Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.



Quarta-feira, 12.09.18

Serra de Soajo em destaque na revista “Evasões”

32213181_BINARY_20180815_GONCALODELGADO_11655-960x640_c

A revista Evasões, suplemento que faz parte da edição de 24 de agosto do Jornal de Notícias, publica uma circunstanciada reportagem sobre o Parque Nacional. Ao todo, são 15 as páginas dedicadas a três das cinco portas de entrada (Montalegre, Serra de Soajo e Terras de Bouro) para o Parque Nacional. “Há passeios pela natureza, comida farta à mesa e um mundo rural que vale a pena descobrir”, assim é apresentado o único Parque Nacional.

Na peça assinada por Ana Costa, sobre Soajo, “do planalto ao vale”, é dito o seguinte: “Neste canto da cadeia montanhosa do Parque Nacional, vestígios de culturas milenares fundem-se com a paisagem natural da serra. Entre os cumes das montanhas e os vales que refrescam no verão, imperam as lagoas, a fauna autóctone e as raízes da tradição rural portuguesa”.

Do muito que há para ver, experimentar e provar em Soajo, destaque, no dizer da publicação, para as antas e os espigueiros; os passeios equestres no Centro Hípico do Mezio e as lagoas de águas cristalinas; e a boa comida servida nos restaurantes da área. 

A seguir, são reproduzidas as principais passagens sobre Soajo:

. Núcleo megalítico do Mezio – “São onze as mamoas […] que se erguem rústicas e quase camufladas no topo da montanha. À sua volta, paira um silêncio solene, apenas interrompido pelo cantar dos passados ou o som do vento na folhagem dos carvalhos, e quase se torna forçoso acompanhar a quietude do lugar”.

. Fauna – “Nas encostas acidentadas do Parque, há […] raposas, javalis, gatos-bravos e, até, lobos, o símbolo máximo da fauna do PN. Já sobre a montanha, o céu é domínio da águia-real, que paira majestosa entre as nuvens”.

. Eira Comunitária – “Instalados sobre uma enorme laje granítica, com vista para o vale do rio Lima, estão 24 espigueiros de pedra, construídos nos séculos XVIII e XIX. O lugar era usado como eira comunitária pela população […], e a par da sua dimensão há outras características que tornam estas construções curiosas, como as pedras arredondadas que suportam os espigueiros e impedem os roedores de chegar ao milho, ou a cruz que os coroa, com o fim de proteger e abençoar os cereais”.

. Lagoas e cascatas – “Ao partir à aventura, não é difícil encontrar muitas das lagoas e cascatas que se escondem nas redondezas, como o Poço Negro, […] uma lagoa rodeada de árvores verdejantes que se espelham na água fresca e límpida do rio Adrão. Um dos muitos tesouros naturais a conhecer na serra de Soajo e por todo o extenso território do Parque Nacional, que a pouco e pouco se deixa descobrir”.

A Evasões é uma revista que publica diversa informação relativa a turismo, produtos autóctones, novos negócios, roteiros, viagens, gastronomia, vinhos, hotéis e eventos.

32213179_20180815_GONCALODELGADO_11658_WEB-1-1024x683

32213111_BINARY_20180815_GONCALODELGADO_11636-960x640_c

32067918_BINARY_GI26072018PJM000024-960x640_c

32213134_BINARY_20180815_GONCALODELGADO_11649-960x640_c

32213074_BINARY_20180815_GONCALODELGADO_11622-960x640_cFotos: Global Imagens/Revista Evasões (online)

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Soajo em Notícia às 18:35

Terça-feira, 11.09.18

Soajo recebeu Encontro Ser Educação (fotorreportagem completa)

IMG_3668

Realizou-se, de 7 a 9 de setembro, sob organização da Associação Moving Cause, o quarto Encontro Ser EducAção. O festival teve a “Comunidade” como tema âncora e inspirou-se no provérbio “é preciso uma aldeia para educar uma criança”, ditado africano que sublinha a necessidade de cultivar uma sociedade cooperativa e feliz.

À semelhança das edições anteriores, mas com alguns “toques” de inovação, o programa de 2018 englobou círculos à volta da educação, oficinas temáticas (cerâmica, rádio…), ateliês de pintura, debates livres, espaços de criação infantil, sessões meditativas, concertos e brincadeiras ao ar livre, procurando deste modo reunir várias gerações no mesmo espaço.

Os convidados, entre professores, investigadores e técnicos multidisciplinares, refletiram, no coração do Parque Nacional, sobre as temáticas do “ser”, “educar” e “agir” em tempos de “transformação”, com dinamização de conferências a partir de projetos educativos que procuram abraçar a inovação. Paralelamente, foram exploradas, sob uma perspetiva lúdica e pedagógica, atividades segundo a dialética Escola-Floresta, para além do projeto mini-compartes (gestão comunitária de baldios).

Na palestra mais aguardada de todas, o professor José Pacheco debruçou-se sobre a Escola da Ponte, que ele fundou há 42 anos, ao criar, num bairro operário da Vila das Aves, o projeto “Fazer a ponte” (assim denominado pelo facto de “uma ponte estar sempre em construção e nunca estar acabada”). Para “tornar as crianças felizes”, foi preciso “desobedecer [ao sistema educativo] e mudar tudo, principalmente uma certa ideia de que a escola tinha de ser como era” – e contra o que estava estabelecido na sociedade, a Escola da Ponte passou a funcionar sem aulas, sem turmas, sem anos e sem diretor, porque “onde houver diretor, não há autonomia”, atira José Pacheco.

Mas, afinal, o que é que faz da Escola da Ponte (que não está agrupada) um modelo de sucesso e de grande alcance social? “Não é uma escola como as outras, porque há aprendizagem e felicidade. […] E há liberdade com responsabilidade, na medida em que a criança não faz o que quer, ao invés, quer aquilo que faz”, desmonta o pedagogo de 67 anos.

Na visita a Soajo, José Pacheco, com quarenta livros publicados no Brasil, revelou-se empenhado em “ajudar a criar um projeto que beneficie a comunidade de Soajo”. A pensar nisso, foram lançadas, já neste encontro, as “sementes” para uma revisão ao Regulamento e ao (núcleo do) Projeto [Educativo], o qual deve estar “centrado nas pessoas”, pois são “as pessoas que fazem a escola”, repetiu o estudioso nesta conferência muito concorrida, da qual resultaram outras três grandes conclusões, a saber: “a escola é vida, não é preparação para a vida”; “a Educação é um direito, por isso, quem tem de pagar este direito é o Estado; “muitos professores estão doentes, porque a escola pública está doente”.

No plano do lazer, Rão Kyao não desapontou as expetativas nele depositadas. O artista (instrumentista e compositor) João Maria Gorjão Jorge proferiu palavras superlativas para realçar a “beleza desta parte de Portugal”. “Quando estávamos de viagem, pensando numa composição, surgiu-nos o ‘Tema dos pardais’, porque não se pode dissociar um sítio destes sem a música que nós recebemos dos pássaros”.

Mas a iniciativa, apesar de realizada em Soajo, teve, paradoxalmente, pouco da Terra – excluindo a atuação do Rancho Folclórico das Camponesas da Vila de Soajo e a ação relativa aos mini-compartes, faltaram atividades para sobressaltar a história de Soajo na área do ensino e dos saberes ligados à tradição e à essência do lugar.

O Encontro Ser EducAção acontece em Soajo desde 2015.

IMG_3613

IMG_3608

IMG_3630

IMG_3621

IMG_3656

IMG_3638

IMG_3673

IMG_3700

IMG_3576

IMG_3544

41262311_1913401922031647_6909158570172874752_n

41402396_1913400862031753_8810339445908701184_n

41491117_1913402052031634_1231365044999028736_n

IMG_3738

IMG_3734

IMG_3727Fotos: Soajo em Notícia e Estrela Ribeiro

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Soajo em Notícia às 18:31

Segunda-feira, 10.09.18

Assembleia de Freguesia aprovou plano para regularizar estacionamento e trânsito no Eiró (ler reportagem completa)

IMG_3535

A Assembleia de Freguesia de Soajo, reunida no passado dia 7 de setembro, aprovou a proposta do executivo para regularização do estacionamento e do trânsito no Largo do Eiró. O órgão deliberativo, em mandato anterior, já havia decidido limitar o estacionamento no local, mas a resolução não foi vertida em ata, pelo que houve necessidade de voltar a discutir (e votar) o assunto.

A proposta sufragada nesta sessão consiste em “tapar metade do Eiró [que será vedado ao trânsito], do Pelourinho até ao fontenário e até à esquina da antiga casa do Rocha (onde está a caixa do correio), dos dois lados, ficando um corredor ao meio para passarem os automóveis. Ao todo, serão subtraídos treze lugares”, explicou o presidente da Junta de Freguesia.

De acordo com o projeto aprovado em reunião de Câmara, a empreitada, que será financiada pelo Município, engloba a colocação de “barreiras” como bancos de pedra e floreiras, sobretudo nas proximidades do Pelourinho, para impedir o estacionamento no local, sobrando um espaço para esse efeito nas imediações da Casa do Adro.

De acordo com os esclarecimentos solicitados por António Enes, Cristina Martinho, Rosalina Araújo e Luísa Gomes, será permitida a circulação de veículos no Largo; serão reservados lugares de estacionamento para as pessoas que trabalham no Centro Social; as floreiras a instalar serão “amovíveis”; está prevista uma linha para cargas e descargas, com espaço suficiente para cruzamento de carros; e a estrutura circular (em pedra) em torno do Pelourinho será removida (e substituída por floreiras).

A proposta foi aprovada por unanimidade, tendo ficado estipulado um prazo de 12 meses para “correção/afinação” de problemas que venham, eventualmente, a ser identificados.

IMG_3542

Período de antes da ordem do dia

Entretanto, no período de antes da ordem do dia, António Cerqueira e António Alves elogiaram o trabalho colaborativo do executivo da Junta; Cristina Martinho sublinhou que as cláusulas do contrato relativo ao Hotel do Mezio são lesivas dos interesses de Soajo (o blogue voltará ao assunto esta semana); e Rosalina Araújo exortou a Junta a ser pró-ativa na procura de uma solução para o lar de idosos.

A este respeito, o presidente da Junta disse “estar à espera há algum tempo que o padre [Custódio Branco] marque uma reunião”, salientando que, “se o Centro Social e Paroquial de Soajo, a Câmara Municipal e a Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez não estiverem com a autarquia, então, não conseguiremos fazer nada”.

Apesar da morosidade do processo, Manuel Barreira da Costa acredita no desenvolvimento do projeto. “Tenho fé que vamos conseguir alguma coisa, segundo os contactos que tenho tido, as coisas não estão assim tão paradas como parece”, soltou.

De resto, foram feitas várias recomendações à Junta pelos eleitos no sentido de serem resolvidos problemas em toda a freguesia, a seguir resumidos: falta de água no fontenário do recinto do Senhor da Paz; necessidade de iluminação dos espigueiros na Eira comunitária; falta de contentores no cemitério da vila de Soajo; escassez de caixotes do lixo em toda a freguesia; acumulação de feno nos lugares depois da limpeza (por falta de recolha).

 

Outros assuntos suscitados

Quanto à reclamada paragem de autocarro, ficou a saber-se que a Junta “tentou negociar a compra de parcelas de terreno para a instalação de um abrigo, mas não obteve recetividade dos proprietários. A opção passará pela colocação de dois pilares e um acrílico para as crianças ficarem abrigadas”, informou Manuel Barreira da Costa.

No que diz respeito à colocação de placas identificativas de Soajo, placas recém-instaladas em Reigada, Fontelas e Novás, o presidente da Junta de Freguesia, quando interpelado sobre se as mesmas não deveriam estar, objetivamente, à entrada da freguesia Soajo, por não terem a inscrição “Vila de Soajo”, defendeu que “não são placas de entrada de freguesia, mas placas de entrada de vila, daí não terem sido colocadas no Mezio, no Miradouro ou na Várzea…

Questionado por Rosalina Araújo, o presidente da Junta comunicou que a comissão para determinar os limites da freguesia de Soajo “ainda não foi constituída”, a despeito de a Assembleia de Freguesia ter deliberado a sua formação em dezembro de 2017.

Noutro plano, as obras no Poço das Mantas só avançarão quando forem obtidos os licenciamentos. “Não podemos arrancar sem licenças, como aconteceu da outra vez, em que, dois dias depois de terem começado os trabalhos, eu tinha os guardas do Ambiente [SEPNA] à porta”, aclarou Manuel Barreira da Costa.

 

Principal atividade da Junta

Da atividade realizada recentemente pela Junta, destaque para a candidatura (já executada) aos passadiços desde o Poço Negro ao Poço das Canejas e a conclusão do Caminho do cemitério em Vilar de Suente. Esta segunda-feira, 10 de setembro, arrancou a obra do Caminho da Croa (Adrão).

“O nosso plano de atividades está realizado a 90%”, estima o presidente da Junta, que, questionado, por Cristina Martinho, sobre a falta de indicação de um local para construção de um abrigo (pelos Baldios) para os carros da freguesia, se refugiou no facto de a obra “não constar” no documento que rege a atividade da Junta.

 

Intervenções do público

No período destinado ao público, Estrela Ribeiro alertou para algumas anomalias identificadas no lugar de Adrão. Para além da falta de água no fontenário do recinto do Senhor da Paz, necessidade anteriormente sublinhada por António Cerqueira, esta cidadã notou a existência de “sítios por limpar em Adrão”, a degradação do referido Caminho da Croa e a falta de contentores de lixo em número suficiente.

Do público interveio também Manuel Carvalho para censurar o estacionamento indevido de sete motos, presumivelmente de turistas, no largo fronteiro ao Restaurante Videira.

Enquanto isso, Manuel Alves Postilhão, emigrante de férias em Soajo, elogiou os “caminhos bem cuidados”, mas sublinhou que, apesar das promessas feitas por políticos em tantos e tantos anos, “ainda há muita coisa para fazer”.

Por seu lado, Virgílio Barreira retomou a questão da acumulação do lixo, principalmente no estio, no lugar de Vilar de Suente, sugerindo “a deslocação do caixote para o largo de baixo ou de cima e a construção de uma base” para resguardo. O mesmo cidadão defendeu a beneficiação do Caminho das Chedas, que, depois dos trabalhos executados pela Câmara, no âmbito de projeto de abastecimento da água, ficou bastante degradado. A recuperação desta via é da responsabilidade do Município.

Por fim, Jorge Lage, historiando o processo relativo à candidatura de Soajo ao concurso “7 Maravilhas de Portugal” (2017), referiu que, em respeito à temática “Aldeias”, teria sido preferível ter candidatado a Várzea (categoria “Aldeia Ribeirinha”) ou Adrão (categoria “Aldeia de Montanha”), em vez de se ter avançado com a candidatura da vila de Soajo.

Noutro plano, criticou a retirada das placas “Vila de Soajo”, “principalmente quando uma terra se tem de afirmar também popularmente”.

“Quantas mais indicações houver, melhor! Não tem razão de ser o facto de estarmos a diminuir a nossa publicidade, até porque o dinheiro já estava aplicado [nas placas]”, defendeu Jorge Lage.

IMG_3537

IMG_3538

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Soajo em Notícia às 19:27

Quinta-feira, 06.09.18

Parque Nacional outra vez no “Top 100 Sustainable Destinations”

5834709ebc0ebbd1931e0599d11f5813

O Parque Nacional integra, pelo terceiro ano seguido, a lista de destinos selecionados para a competição “Top 100 Sustainable Destinations’2018”. A seleção será anunciada, oficialmente, na Holanda, no próximo dia 27 de setembro, na Conferência Global Green Destinations.

“A competição Top 100 Sustainable Destinations é organizada por dez organizações líderes em turismo sustentável, que avaliam os destinos concorrentes a nível mundial. O objetivo principal é o de destacar histórias de sucesso e trocar boas práticas para tornar os destinos turísticos mais sustentáveis, gerando benefícios para as comunidades locais e para os viajantes”, pode ler-se no comunicado da ADERE.

“Turismo para beneficiar as comunidades locais” é o tema escolhido para a competição deste ano.

Sustainable_Destina_2018

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Soajo em Notícia às 18:33

Quarta-feira, 05.09.18

Soajo em grande na etnografia nacional

sddh

O Rancho Folclórico da Associação dos Amigos de Vilarinho das Quartas vai participar no XXIII Desfile Nacional do Traje Popular Português, que se realizará no próximo dia 15 de setembro, em Gondomar (Avenida 25 de Abril, S. Cosme, pelas 21.30).

A presença do grupo de Vilarinho das Quartas, nesta mediática organização, resulta do trabalho de exceção desenvolvido, há anos, por esta associação soajeira no plano da etnografia.

A imagem do cartaz é inspirada nas Festas do Concelho de Gondomar.

O Desfile Nacional do Traje Popular Português é uma realização da Federação do Folclore Português.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Soajo em Notícia às 18:38



Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Setembro 2018

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30