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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

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As Cantadeiras de Soajo estão a realizar um conjunto de gravações que integrarão o CD a editar em 2017. Os registos áudio evocam a tradicionalidade ligada ao mundo da lavoura. O documento, além do projeto editorial, fará parte do Portal da Memória, que o Município de Arcos de Valdevez está a desenvolver.

As Cantadeiras encontram-se a “desfiar”, neste processo de produção áudio, as cantigas (sem música e sem coreografias) típicas da Terra, cantorias que elas querem conservar e perpetuar pelas gerações vindouras. A primeira sessão, no seguimento de vários ensaios, realizou-se no passado dia 15 de outubro (na Casa do Povo de Soajo). “Foi o primeiro bloco de gravações, de um processo de produção cujo grande objetivo é fazer um registo áudio de qualidade”, assegura Nuno Soares, diretor da Casa das Artes, adiantando que “serão organizadas, no futuro, novas sessões com o objetivo de compilar as cantigas de antigamente”.

São cantorias que aludem ao ciclo dos trabalhos agrícolas, casos da cavada, da malhada, da debulhada e do fiadeiro. Estes trabalhos, recorde-se, eram, em tempos idos, maneados ao ritmo (lento) das cantigas de S. João, devidamente adaptadas a cada situação.

A ideia de criar este CD surge, de resto, da necessidade de documentar a tradição de Soajo e, através dele, serão registados sonoramente as cantigas da Terra. Segundo Nuno Soares, “o CD será acompanhado de um book de contextualização, com reprodução das próprias letras”, que são memórias da rica etnografia de Soajo.

O projeto digital emparceira a Casa das Artes (Município de Arcos de Valdevez), a Casa do Povo de Soajo e a Junta de Freguesia.

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Uma das medidas que o Orçamento do Estado contempla para 2017 diz respeito à tributação a aplicar ao alojamento local, que vê terminar o regime fiscal bastante mais favorável do que o tradicional arrendamento de longa duração. A medida vai afetar muitos empresários de Soajo ligados ao setor do alojamento.

Assim, quem tiver optado pelo regime simplificado de tributação vai ver englobado um total de 35% das rendas, contra os atuais 15% atuais, mas muito abaixo dos 75% que alguma comunicação social chegou a noticiar. Por via disso, os coeficientes mudam no IRS e no IRC.

Em Soajo, há cerca de vinte empreendimentos de alojamento local.

 Alojamento local: o que é?

É considerado estabelecimento de alojamento local o que presta serviços de alojamento temporário a turistas, mediante remuneração, e que reúna os requisitos do respetivo regime jurídico.

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Foram revistos, em baixa, os valores relativos à licença especial diária a aplicar no troço do rio Lima (margem direita) onde vigora o regime de loteamento. A nova tabela converge com as taxas cobradas na margem esquerda do rio Lima e acaba com a disparidade das mesmas.

Deste modo, os soajeiros que, até agora, pagavam 2,5 euros para adquirir uma licença (diária) passaram, desde o início de outubro, a desembolsar 50 cêntimos, para pescar no mesmo troço loteado do rio Lima, o qual ladeia a Ecovia de Ermelo (da Igreja ao lugar de Vilarinho de Souto).

“Houve uma concertação com a Câmara Municipal de Ponte da Barca”, confirma o vereador Olegário Gonçalves, que cumpriu a promessa de “fazer as devidas correções” ao valor das licenças, após a onda de críticas suscitadas pelos preços cobrados na altura da aplicação da concessão (2,5 euros para residentes e 5 euros para forasteiros, taxas atualmente reduzidas a 50 cêntimos e 1 euro, respetivamente).

Lembre-se que a margem direita do rio Lima (lado do qual, também, existem zonas não loteadas) está concessionada desde março de 2016, ao abrigo do Regulamento Especial, com custos repercutidos no bolso dos praticantes, que logo identificaram diversos constrangimentos e condicionalismos à atividade: escassos recursos piscícolas, inexistência de pistas de pesca, extensas áreas arbustivas a impossibilitar a prática e falta de pontos de venda da referida licença (o serviço é feito exclusivamente na sede da Associação de Pesca Desportiva do Vez, em Giela).

De resto, o deputado municipal Manuel Barreira da Costa protagonizou, em sede de Assembleia Municipal, em abril último, uma crítica contundente por a Câmara ter loteado o troço que ladeia a Ecovia de Ermelo, alegando que, além do custo exorbitante da referida licença especial diária, também não haviam sido criadas, aí, condições efetivas à prática da pesca.

O valor arrecadado em licenças especiais diárias, segundo o Decreto n.º 44623, constitui receita do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

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Soajo será um dos pontos de passagem do VI Campeonato do Mundo de Trail Running, que se realiza no próximo dia 29 de outubro (sábado).

A prova, cuja partida está marcada para as pontes do rio Caldo (Terras de Bouro), além de Soajo e Mezio, atravessa a vila do Gerês, Entre Ambos-os-Rios e a barragem de Soajo/Lindoso.

De acordo com a organização, está prevista para as 11.00, do dia 29 de outubro, a chegada dos primeiros atletas à vila de Soajo, onde, ao quilómetro 64, será feito o terceiro abastecimento de líquidos.

Além da principal prova de 85 km destinados, exclusivamente, às seleções (oriundas de meia centena de países), o campeonato possibilita aos participantes a realização de três corridas abertas, com distâncias diferentes.

Associando o desporto ao turismo, este evento é um ótimo instrumento de promoção do Parque Nacional e da gastronomia local.

A prova é organizada pela empresa Carlos Sá Nature Events e conta com o apoio dos municípios que cobrem o único Parque Nacional.

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Em Soajo, na zona de Lavaçosa, para efetuar, ao que se presume, uma ligação ao ramal de água pública, foi feito, no passado mês de setembro, um rasgo na estrada (EN 304), de um lado ao outro. Só que depois, na faixa de rodagem intervencionada, foi executado um precário “remendo”, com terra e brita.

Se esta pequena faixa não vier a ser repavimentada, as chuvas de inverno vão, inevitavelmente, provocar crateras na travessia podendo danificar amortecedores e sistemas de direção das viaturas que circularem naquela que é uma das entradas/saídas da vila.

Fica o alerta, que é, também, uma denúncia feita por alguns utentes da referida estrada.

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O festival Ser EducAção – além dos debates e dos círculos interativos em torno da escola, sobre os quais o blogue fez ontem circunstanciada reportagem – consagrou boa parte da sua programação ao público infantil.

O espetáculo “Mão Verde” (homónimo do livro-disco), de Capicua e Pedro Geraldes, sobrelotou, ontem, 8 de outubro, a sala da Escola da Eira do Penedo, que acomodou muitas famílias. A rapper portuense Ana Matos Fernandes, que é capa da revista Notícias Magazine deste domingo, 9 de outubro, cantou e encantou a assistência desfiando uma coletânea de canções, cheias de ternura e humor, sobre natureza, agricultura, alimentação e ecologia, quatro temas das suas rimas, que também são lutas.

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Mas o festival Ser EducAção, além deste raro concerto fora das grandes salas de espetáculos, teve, ainda, a virtude de juntar, em Soajo, dezenas de crianças, vindas de várias localidades, proporcionando-lhes brincadeiras ao ar livre. Na ótica da organização, brincar em espaços abertos é importante para o desenvolvimento físico, intelectual e cognitivo das crianças, pelo que os pais devem fomentar (boas) atividades para combater o sedentarismo (segundo um estudo, realizado recentemente em vários países, entre os quais Portugal, o tempo médio de brincadeira ao ar livre no nosso país é de 63 minutos por dia). Em pleno, resultaram, por isso, as brincadeiras aos “foguetões de água”, aos jogos tradicionais, às criações artísticas e aos castelos com esponjas, assim como as sessões de leitura partilhada entre pais e filhos.

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A jornada de sábado terminou com um grupo de soajeiros, maioritariamente mulheres, a recriar ao vivo o fiadeiro tal como este se fazia há décadas. A iniciativa, que, também, juntou elementos locais da Associação Moving Cause e vários participantes do evento, decorreu ao som dos cantares tradicionais e das concertinas.

A ver por esta animada sessão (que até teve desgarrada), o trabalhar da lã reclama muita perícia às mãos: são estas que desempenham um papel crucial, de início ao fim, nos processos de carpiar e de fiar com a roca e o fuso. Depois de cardada (a lã), uma das mãos puxa-a da roca e a outra movimenta-a para determinar a respetiva espessura no fuso. O resto resulta do saber “mecanizado” que algumas das traquejadas fiadeiras exercitaram a cada movimento.

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Dia de encerramento

Este domingo, terceiro dia do festival Ser EducAção, começou com uma caminhada no Mezio, numa área que foi consumida pelas chamas.

Ao mesmo tempo, na Casa do Povo, foi organizado um convívio intergeracional. Após o piquenique, os participantes fizeram “caça ao tesouro” e quem quis passeou a cavalo.

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Findo o evento, repartido por três dias, sobra a conclusão de que a comunidade soajeira, em relação à edição inaugural, se envolveu um pouco mais na programação de 2016, através, principalmente, da recriação do fiadeiro, da oficina do pão e das atividades destinadas ao público infantil. Mas, de modo paradoxal, praticamente nenhum agente de Soajo ligado ao ensino (os professores locais são, deve dizer-se, quem melhor conhece o fenómeno no contexto espácio-temporal…) participou nos debates e círculos interativos sobre o tema da escola, nos quais até se ouviu falar de estratégias específicas para esta área do Parque Nacional…

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IMG_2696.JPGSob o slogan “Da escola que temos à escola que queremos”, começou esta sexta-feira, 7 de outubro, a segunda edição do festival Ser Educação, que tem cerca de cem pessoas inscritas.

O encontro abriu, no crepúsculo do dia 7, com uma sessão meditativa, em grupo, a inspirar um desenho coletivo, forma de “construir” a educação sonhada por cada agente.

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IMG_2625.JPGApós o jantar, foi organizado um espetáculo de fogo, pela companhia Animódia. Seguiu-se, no auditório da Casa do Povo, a projeção do documentário “Projeto Globetrotter”, rodado em 15 países (todos da Europa, exceto a Indonésia), o qual se debruça sobre “escolas e comunidades educativas alternativas no mundo”.

O trabalho em causa põe em causa o currículo normativo e a avaliação quantitativa que espartilham a escola convencional para, através de um processo de ensino livre, adaptado e aberto, semear a escola do futuro (que muitos definem como a escola de sonho ou das utopias concretas).

De resto, a exposição fotográfica e o livro, que corporizam os projetos visitados por Simone André Costa, servem para demonstrar que a comunidade pode trilhar o seu caminho e ser protagonista da sua própria educação. Para tanto, é preciso que cada indivíduo se assuma como agente de mudança e seja capaz de gerar novos rumos de desenvolvimento na respetiva vivência, influindo na família, na sociedade, na educação, na natureza, na economia ou no desporto. Estava dado o mote para o fim de semana.

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IMG_2615.JPGEste sábado, 8 de outubro, segundo dia do Encontro, está, justamente, a ser quase todo ele dominado pelos desafios que se colocam à Educação, segundo um processo que, também, deve estar ligado ao seu contexto espácio-temporal. O edil João Manuel Esteves defendeu, por isso, para as escolas do concelho, um “conjunto de iniciativas para ensinar aos alunos o que é o território, classificado pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera”. Neste sentido, o desafio maior do sistema consiste em “implementar nele o conceito de ecocidadania”, que tem mais possibilidades de vingar com um “corpo docente estável” e um “número de alunos por turma mais reduzido”.

Na intervenção menos politicamente correta de todas, o diretor do Agrupamento de Escolas de Valdevez criticou a tutela por dar prevalência a um ensino formal, normativo, quantitativo e concetual. “À escola cognitivista não interessa muito a parte informal dos valores e das atitudes”, reforçou Carlos Costa, que, das nove unidades, considera a “Escola Primária de Soajo a mascote do Agrupamento de Valdevez.”

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IMG_2669.JPGApós os tradicionais discursos da praxe, no âmbito dos quais o presidente da Junta de Freguesia de Soajo lembrou o papel de “orientação” dos pais/encarregados de educação, foram promovidos vários círculos interativos, sob o ângulo EU-NÓS-TODOS, à luz de uma “filosofia” que visa fomentar a participação de todos para potenciar a “cocriação de ideias, projetos e soluções”.

O “alfobre” de ideias que foi germinando na sala colocou, de um modo ou de outro, o acento tónico na “descoberta”, na “partilha” e na “ação”. O grupo de Nuno Soares, diretor da Casa das Artes, disse querer “partilhar experiências e criar redes” para este dia de festival, e, numa perspetiva mais alargada, propôs-se “contribuir para a reflexão e para a mudança ao serviço da educação na base da multiplicidade.”

Já o grupo de Carlos Costa e João Manuel Esteves defendeu como grande intenção o “partilhar para fazer, descobrir e passar à ação”.

Ou seja, a educação, um “tesouro a descobrir”, segundo a aceção de um conhecido Relatório da Unesco, deve centrar-se em várias aprendizagens: são pilares do conhecimento pela vida fora o aprender a conhecer, o aprender a fazer, o aprender a ser e o aprender a viver em comunidade.

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IMG_2714.JPGParalelamente, durante este sábado, estão a ser organizados ateliês e oficinas de pintura, desenho e arte poética no logradouro da Escola Eira do Penedo. Também os malabarismos, as danças e as brincadeiras têm estado de braço dado neste festival.

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IMG_2721.JPGOutro dos pontos altos do dia, ainda a pensar no público infantil, será o espetáculo “Mão Verde”, de Capicua e Pedro Geraldes, com início marcado para as 17.30 Trata-se de uma coletânea de canções alegres – cheias de sensibilidade e humor – sobre natureza, agricultura, alimentação e ecologia.

Este sábado termina, em grande, com a recriação do fiadeiro ao som dos cânticos da Terra.

O evento decorre até domingo, 9 de outubro, em vários espaços (Casa do Povo, Escola Eira do Penedo e Mezio).

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Os incêndios que consumiram milhares de hectares em área florestal, agrícola e arbustiva, nos meses de agosto e setembro, desfiguraram a natureza e empobreceram imenso o território quer em Soajo quer nas freguesias vizinhas, com prejuízos de monta para centenas de particulares. Além disso, a logística instalada no terreno, com inúmeras corporações vindas de várias partes de Portugal, equipadas com dezenas de viaturas, implicaram gastos muitos avultados em combustível.

No seguimento de uma solicitação, foi deliberado, pelo Município de Arcos de Valdevez, aprovar o pagamento à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez (AHBVAV) do valor despendido em combustível, que foi consumido durante o período crítico de combate aos incêndios no “coração” (e imediações) do único Parque Nacional.

O incêndio que eclodiu na Travanca e progrediu para o território de Soajo, na primeira quinzena de agosto, e o fogo que fustigou o lugar de Paradela, mais recentemente, em setembro último, implicaram um gasto agregado de, sensivelmente, 1580 euros, em despesas de combustível, o valor equivalente ao abastecimento dos veículos que estiveram no terreno.

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez deverá solicitar à Autoridade Nacional de Proteção Civil o reembolso da verba agora transferida para a AHBVAV.

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maxresdefault.jpg“O Rancho Folclórico das Camponesas da Vila de Soajo está moribundo”. Um dos seus fundadores lamenta a triste agonia do Rancho, que “está sem atividade há cerca de três anos”, e outra fonte, igualmente a par do atual momento vivido pela associação soajeira, fala em “decadência” e “incúria dos responsáveis que estão à frente da coletividade”.

Um dos denunciantes, que prefere ficar no anonimato, não cala a revolta. “É vergonhoso que a carrinha do Rancho de Soajo esteja ao relento há três anos, que o acesso à arrecadação onde estão guardados os trajes e alguns instrumentos haja sido vedado e que os órgãos sociais tenham sido escolhidos por autonomeação e não por eleição, tal como ditam os estatutos”, críticas que são subscritas por muitos soajeiros.

O presidente do Rancho Folclórico das Camponesas da Vila de Soajo, Albino Branco Amorim, contactado pelo blogue, escusou-se educadamente a “falar agora”, “por não ter disponibilidade”, remetendo, no entanto, declarações para outra altura.

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A Associação Moving Cause organiza, em Soajo, de 7 a 9 de outubro, o II Encontro Ser EducAção. Este festival é organizado por voluntários que afirmam “a necessidade de cultivar uma sociedade mais cooperativa, sustentável e feliz”. O processo centra-se no “ser”, “educar” e “agir”.

O programa inclui círculos sobre educação (segundo a “perspetiva Eu-Nós-Todos”), projetos educativos, oficinas temáticas, tertúlias, debates livres, espaços de criação infantil, jogos tradicionais, concertos (“Mão Verde”, com Capicua e Pedro Geraldes, no sábado, por volta das 17.30), caminhadas na serra e encontros-convívio em torno das cantigas e tradições locais. As atividades inscrevem-se no objetivo de criar um modelo, guiado pelo “Elefante na sala”, que favoreça projetos participativos e inspiradores.

A novidade do II Encontro prende-se com o facto de a organização pretender, desta vez, experimentar uma interação com a comunidade de Soajo, que, em 2016, esteve “divorciada” do festival.

O evento destina-se a pais, professores, educadores, pensadores, crianças e comunidade em geral.

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