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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

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Estão a ser desenvolvidos alguns estudos com vista à delimitação de nova Área de Reabilitação Urbana (ARU) para Soajo. Na última reunião de Câmara, realizada no passado dia 10 de julho, foi apresentado o ponto de situação desta Área que é objeto de “definição de instrumentos de gestão e salvaguarda do património”.

Com efeito, está a ser preparada, no âmbito do Plano de Ação para a Reabilitação Urbana, uma proposta de constituição de ARU para Soajo, por existirem importantes valores imobiliários nesta vila. Esta iniciativa visa recuperar as habitações degradadas, dinamizar o edificado e fomentar o turismo.

A nova ARU vai beneficiar quem pretender reabilitar o edificado, favorecendo proprietários e arrendatários. Em causa estão bonificações fiscais (IMI, IMT…), redução de taxas municipais relativas a empreitadas e, eventualmente, incentivos ao arrendamento.

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O número de visitantes do Posto de Turismo de Soajo registou, de janeiro a fim de maio deste ano, em relação aos primeiros cinco meses de atividade, um aumento de 12,7%, segundo fonte oficial do Município de Arcos de Valdevez.

Desde que entrou em funcionamento, em agosto de 2016, até dezembro do ano findo, entraram 2870 pessoas na Loja Interativa de Turismo de Soajo, sendo que nos primeiros cinco meses do ano em curso já foram contabilizados 3228 visitantes, ou seja, mais 358 indivíduos.

Tendo em conta o perfil traçado por outros espaços vizinhos, nomeadamente pela Porta do Mezio, a maioria dos visitantes é, presume-se, de nacionalidade francesa, espanhola e alemã. Os turistas procuram informação sobre património natural e arquitetónico, trilhos pedestres, animação turística, gastronomia e cultura. Mas a ligação à natureza é o fator-chave do turismo em Soajo e o Parque Nacional a principal riqueza do território.

O Posto de Turismo, pela sua capacidade de divulgação e complementaridade com outras valências, constitui-se, aos olhos dos vários agentes, como um equipamento importante para aumentar o tempo de visitação no território.

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Após prolongado impasse, o arranjo relativo à reconfiguração viária e funcional do espaço nas cercanias do Restaurante Videira será mesmo uma realidade em breve. As obras começaram há cerca de duas semanas.

O processo arrastou-se devido a desinteligências sobre o local exato para colocação da escultura comemorativa dos 500 anos do Foral de Soajo. Além disso, também não foi pacífica a solução encontrada para colmatar a remoção da paragem de transportes coletivos.

Tecnicamente, de acordo com o projeto apresentado em tempos pela Câmara, a execução do arranjo, em respeito pela traça original (elementos graníticos, minicubos…), compreende várias intervenções, nomeadamente a retificação da entrada, o melhoramento funcional do cruzamento, a adaptação do espaço ao estacionamento e o embelezamento da zona. Fora de questão, está o abate das tílias.

Paralelamente, com a finalidade de “desafogar a área”, deixa de existir a estrutura de paragem de autocarro, indo a informação cromática de paragem ser pintada num passeio em local próximo, destinado para o efeito.

Deste modo, na área a reconfigurar, já sem a “sombra” da paragem, será feita a instalação do monumento alusivo ao Foral de Soajo (datado de 1514). A escultura, que venceu o concurso promovido pela Câmara (da autoria de Fernando Cerqueira), será em bronze, terá três metros de altura e assentará numa base de pedra, sobre a qual sobressairá uma espécie de minipiscina circular, em jeito de recuperador de água. O monumento é descrito pelo artista como sendo “bastante luminoso”.

A escultura e a intervenção urbanística têm um custo superior a 50 mil euros.

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Voltamos ao assunto que está a dar que falar em Soajo.

Na página oficial dos Baldios de Soajo, António Amorim, 1.º vogal do Conselho Diretivo, e Virgílio Barreira, vice-presidente da Mesa da Assembleia de Compartes, arrasam, sem nó nem piedade, a “política do quero, posso e mando” que a presidente, Cristina Martinho, e o vice-presidente, Diamantino Pedro, têm vindo a empreender à frente da associação, sem que haja “vontade de alterar este tipo de comportamento”.

Mas as críticas à ação do Conselho Diretivo dos Baldios de Soajo não são recentes e já circulam, há muito, na praça pública. Resumidamente, como o blogue já reportou em tempo oportuno, há queixas sobre alegados favorecimentos pessoais, identificadas extensas áreas de baldio por limpar na freguesia, denunciados contratos assinados pelo Conselho Diretivo à revelia das deliberações tomadas pela Assembleia de Compartes e criticadas adjudicações de trabalhos de limpeza (sem concurso?) quando estas pertenceriam aos sapadores locais.

Mas, na declaração subscrita pelos queixosos, são acrescentadas outras situações anómalas. É questionada, desde logo, a “cedência à ARDAL, através de protocolo, da antiga casa florestal do Arieiro [para o futuro centro “Lobo e Homem”], contrariando uma deliberação da Assembleia de Compartes, na qual foi aprovado ceder o espaço ao Clube de Caça e Pesca de Soajo”.

Noutro plano, e “em desacordo com o modelo de gestão” em vigor, António Amorim e Virgílio Barreira anunciam que “não estão a ser cobrados serviços prestados a particulares” nem recebidas as “rendas em atraso”.

Além disso, para demarcação de atos recentes, ambos assinalam que a “substituição do lugar deixado vago na equipa de sapadores florestais” não obedeceu a concurso e constatam que o lugar de chefe desta brigada não foi atribuído ao “elemento com mais antiguidade”.

“Já denunciámos estas situações […], em reunião de todos os órgãos sociais, há cerca de dois meses, e fizemo-lo na última reunião de Direção, realizada no dia 3 de julho, mas a única resposta que obtivemos foi urgência”, vincam os queixosos.

Entretanto, a presidente do Conselho Diretivo dos Baldios de Soajo desmente a prática de favores pessoais e rejeita fins eleitoralistas na ação dos sapadores.

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A Junta de Freguesia de Soajo “deu o dito por não dito” e já “não vai apoiar a iniciativa de ajudar a Associação Moving Cause no recrutamento de uma educadora de infância para Soajo”, mas a ideia “não caiu por terra”, disse ao Soajo em Notícia uma fonte desta coletividade.

Segundo apurou este blogue, o presidente da Junta de Soajo alega que – em função do número de meninos que vai frequentar o Jardim de Infância de Soajo no próximo ano letivo – “o Ministério vai mandar uma educadora para Soajo”, desobrigando-se a autarquia de comparticipar no recrutamento da desejada profissional ao abrigo de um estágio a candidatar pela Associação, cujos encargos, para a Junta, seriam inferiores a 5 mil euros.

Apesar deste recuo, a Associação Moving Cause não desarma e continua empenhada em avançar com o projeto em prol da comunidade.

“Contamos com o apoio, reafirmado, da presidente do Conselho Diretivo dos Baldios de Soajo, e, neste sentido, o nosso propósito é concertar posições e, no tempo devido, fazer um pedido de estágio com vista ao recrutamento de uma educadora de infância, mesmo depois de a Junta ter desistido de apoiar a contratação desta educadora”.

O objetivo é que esta profissional venha complementar o trabalho da educadora vinculada ao Ministério, caso a tutela concretize o cenário adiantado pela autarquia. “Fora do horário escolar, pretendemos que a educadora estagiária ajude os meninos na realização dos TPC, acompanhe de perto a evolução dos mesmos, promova espaços e tempos de brincadeira e faça um trabalho de ponte entre o Jardim de Infância e o Centro Social dinamizando atividades”, defende a Associação Moving Cause.

Além dos ganhos esperados no processo lúdico-pedagógico, esta coletividade está empenhada em “dar trabalho a uma pessoa da terra com formação na área”.

Foto de arquivo

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A Delegação Distrital da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) e a Autoridade Nacional de Proteção Civil (de Viana do Castelo), através do Comandante Operacional Distrital (CODIS), Marco Domingues, entregaram aos presidentes de junta, incluindo o de Soajo, os coletes identificativos para uso em situações de especial gravidade.

O uniforme cor de laranja deve ser usado quando da ocorrência de acidentes, incêndios e inundações e o mesmo serve para o autarca se identificar perante as autoridades presentes, nomeadamente bombeiros, polícia e outras forças.

A ação foi realizada no decorrer da Assembleia Municipal de 30 de junho de 2017.

Mas, paradoxalmente, no campo da Proteção Civil e floresta, aquilo que devia ser prioritário, à primeira vista, continua em “banho-maria”. Das áreas ardidas em 2016 com maior valor ambiental, o “santuário” do Mezio é, praticamente, o único onde o plano de recuperação não começou ainda a ser executado. O projeto prevê a reflorestação de cerca de 500 hectares de mancha.

O ministro do Ambiente reconhece que este “anel” fustigado pelos incêndios “é uma área bastante grande, estando, neste momento, em análise um conjunto de propostas do concurso internacional, porque o valor da contratação não permitia o ajuste direto”, admite João Matos Fernandes.

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O Rancho Folclórico das Camponesas da Vila de Soajo festejou, no passado dia 30 de junho, o S. Pedro com um concorrido convívio (na Casa do Povo).

Após a degustação dos petiscos, regados com bom vinho, quem quis cantou, dançou e tocou concertina, para alegria da assistência que se entreteve com a cultura de base popular que é a verdadeira essência da Terra. Além da animação, o outro ponto alto da noite foi o sorteio do recheado cabaz que, desta vez, bafejou um visitante de Ermelo.

A mostrar empenho na diversificação de fontes de receita, o Rancho montou, no logradouro da Casa do Povo, um posto para venda de materiais alusivos ao grupo (camisolas, CD, DVD…).

Sensivelmente à mesma hora, também o Café do Eiró organizou um convívio de sabores e saberes misturando sardinhas e caldo-verde.

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