajo, Maria Tibeiro Branco? E esta tratou do processo ou foi, pelo menos, consultada?

Foi... Eu próprio é que fui a casa dela para que a presidente da Assembleia de Freguesia assinasse a convocatória e o edital. Disse-lhe na altura que “era para ser no dia 9, mas já não dava.”

Que assuntos é que constam da Ordem de Trabalhos?

A apresentação das contas [estas foram, na realidade, apresentadas em reunião anterior] e a atividade da Junta desde a última reunião.

O mandato em curso tem-se caracterizado por poucas realizações e há diversas reclamações. Muitos soajeiros alegam, por exemplo, que os cemitérios carecem de pequenos arranjos e de melhor limpeza. O que tem para lhes dizer?

É verdade… Há cemitérios que precisam de pequenas intervenções… Já levei um construtor ao cemitério de Vilar [de Suente] para reparar lá um passeio, cujo trabalho vai começar em breve.

E que obras estão previstas para o cemitério da vila de Soajo?

Ainda não tomamos a iniciativa de ver o que deve ser feito de concreto no cemitério da vila de Soajo, mas reconheço que os passeios estão um pouco arruinados… É um cemitério muito grande, pelo que vamos ter de disponibilizar muito dinheiro.

Que valor a Junta estima como necessário para melhorar as condições dos vários cemitérios? A Junta tem verba para cobrir os investimentos nos vários cemitérios?

Vamos lá ver… Ao todo, há 10 mil euros para investir em todos os cemitérios. A Junta tem de estar sempre preparada para fazer investimentos e para socorrer urgências.

Foi recentemente suscitada na Assembleia de Compartes da Freguesia de Soajo a questão de uma dívida de 52 mil euros, acrescidos de juros, que a autarquia não terá liquidado, devido a uma ação de florestação. A denúncia tem algum fundamento?

Isso não tem fundamento nenhum… A Junta de Freguesia não deve nada! Houve em tempos bem recuados, em 2008, ou à volta disso, uma florestação numa área próxima do Mezio, no chamado Coto Velho, e agora o Ministério da Agricultura entendeu que a mesma não foi bem-sucedida, pedindo o reembolso do dinheiro. Temos um advogado a tratar do assunto.

Com base nos elementos que possui, está confiante numa decisão favorável?

Não pode ser de outra maneira. A gente espera não pagar nada, porque isso não foi com a Junta de Freguesia…Mas mesmo quando isso tiver de acontecer, a despesa tem de ser atribuída aos Baldios, porque se trata de uma obra dos Baldios… Aliás, o parecer jurídico diz que a responsabilidade não é da Junta, mas dos Baldios…

Mas os Baldios, à época, estavam sob administração da Junta de Freguesia de Soajo...

Na altura, sim…

Não receia que, em caso de sentença desfavorável, as contas da Junta venham a ser penhoradas?

Não receio nada disso… Se isso acontecesse, acontecia… Nada podia fazer, mas não é por nossa culpa. A questão da devolução do dinheiro por alegadas irregularidades na florestação do Coto Velho foi levantada, na Assembleia de Compartes da Freguesia de Soajo, por pura maldade. A advogada que está a tratar desta matéria já leu o artigo e vai responder à denúncia segundo a qual houve “incúria” da Junta de Freguesia. Não foi nada incúria, nós, quando recebemos a carta, imediatamente a levámos a uma advogada para tratar do assunto, a qual está na posse da documentação toda. O presidente da Câmara sabe disso.

Entretanto, o Posto de Turismo de Soajo tem conhecido algum atraso. Quando é que as obras de remodelação do edifício do Millennium arrancam?

Não sabemos. Marquei mesmo agora uma reunião com o presidente da Câmara Municipal para tratar do assunto… Foi-nos dito, em tempos recentes, que o Posto de Turismo iria abrir, em princípio, durante o mês de abril, mas já não pode ser, porque as obras nem sequer começaram.

O Posto de Turismo de Soajo vai dar trabalho a quantas pessoas?

Não faço ideia… Mas, pelo menos, a uma pessoa… De resto, este assunto vai ser colocado ao presidente da Câmara Municipal.

Pode garantir que a(s) pessoa(s) a empregar serão de Soajo?

Claro que sim…

Há a possibilidade de a funcionária da Junta de Freguesia ser afeta ao Posto de Turismo de Soajo?

Não admito [que isso seja equacionado]... A Junta de Freguesia tem imenso trabalho todos os dias, pelo que não podemos afetar a nossa funcionária ao Posto de Turismo, pois, nesse caso, alguma coisa tinha de ficar mal, ou o Posto do Turismo ou o serviço da Junta, e nós não queremos isso. Vamos apresentar ao presidente da Câmara o nosso interesse em ter alguém a trabalhar em exclusividade no Posto de Turismo.

19131787_iAP7z.jpeg

Além do Posto de Turismo, que outros assuntos vão ser suscitados ao edil João Manuel Esteves?

A colocação do monumento alusivo às comemorações dos 500 anos do Foral de Soajo e o arranjo urbanístico nas imediações do Restaurante Videira.

Entretanto, as casas de banho recém-construídas só abrem em dias de feira. Porquê?

Abrem nos dias de feira e quando há excursões...

Mas como é que a Junta consegue antecipar as visitas de turistas?

Sempre que há excursões, as casas de banho estão disponíveis através das informações fornecidas pelos cantoneiros, mas, claro, no fim de semana, não é bem assim. Aos sábados e domingos, terá de ser a Junta a fazer isso.

Mas não podemos facilitar, porque queremos salvaguardar o património, que é de todos. Caso contrário, tudo aquilo seria vandalizado. De qualquer maneira, sempre que houver movimento, as casas de banho estarão disponíveis.

Mas em muitas circunstâncias, dir-se-á na grande maioria dos casos, os elementos da Junta ou não sabem da chegada de grupos turísticos ou não estarão no Campo da Feira? E os visitantes não vão bater à porta dos responsáveis para poderem aliviar a bexiga…

Ah, isso pode acontecer, claro…

imagem-tipo-de-loja-interativa.jpg

Trata-se de um (pequeno) contratempo que, excluindo relativo atraso no arranque da obra, não vai ter repercussão na execução da empreitada referente ao Posto de Turismo de Soajo, nas antigas instalações do Millennium.

Mas, por recomendação dos serviços administrativos municipais, foram feitas alterações procedimentais, em decorrência do facto de o imóvel a requalificar ser pertença da Junta de Freguesia, pelo que não compete à Câmara Municipal de Arcos de Valdevez assegurar a gestão da obra, como, por lapso, ficou decidido no início do processo, devendo a autarquia de Soajo assumir esse papel, a menos que fosse celebrado um contrato de arrendamento entre as duas partes.

Entretanto, foi autorizada pela Câmara Municipal a abertura de um procedimento administrativo de ajuste direto, com consulta a três fornecedores, para aquisição e instalação de equipamento informático para o futuro Posto de Turismo de Soajo (no rés-do-chão do edifício), com o preço base fixado no valor de 20 mil euros, acrescido de IVA.

O posto ficará dotado de um conjunto interativo de instrumentos de última geração, nomeadamente a mesa interativa interior e o totem interativo exterior, que possibilitam um atendimento permanente, rápido e eficiente ao visitante.

Através dos equipamentos a instalar, os turistas/visitantes terão acesso a diversa informação: alojamento, restauração, agenda cultural, património, biodiversidade, etnografia…

Totem.jpg

18252642_zIPLG.jpeg

A propósito da recém-reabilitada estrada do Gião (1.ª fase), a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez deliberou aprovar a revisão definitiva de preços respeitantes ao auto de medição n.º 1 da obra, no valor de 702,06 euros, montante a ser pago ao empreiteiro.

Remonta a 25 de março de 2015, recorde-se, a data de celebração do contrato envolvendo 26 550 euros, valor revisto em reunião de Câmara, de 24 de março último.

peCustodio.jpg

 

soajo.jpg

As notícias “Soajo anexa Cabana Maior” e “Padre Custódio Branco despede-se de Soajo” foram publicadas, ontem,  para cumprir a tradição de honrar o 1 de Abril, Dia das Mentiras. 

peCustodio.jpg

O padre Custódio Branco vai deixar de paroquiar Soajo a partir do próximo mês de maio. A Diocese de Viana do Castelo, com o intuito de implementar a prometida rotação dos sacerdotes pelas várias comunidades paroquiais, já comunicou a decisão aos padres envolvidos na reorganização.

A mudança de párocos não obedece a uma regra fixa da Igreja, dependendo, no caso em concreto, do bispo D. Anacleto Oliveira e dos próprios párocos.

Soajo

A Comissão que está a estudar a (re)organização territorial das freguesias vai propor algumas alterações ao atual mapa administrativo, fundindo (anexando) ou extinguindo freguesias, sendo certo, também, que algumas verão “recuperada”  a sua autonomia administrativa. No "pacote" da reorganização, Cabana Maior passará a fazer parte de Soajo. Os autarcas locais serão consultados, mas a decisão parece irreversível, até porque o novo quadro legislativo estará concluído até às próximas eleições autárquicas de 2017.

A recomendação da Comissão não tem força de lei, mas está fundamentada em critérios de reavaliação e de revisão de circunstâncias, que resultam da necessidade de racionalizar recursos dando-lhes escala, acabando, ao mesmo tempo, com políticas de “capelinha”, que, segundo vários agentes turísticos, continuam a “tolher” o território.

A rentabilização das infraestruturas do Mezio, nomeadamente a da Porta do Mezio, exige, alega a Comissão, mudanças estruturais de fundo, porque, embora longe de ser uma disputa, a Porta – que, nalguns registos, aparece como estando sediada em Cabana Maior – acaba por ter uma visibilidade muito menor do que teria se fosse imediatamente associada a Soajo, o “coração” do único Parque Nacional. De resto, com concertação de interesses, esta reforma permitirá, acredita a Comissão, dar uma aura renovada àquele equipamento que, apesar da crescente visitação, está ainda subaproveitado, aparecendo como “trunfo” de peso o futuro Parque Biológico da Porta do Mezio, a candidatar a fundos comunitários, mal haja “luz verde” das entidades que tutelam a área que é Reserva Mundial da Biosfera.

Segundo os responsáveis que estão à frente da Comissão, esta agregação (ou anexação) vai trazer grandes benefícios à gestão do território, acabando com várias disfuncionalidades e facilitando acordos de execução, através dos quais serão delegadas competências na nova divisão administrativa. Estes acordos, mediante mecanismos menos burocratizados, dizem respeito, por exemplo, a megaeventos virados para o setor agropecuário, a pequenas reparações em equipamentos (escolas), a limpezas de espaços públicos, assim como manutenção dos espaços verdes.

As eleições autárquicas estão, ainda, distantes (realizar-se-ão no segundo semestre de 2017), mas, com este novo quadro, não é de excluir a hipótese de o PSD candidatar à futura União das Freguesias o atual presidente da Junta de Freguesia de Cabana Maior, Joaquim Campos, que, com o restante Executivo, está a cumprir um mandato cheio de realizações, beneficiando da frutuosa relação com o Conselho Diretivo dos Baldios (da freguesia de Cabana Maior), do qual é também presidente.

Pág. 4/4