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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

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Não é novidade. A Junta de Freguesia de Soajo tem vindo a apostar, prioritariamente, na beneficiação da rede viária e, em tempos recentes, há duas intervenções no centro das atenções, pelo ruído que estão a gerar.

Em causa estão as obras na Travessa da Costa Velha, que foi recentemente beneficiada com uma faixa para peões, e na Portelinha, onde está em curso uma intervenção.

A Travessa da Costa Velha, que, segundo o Plano de Atividade, devia ser integralmente alcatroada, sofreu apenas um arranjo, através da conceção de um passeio cimentado (e não asfaltado), apresentando um acabamento feito à base de argamassa em “cimento amarelo”, disse ao blogue, rigorosamente nestes termos, o presidente da Junta de Freguesia de Soajo.

“Esta faixa, com 1 metro de largura, tinha mesmo de ser feita para facilitar a acessibilidade das pessoas, pois a inclinação, aí, era muito grande”, explica Manuel Gomes Capela, satisfeito pela solução aplicada, que também foi do agrado de alguns residentes. Acrescente-se que o passeio recém-construído era anteriormente a continuação da via, agora bastante estreitada.

Entretanto, no dia 30 de setembro, arrancaram, na Portelinha, “as obras de beneficiação do caminho que dá acesso à torre da Meo”, indo “o acesso ser dotado de uma calçada à portuguesa”, adianta o presidente da Junta, acrescentando que, no seguimento de “pressões feitas por aquela operadora, sobre o mau acesso à torre, a autarquia soajeira foi impelida a avançar com o melhoramento do acesso, que terminará para cá da torre”, especifica o autarca.

Porém, segundo a secretária da Junta, Cristina Martinho, “esta obra é desnecessária e está fora das reais prioridades, pois existem áreas residenciais com maus acessos”, posição que é subscrita por vários soajeiros.

Na passada sexta-feira, 30 de setembro, Manuel Gomes Capela, quando questionado sobre o custo destas duas intervenções, referiu que a “Junta aguardava”, àquela data, “os orçamentos que tinham sido solicitados”.

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“Onde houver um soajeiro não há má figura!” As palavras de Elisabete Barbosa, proferidas no fim da atuação das Cantadeiras de Soajo, no âmbito do II Festival Sénior, expressavam o sentimento de missão (mais do que) cumprida. Pena que o arrastar das atividades durante a tarde (atraso superior a sessenta minutos), tivesse dispersado parte do público antes de o grupo de Soajo ter subido ao palco do Centro de Exposições. Mas quem ficou gostou e aplaudiu.

A coincidir com o Dia Mundial do Idoso, que se festejou este sábado, 1 de outubro, as Cantadeiras de Soajo (acompanhadas de Manuel Gonçalves) levaram à plateia, maioritariamente sénior, cantigas de antigamente, quase todas aludindo à lida do campo.

Os trabalhos agrícolas, como as cavadas, eram, é bom lembrar, maneados ao ritmo (lento) das cantigas de S. João, devidamente adaptadas a cada situação. Com esta nova exibição, que é fruto de muitos ensaios, pretendeu o grupo das Cantadeiras reavivar as letras (sem música por regra) associadas a várias tradições ancestrais (cavada, malhada, debulhada, fiadeiro…).

Além da vida agreste do campo, também a fé e a viuvez percorreram o repertório das cantigas desfiadas no palco, que dizem respeito a um tempo em que as mulheres, quantas vezes, em função da emigração masculina, “eram viúvas de homens vivos”, frisou Elisabete Barbosa.

Mas, porque as tristezas não pagam dívidas, o grupo de mulheres lá recriou uma cantoria alegre, com um “cheirinho de música”, através da cantiga sentimental “A Soajeira”.

Em paralelo, resultou em pleno, desta vez também, a exposição de elementos característicos do mundo rural, casos do cesto de espigas, da roca e do fuso, estes preciosos auxiliares para fiar a lã e o linho.

No fim, em resposta a um desafio de Elisabete Barbosa, “montou-se” rapidamente um vira geral, ao som da concertina dedilhada pelo tocador Manuel Gonçalves, com o edil João Manuel Esteves a participar nas alegres voltas, no fecho da sessão vespertina do evento, que, devido às vindimas, concentrou pouco público no dia inaugural.

O Centro Social e Paroquial de Soajo, tal como as restantes IPSS, faz-se representar no recinto através de um stand, decorado com vários artefactos. O II Festival Sénior, que é um encontro de várias gerações, termina este domingo, 2 de outubro.

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Os meses de setembro e outubro são sempre organizados em torno das vindimas. Em Soajo, por entre ramadas, beiradas e socalcos, cada vindima, com ou sem programa, é um momento de festa. O blogue acompanhou o ambiente contagiante tão característico das vindimas soajeiras, que são vividas intensamente por quem nelas participa.

A vindima de 2016, apesar de, nalguns casos, revelar menor volume produtivo em relação à campanha anterior, apresenta um excelente padrão de qualidade. O tempo quente nos meses de maturação fez “caprichar” as uvas gerando um vinho equilibrado e aromático. As chuvas que caíram em setembro, também, ajudaram a purificar as castas.

Na essência das vindimas está a bulício à volta da apanha, dos cheiros e sons da natureza. Em Soajo, cerca de quarenta vindimeiros ajudaram, este sábado, 1 de outubro, Maria Amélia Barreira (“Nela do Videira”) a colher as uvas. A filha, Sandra Barreira, com habilidade para o ofício, elogiou a qualidade geral da safra. “Este ano, fruto de condições muito favoráveis nos meses de verão, a uva é muito boa, tem um ótimo índice de açúcar, com bom teor de álcool, e há um aumento de produção na ordem dos 15%”, resumiu a jovem, que, fazendo jus ao lema “a vindima é uma festa”, trouxe com ela vários amigos, provenientes de localidades como Vieira do Minho, Ovar e Porto.

No seio do alegre grupo contam-se alguns estreantes, carinhosamente saudados pela produtora Maria Amélia Barreira numa visita à quinta para acompanhar o evoluir do trabalho, interrompendo, na circunstância, os preparativos do pequeno-almoço reforçado que iria ser servido depois. De entre os principiantes, incluem-se Teresa Lage, Florinda Proença, Sónia Neto e David Neto. Pelo contrário, do lado das caras conhecidas desta vindima, entre outros, estão Virgílio Barreira, António Barreira Júnior (“Tone da Veiga”), Botelho, António Neto (“Tone da Leontina”), João Pires e a “matriarca” Palmira Pires, de 75 anos, que gosta de carregar cestos à cabeça.

Nas conversas cruzadas, todos assinalam o excelente estado sanitário das uvas. A mesma conclusão ouviu-se, aliás, noutras safras. A produtora Luísa Cunha – que, também, com a ajuda de muitos voluntários, apanhara as uvas no dia anterior, 30 de setembro – fez, igualmente, um balanço extremamente positivo da colheita. “Este ano, colhemos cinco dornas de uvas, o dobro das do ano passado, e o teor alcoólico é ótimo”, diz, concordando que os meses muito quentes de verão favoreceram o desenvolvimento e a maturação da uva, fator determinante para equilibrar o nível de acidez e dar cor às castas tintas, tornando 2016 um bom ano vinícola.

Os jovens Daniel Couto e Marta Couto, com parte da vindima feita na mesma sexta-feira, elogiam a qualidade da produção de uva branca, apesar de 2016 ser um ano menos fértil. Manuel Couto explica que “as chuvas de maio e junho queimaram os cachos e determinaram uma quebra da colheita”, opinião subscrita por Maria do Canto Pires. Sem grandes lamentos, enquanto tiram o branco de "bica aberta", os quatro acreditam, no entanto, que a colheita das uvas tintas, a realizar na próxima segunda-feira, 3 de outubro, há de ser melhor.

De referir que a campanha da Adega Cooperativa de Ponte da Barca, para onde alguns produtores de Soajo (casos de Luísa Cunha e Maria Amélia Barreira) escoam o produto da vindima, termina no próximo dia 4 de outubro.

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IMG_2023.JPGFotos da vindima de Daniel e Marta foram cedidas pelos próprios

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