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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

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Na Escola Básica Eira do Penedo/Jardim-de-Infância, o ano letivo 2016/2017 começou esta quinta-feira, com a receção aos alunos matriculados na instituição. Depois das “férias grandes”, o regresso à escola é sempre marcado por um nervoso miúdo que, no caso dos caloiros, até costuma ser agravado. A escola volta a ter dois professores e duas salas a funcionar ao mesmo tempo para o 1.º ciclo.

Toda a comunidade educativa esteve presente neste dia de apresentações. Os encarregados de educação conduziram os vinte educandos do 1.º ciclo e as nove crianças do ensino pré-primário à sala onde o coordenador Fernando Jorge de Melo Gomes (Joca) explicou os horários a vigorar no novo ano letivo, assim como as disciplinas do plano curricular e as regras de funcionamento.

Após a receção, as atividades letivas arrancam esta sexta-feira, 16 de setembro.

 

Horários letivos

. Jardim de Infância: das 9.00 às 12.00 e das 13.30 às 15.30 (podendo ir das 8.30 às 17.30).

. Escola Primária: das 9.00 às 12.00 e das 13.00 às 17.00 (atividades extracurriculares incluídas).

 

Horários de atendimento

. Jardim-de-Infância: terça-feira (12.00-12.30).

. Escola Primária, 1.º e 2.º anos: terça-feira e quarta-feira (12.00-12.30).

. Escola Primária, 3.º e 4.º anos: (o horário será definido após o concurso determinar o professor que vai assegurar a lecionação).

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imgpsh_fullsize (4).jpgFotos: Olga Gonçalves Gomes 

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É oficial. A garantia de que, no novo ano letivo, vão funcionar duas turmas, na Escola Básica Eira do Penedo, é da direção do Agrupamento de Escolas de Valdevez.

“Na Escola Básica1/Jardim-de-Infância de Soajo, pela primeira vez, frequentam 20 alunos, facto que permitiu constituir duas turmas do 1.º ciclo com dois anos de escolaridade, o que se assume como uma mais-valia para todos os agentes”, declara o diretor Carlos Costa.

A receção aos alunos acontece esta quinta-feira, 15 de setembro.

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Está à porta a próxima campanha de vindimas. A Adega Cooperativa de Ponte da Barca (ACPB), que tem vários associados de Soajo, prevê uma boa temporada vinícola quanto à qualidade, mas a produção de uva branca sofrerá um decréscimo “entre 15 e 20%”, segundo o técnico João Pereira.

Entretanto, a poucos dias, já, dos preparativos, o calendário da vindima, na ACPB, para as castas brancas, arranca no próximo dia 23 de setembro e prolonga-se até 1 de outubro. A apanha das uvas tintas (e vinhão), por entre vinhedos e socalcos, far-se-á entre 28 de setembro e 4 de outubro. 

A diminuição da safra deve-se a “acidentes climatéricos” e “doenças da vinha”. “As chuvas persistentes, os escaldões, estes no seguimento das elevadas temperaturas do verão, e o míldio causaram quebras de produção”, explica João Pereira. Nesta região, os elevados níveis de precipitação na primavera originaram o aparecimento de infeções primárias que, nalguns casos, devido à falta de tratamento eficaz (a chuva abundante dificultou o combate e criou condições favoráveis à progressão), desencadearam infeções secundárias, com instalação de vários focos da doença.

Mas a qualidade da uva deixa o enólogo da ACPB com água na boca. “As condições climatéricas favoráveis, em semanas recentes, favoreceram a qualidade da uva, que será igual à do ano anterior”, diz João Pereira, com base nos controlos de maturação e nas provas de bagos entretanto feitas. Os vinhos brancos serão “bastante aromáticos” e os tintos terão “boa cor”, acrescenta. No entanto, é bom lembrar, as condições climatéricas até à vindima serão determinantes para o resultado final. A chuva, se for moderada, é bem-vinda, mas, em caso de forte precipitação, teme-se o aparecimento de focos de podridão.

A ACPB tem cerca de novecentos associados, a maioria de Arcos de Valdevez, mas “apenas seiscentos entregam as uvas na Adega”, conta o técnico. O preço médio da uva tem vindo a subir, rondando, atualmente, os 42 cêntimos o quilo, e os prazos de pagamento estão a ser encurtados (por volta dos 10/12 meses), embora as campanhas de 2010 e 2011 estejam ainda por liquidar.

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No caminho que os peregrinos atravessaram, recentemente, pelas encostas da serra de Soajo, rumo ao santuário de Nossa Senhora da Peneda, para lá da paisagem horrorosa, devido aos incêndios, nas manchas poupadas pelo “inferno” das chamas ainda sobram “pilhas” de lenha, autênticos “rastilhos de pólvora”, e amontoados de lixo.

É no sopé dos vales que se encontra a maioria das lixeiras e, pelas montanhas, há muito material lenhoso, de fácil combustão.

De que vale glorificar a Reserva Mundial da Biosfera, se as garrafas de plástico e de vidro, os recetáculos, os restos de obras, os papéis e os guardanapos abandonados ao pé de cursos de água são o pior “cartaz” que uma terra pode ter para quem a visita?

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O número de visitantes à Porta do Mezio registou, este ano, de janeiro a finais de agosto, em relação ao período homólogo de 2015, um aumento de 4799 pessoas, significando um impulso de 15 por cento. O Centro de Promoção e Valorização de Produtos Locais está executado e é visto como uma atração suplementar. A ARDAL, em parceria com o Município, encontra-se a desenvolver um caderno de encargos para a abertura do procedimento visando a concessão do referido equipamento a um promotor privado.

O Centro de Promoção resulta da recuperação e ampliação da antiga Casa dos Serviços Florestais, tendo implicado um investimento de 285 mil euros. Nele, está reservado um espaço para exposição das artes e ofícios tradicionais. Como o nome indica, é um espaço de mostra e comercialização dos produtos autóctones com o objetivo de fortalecer a identidade rural.

Este equipamento, pela sua capacidade e complementaridade com outras valências, permitirá “prender” os visitantes, constituindo-se como uma fonte de negócio para artesãos e produtores sediados no território.

No sentido de aumentar a visitação e o tempo de permanência nos respetivos territórios, os municípios (Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Melgaço, Montalegre e Terras de Bouro) que cobrem o único Parque Nacional têm vindo a intensificar o trabalho com vista à elaboração de um programa abrangente.

Quatro perguntas a Pedro Teixeira, coordenador da ARDAL

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A Porta do Mezio é um espaço de referência no turismo de natureza”

  1. Face ao aumento da visitação nos primeiros oito meses do ano em curso, qual a perspetiva global para 2016?

Perspetivamos, no final do ano, […] um aumento muito significativo da visitação na Porta do Mezio, pese embora a questão dos incêndios, que prejudicou o mês de agosto (o melhor mês do ano).

  1. Fora os visitantes portugueses, quais os três países estrangeiros com mais visitantes? Que dado mais significativo é que destaca em 2016 acerca da origem dos visitantes?

Verifica-se uma percentagem bastante significativa de visitantes portugueses. No que se refere a estrangeiros, França, Espanha e Alemanha são os países com mais visitantes até ao momento. Há um aumento muito significativo dos visitantes oriundos da vizinha Espanha, fruto da promoção e divulgação que temos feito nesse país, nomeadamente através da presença em feiras e ações pontuais em lojas e espaços dedicados ao turismo.

  1. Que conclusões tira destes indicadores estatísticos?

A ligação à natureza é um dos fatores mais importantes do turismo no concelho de Arcos de Valdevez, pelo que é importante existirem espaços que promovam esta potencialidade. A Porta do Mezio tem vindo a afirmar-se, a nível da região do PNPG, como um espaço de referência no que se refere ao turismo de natureza e às atividades associadas.

Este acréscimo na visitação à Porta do Mezio resulta da estratégia de promoção do equipamento como espaço de informação e divulgação do PNPG, mas também como espaço de lazer e convívio e como um local no qual acontecem um conjunto de eventos e atividades de natureza. Esta estratégia tem permitido que os nossos visitantes observem as belezas do PNPG e, acima de tudo, que usufruam dessas mesmas belezas, tornando, assim, a visita à Porta, área protegida, muito mais apelativa.

Assim, destes dados estatísticos, concluo que temos de continuar a trabalhar a promoção e divulgação da Porta do Mezio e do território do PNPG, bem como continuar a desenvolver projetos, eventos e atividades para uma maior atratividade do nosso espaço/território. Concluo, ainda, que o mercado espanhol continua a ter um enorme potencial de crescimento, pelo que temos de continuar a aposta na promoção e divulgação nesse país.

  1. O que é que os portugueses mais procuram na Porta do Mezio? E os estrangeiros?

Os visitantes, independentemente da nacionalidade, procuram a Porta do Mezio para obter informações sobre o território e o Parque Nacional da Peneda-Gerês, assim como sobre animação turística, principalmente trilhos pedestres, equipamentos existentes na Porta do Mezio e eventos a realizar pela Porta. Relativamente aos visitantes portugueses, acresce, ainda, uma procura muito significativa para a realização de convívios familiares, de amigos e/ou associativos.

De referir que a piscina, entre 15 de junho e 15 de setembro, e o Parque Aventura são dois dos equipamentos mais procurados na Porta do Mezio.

 

Números da visitação

. 2015: 39 415 visitantes

. 2015 (até agosto): 31 488 visitantes

. 2016 (até agosto): 36 287 visitantes

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IMG_1311.JPGA Assembleia de Compartes dos Baldios de Soajo, reunida no passado dia 8 de setembro, aprovou, por unanimidade, a 1.ª alteração ao plano de gestão do pastoreio nas áreas de baldio. Participaram nesta reunião 11 compartes, incluindo os eleitos.

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Os apoios zonais de caráter agroambiental e gestão do pastoreio nas áreas do Parque Nacional, o equivalente às antigas ITI, dizem respeito a uma candidatura que, devido a alterações ao calendário, obrigaram a uma consulta aos compartes para efetivar a “candidatura aos próximos quatro anos”, adiantou Cristina Martinho.

“O ano 1 que foi executado devia ser o ano 4, e, por isso, precisamos agora de autorização para mexer no baldio entre 2016 e 2020”, acrescentou a presidente do Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Soajo, que, no seguimento dos incêndios, explicou a revisão do plano de ação.

“Com estes fogos, todo o plano que tínhamos delineado foi modificado, pois a área de intervenção, que era por toda a freguesia, acabou por ser grandemente destruída, pelo que houve necessidade de reelaborar o plano de atividade para os lados de Paradela e Várzea. Só que, com a catástrofe desta semana, perdemos também aquele pedaço, que seria a limpeza do pinhal que ia da barragem até à Várzea”, lamentou Cristina Martinho.

Fruto das atuais circunstâncias, a proposta de intervenção (analisada com o chefe dos sapadores, mas ainda a aguardar posição dos técnicos) abrange, a priori, a limpeza das seguintes parcelas de baldios: área protegida da Cascalheira (à volta de 35 hectares) em 2016/2017; Facuco (2018), nas imediações da Cascalheira; Trapela (2019); e Mosqueiros (2020).

Numa fase posterior, serão discutidas e votadas propostas de limpeza de caminhos e/ou estradões.

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Esclarecimentos

Nesta reunião, António Amorim, do Conselho Diretivo, prestou vários esclarecimentos, apresentados a seguir de forma resumida.

Hotel do Mezio e Bar do Mezio

O proprietário do Hotel do Mezio (Casa do Mezio Aromatic & Nature Hotel) foi notificado com vista ao agendamento de uma reunião. O mesmo procedimento foi feito em relação ao Bar do Mezio.

Foi sugerido que na nomenclatura comercial e jurídica dos referidos equipamentos passe a constar o nome de Soajo.

Despejo de águas residuais pelo Hotel do Mezio

Em relação às águas residuais despejadas pela referida unidade hoteleira em direção à encosta contígua, o vereador Olegário Gonçalves comunicou que “o licenciamento havia sido dado pelo Ministério do Ambiente e que o Hotel tem uma ETAR, podendo despejar [detritos para o meio ambiente], no caso de a estação de tratamento ficar saturada.”

Estas explicações não convenceram António Amorim, que, “sem ter acesso ao documento”, considera “isto ridículo”.

De resto, as informações do vereador Olegário Gonçalves são desmentidas pela versão do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA, da GNR). Lembre-se que, como revelou, por escrito, a este blogue, uma fonte oficial do SEPNA, foi elaborado um auto de notícia por contraordenação, devido à “falta de licença de utilização de recursos hídricos”, tendo o assunto sido remetido para a Agência Portuguesa do Ambiente – Administração da Região Hidrográfica do Norte, para instrução do processo contraordenacional.

Ainda de acordo com a mesma fonte, “das averiguações efetuadas, foi possível verificar a rejeição de águas residuais, equiparadas a domésticas, para o meio ambiente”, onde nas redondezas existe uma nascente.

A brigada do ambiente da GNR assegura que está “profundamente empenhada na defesa dos valores ambientais e numa melhor segurança e bem-estar das populações.”

Trilho de Lavada do Poço de Martinhos

Em reunião havida com a Câmara Municipal e com o técnico Carlos Pinto, versando o trilho a começar na Levada do Poço de Martinhos, foi manifestado “bom acolhimento para este projeto”, que deverá ser candidatado a ajudas. A ideia é projetar um trilho passando por toda a encosta de Ramil (até à Casa de Ramil), fazendo dele um motivo de atração turística.

Este trilho carece de parecer positivo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Manutenção e valorização das nascentes

O Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Soajo, mediante protocolo a celebrar futuramente, reforçou a intenção de ser parceiro do Clube da Caça e Pesca de Soajo, no projeto de manutenção das nascentes, beneficiando deste modo os pastores, a fauna e a flora. Neste sentido, deverá avançar uma candidatura a fundos comunitários. O procedimento está aberto até 30 de setembro, próximo.

O projeto que se esfumou com os incêndios

Devido aos incêndios, que reduziram a cinzas a matéria-prima existente na serra, deixou de ser hipótese o anunciado projeto de biomassa.

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Paradela nunca viveu um dia assim. As chamas cercaram, esta terça-feira, os núcleos residenciais e “semearam” o pânico no lugar que não chegou a ser evacuado (a população do lugar da Várzea, que esteve rodeada de fumo, também não foi deslocada). Três moradores de Paradela foram levados ao hospital por inalação de fumos e ligeiras queimaduras. Dezenas de animais não resistiram ao lume. Salvaram-se as casas, mas o fogo arrasou barracões, palheiros, campos de cultivo, densas manchas de povoamento florestal, medas de feno, ramadas, bouças e pastagens na serra. A Câmara voltou a decretar o Plano Municipal de Emergência, mas este procedimento não passa de um pró-forma com resultados nulos no terreno.

O incêndio que deflagrou nas proximidades da barragem de Soajo/Alto Lindoso chegou a estar controlado de manhã, mas reacendeu-se e progrediu causando grande alarme no “coração” do único Parque Nacional. “Nunca se viu o fogo ao pé das casas”, conta Ti Fátima, de Paradela (Rego), enquanto fita a veiga em frente, reduzida a cinzas. “A minha vindima está feita… E, lá, ao fundo, está a arder o barracão com cem mantas [fardos grandes] de feno”, acrescenta, desconsolada.

À mesma hora, noutro ponto de Paradela, no Carril, a população estava rodeada de chamas e alguns moradores estiveram em risco,.. “Em pouco tempo, as chamas rodearam as casas”, diz Cristina Martinho, que também teve o fogo nas imediações de sua casa. Apesar da ordem de evacuação do lugar, a população não foi retirada. Um habitante que sofre de problemas respiratórios foi transportado para o hospital e outras duas pessoas, por precaução, também foram conduzidas ao hospital.

Entretanto, e enquanto alguns populares, com a ajuda dos agentes da GNR, iam preparando as mangueiras e carregando baldes para salvar casas e anexos no difícil combate ao fogo que se aproximava de várias casas no lugar do Rego, nas imediações da padaria, havia quem apontasse críticas à falta de prevenção. “A floresta e as bouças estão abandonadas, os campos estão cheios de mato e está tudo seco”, salienta Carlos Belchior.

Um pouco acima, no Castelo, um criador de gado ovino desabafava. “Não sei onde está o meu rebanho de 15 ovelhas. Soltei-as para o campo e não as vejo em lado nenhum”, repete António Capela, que, desses animais, acabaria por encontrar, esta quarta-feira, quatro vivos, cinco carbonizados e os restantes seis continuavam desaparecidos. Sem pastos para o gado, sobram motivos de preocupação. “Vou ter de comprar alimento para as ovelhas”, frisa António Capela, que ficou sem o “feno que tinha em estado bruto”.

Mas quase todos têm relatos de prejuízos em Paradela. Américo Soares, no Castelo, ficou sem dois barracões. Mário Domingues perdeu um apiário na “branda” da Rocha, completamente destruída devido à força das chamas. Uma criadora de ovinos, no Carril, viu o rebanho de nove cabeças dizimado. E as histórias de danos multiplicam-se.

Apesar do risco que representou para a população de Paradela, o incêndio, com várias frentes – o qual, por projeção, alastrou ao lado espanhol –, mobilizou, no primeiro dia, escassos meios, e por isso até os agentes da GNR participaram nos trabalhos de combate. Segundo a página oficial da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), por volta das 17.00, de terça-feira, estiveram empenhados 54 operacionais, apoiados por 19 viaturas e dois meios aéreos, que tiveram de abandonar o combate, devido à extensa coluna de fumo e falta de visibilidade. Com um dispositivo tão exíguo, os habitantes “sentiram-se impotentes e sozinhos para apagar o fogo e, em muitos casos, nem sequer puderam ajudar o vizinho, porque tinham as chamas a lamber as casas”, conta Cristina Martinho, que desmente a evacuação dos lugares de Paradela e Várzea – este lugar, ao contrário do que foi dito e escrito, não foi atingido pelo fogo.

Durante a noite, uma máquina de rasto abriu acessos e a baixa das temperaturas ajudou ao combate, mas o incêndio continuou a progredir por cima do lugar do Campo Grande, a norte de Cunhas. A intensa neblina e o fumo que se acumulou na manhã desta quarta-feira retardaram a chegada dos dois meios aéreos, que só por volta das 12.00 reforçaram o dispositivo de combate, segundo explicou Robalo Simões, 2.º comandante de Operações do Distrito de Viana do Castelo.

A frente nas redondezas do Campo Grande e parte da serra à volta, com algumas equipas posicionadas nas imediações de casas, ocupavam, por volta das 18.00, desta quarta-feira, 87 operacionais e cerca de trinta militares, auxiliados por 32 viaturas e dois meios aéreos. Devido à orografia do terreno, extremamente acidentado, algumas brigadas tiveram de ser helitransportadas para os imprescindíveis trabalhos de rescaldo. 

Segundo a página da ANPC, o incêndio, à hora de publicação desta reportagem (19.45), encontra-se a lavrar em povoamento florestal, estando em fase de "resolução".

Críticas

“As leis proíbem tudo, incluindo a abertura de acessos, e não protegem nem o Parque nem os moradores”. Esta crítica ouve-se sempre que há fogos no único Parque Nacional e desta vez foi uma constante. Também o comando operacional esteve na mira das desesperadas populações, por falta de coordenação, desconhecimento do terreno, declarações inverosímeis (falsas) e inércia.

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A romaria de Nossa Senhora da Peneda já não é o que era, mas, ainda assim, durante a novena, que decorre até 8 de setembro, são muitos os grupos em romagem ao majestoso santuário, provenientes de diversas localidades, de entre as quais Soajo, como a fotorreportagem é disso exemplo.

De Soajo à Peneda, por velhas calçadas, para atalhar caminho, são 18 quilómetros. A missão não é espinhosa, longe disso, mas reclama alguma resistência e cuidados redobrados devido à desidratação, sobretudo em dias de temperaturas muito elevadas, como os que têm sido experienciados durante a atual novena.

Mas, faça o tempo que fizer, novos e velhos, homens e mulheres, de todos os estratos sociais, vão cumprir promessas, fazer pedidos secretos, agradecer uma graça divina, desfrutar da natureza e confraternizar.

O ritual repetir-se-á em 2017…

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Trapalhada. Devido a desinteligências, foi cancelada a visita a Soajo que os estudantes de Medicina da Universidade do Minho deviam ter realizado esta sexta-feira, 2 de setembro, no âmbito do projeto ‘Aldeia Feliz’. A secretária da Junta de Freguesia, Cristina Martinho, era o nome preferido pela organização para mediar localmente o contacto com a população mais vulnerável, mas o presidente da autarquia, Manuel Gomes Capela, ao não aceitar esta escolha, terá inviabilizado a iniciativa em Soajo.

Contactada por este blogue, a vereadora Belmira Reis explica o motivo por que foi anulado o “roteiro” a Soajo.

“Não chegámos a um acordo em relação às pessoas [da autarquia de Soajo] que deviam ir acompanhar a comitiva e, como não estavam reunidas as condições, decidimos implementar o plano B, pois não queríamos repetir a [má] experiência de 2014”, explica a responsável com o pelouro da Saúde, interessada em “valorizar o projeto através da boa mediação”, com vista a um “levantamento rigoroso” das situações de envelhecimento, isolamento e carência socioeconómica, para o desenvolvimento de estratégias futuras.

Por sua vez, o presidente da Junta, confrontado com o cancelamento da iniciativa, optou por um discurso cauteloso.

“A vinda dos alunos a Soajo foi anulada, sim, conforme o vereador Olegário Gonçalves me comunicou ontem [quinta-feira].” Porquê? “Houve problemas…”, limitou-se a responder Manuel Gomes Capela.

Já Cristina Martinho, que acusa o presidente da Junta de “abuso de poder”, conta o que correu mal no processo que redundou no cancelamento da atividade.

“O presidente da Junta de Freguesia foi colocado a par da iniciativa ‘Aldeia Feliz’ e, no início, até se predispôs a ceder uma carrinha da Junta, mas, quando se apercebeu que o nome dele havia sido vetado e que tinha sido eu o nome indicado pela equipa que coordena o projeto para acompanhar o grupo, ele [Manuel Gomes Capela] boicotou a utilização da viatura, proibiu a minha participação e fez finca-pé para que fosse ele e o tesoureiro [Lourenço Morgado Couto] a mediarem a visita aos lugares”, denuncia a secretária, lamentando os prejuízos causados à população.

Independentemente das razões apontadas pelos agentes envolvidos no projeto, certo é que a população de Soajo, sobretudo a mais envelhecida e isolada, ficou privada de um serviço de saúde gracioso.

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