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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

O projeto transfronteiriço “Lima Fronteira Esquecida” vai beneficiar de fundos europeus no âmbito do programa Interreg V, anunciou o jornal La Voz de Galicia no passado dia 12 de março, com base em informação comunicada ao Conselho provincial. A iniciativa permitirá dotar a Galiza e o Alto Minho (municípios da Ribeira Lima) de uma verba superior a 1,6 milhões de euros para desenvolvimento de ações ambientais com fins turísticos.

A candidatura, integrada no Programa de Cooperação Transfronteiriça Portugal/Espanha (POCTEP), engloba um plano de ações para um melhor aproveitamento das potencialidades do rio Lima. Neste contexto, as localidades da raia visarão acrescentar valor à zona fluvial mediante intervenções na esfera ambiental e patrimonial.

Os municípios de Arcos de Valdevez, Lobios e Bande (estes dois da Galiza), que concertaram a candidatura ao programa Interreg, são dos que mais têm a ganhar com este projeto transfronteiriço. Agora que está garantido o financiamento, crê-se que, finalmente, o projeto de desenvolvimento da albufeira da Várzea – sucessivamente adiado por falta de verbas – poderá ser uma realidade num futuro não muito distante. Ora, tal como está previsto no Plano de Ordenamento das Albufeiras (POA), uma das intervenções a levar a cabo consistirá, justamente, na construção de um ancoradouro na Várzea.

Mas o POA também contempla um outro ancoradouro ao longo da bacia do rio Lima, não em Soajo, é certo, mas na freguesia vizinha de Ermelo, projeto que também deverá ser desbloqueado com a aprovação desta candidatura pelo Interreg. Sem dúvida que o troço do rio que ladeia a ecovia de Ermelo, caso sejam criadas as devidas condições infraestruturais, vai beneficiar de raras aptidões para a prática de desportos náuticos.

Para além disso, no plano de ações a executar ao abrigo de projetos complementares, constará a “criação de um circuito com pacotes turísticos entre Ourense e os concelhos portugueses da Ribeira Lima [Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo]”, de acordo com declarações proferidas pelo edil João Manuel Esteves, em sede de Assembleia Municipal, no ano findo.

Solucionado o problema da falta de dinheiro, o pensamento dos responsáveis políticos, a partir de agora, vira-se para a diversificação do turismo no território da Galiza e do Alto Minho, através de investimentos considerados reprodutivos, caso dos equipamentos ligados aos desportos náuticos, focados no impulso turístico.

No seguimento de uma consulta pública que terminou no início de março, o Governo Central vai aliviar a meta de redução do número de bovinos no âmbito da política de descarbonização da economia até 2050. O objetivo de cortar até metade do efetivo de bovinos fica para trás, mas as regras da Política Agrícola Comum (PAC) desassossegam os produtores.

O inquérito público, no contexto do Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, definiu o estabelecimento de “alguns ajustamentos”, segundo Francisco Avillez, coordenador da equipa técnica da Agricultura. A principal alteração a introduzir prende-se com o novo objetivo, que se deverá situar entre 20 e 30% dos atuais 1,3 milhões de vacas, em vez dos anteriores 25 a 50% na estimativa original.

Em contrapartida, como forma de compensação, terão de ser reforçados os meios tecnológicos e adotadas práticas redutoras das emissões das explorações. No caderno de encargos, contam-se também medidas como uma “alimentação mais digestiva para os animais”, uma “melhor gestão dos estrumes e urinas”, bem como uma “maior expansão das pastagens permanentes de produção extensiva”.

Segundo o jornal Público, “a agricultura portuguesa contribui com 10% do total das emissões de dióxido de carbono do país, em linha com os valores internacionais, e o que mais pesa são os 3,2 milhões de cabeças, quase 40% das quais de bovinos, sendo o restante porcos, cabras, ovelhas e aves. Os cenários levados a consulta pública apontavam também para mais (18% de) porcos e mais (18% de) aves, dentro de trinta anos, e dirigidos a uma atividade económica concentrada na região do Oeste até ao Minho”.

A partir de estudos técnicos, Francisco Avillez defende que “qualquer esforço de descarbonização passa, necessariamente, pela pecuária”, mas ninguém quer ouvir falar em redução de efetivos de animais entre os criadores de raças autóctones de Portugal, principalmente quando há espaço para aumentar a qualidade da produção de gado.

Por outro lado, na ótica dos agentes do setor, a exploração pecuária em regime extensivo “não é prejudicial ao ambiente”, pelo que está nas mãos do poder político a proteção das raças autóctones com certificado DOP, fazendo a devida adequação às regras da PAC.

Carne cachena no roteiro da internacionalização

O projeto “Portuguese Beef”, promovido pela Federação Nacional das Associações de Raças Autóctones, realizou, nos dias 26 e 27 de fevereiro, mais uma ação no âmbito da missão de importadores “Portuguese Beef Tasting – Ponte de Lima”. A iniciativa visou a promoção internacional da carne bovina das raças autóctones portuguesas (cachena incluída) de denominação de origem protegida (DOP).

Esta iniciativa teve como objetivo “potenciar a procura pelos produtos endógenos portugueses e reforçar as relações comerciais e a comunicação externa de uma das fileiras mais dinâmicas da economia portuguesa”, lê-se no comunicado da organização.

O evento, que integrou importadores, comunicação social e fazedores de opinião de vários mercados externos, proporcionou diversas atividades para promoção e divulgação da carne bovina das raças autóctones nacionais. O programa também incluiu uma visita ao matadouro PEC Nordeste, onde o grupo visualizou as várias etapas do processo, nomeadamente abate, desmanche e acondicionamento de carnes.

Mas o ponto alto da realização prendeu-se com o painel de oradores numa concorrida sessão onde foi possível conjugar os melhores cortes da carne, com a confeção e degustação das sete raças abrangidas pelo projeto (cachena, arouquesa, barrosã, marinhoa, maronesa, minhota e mirandesa).

De referir que, no solar da raça cachena, segundo dados tornados públicos, dos 4 mil animais registados no Parque Nacional, cerca de 3 mil estão referenciados no território de Arcos de Valdevez, sendo de assinalar, em anos recentes, o acentuado aumento do número de toneladas de carne vendidas. Por outro lado, o preço de transação dos vitelos, fruto do intensificar da promoção e da procura, também registou um significativo impulso (mais do que duplicou), e para este resultado muito tem contribuído o trabalho da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca (CAAVPB).

“Os produtores merecem um louvor, porque temos apresentado uma excelente carne. É um incentivo o facto de estarmos a aumentar a tiragem e a qualidade dos animais”, reconheceu em tempos recentes José Carlos Ribas Gonçalves, presidente da CAAVPB.

O projeto “Portuguese Beef”, cofinanciado pelo Programa Operacional para a Competitividade e Internacionalização do Portugal 2020, envolve um investimento total de 426 637 euros.

Tudo como dantes na Casa do Povo da Vila de Soajo. A lista A, a única que se apresentou a votos, venceu as eleições realizadas no dia 10 de março.

Neste ato pouco participado, só 36 associados com quotas em dia exerceram direito de voto. A lista, encabeçada por Manuel Carvalho, recolheu 32 preferências, tendo sido apurados quatro votos nulos.

Compõem os corpos sociais da Casa do Povo de Soajo os seguintes elementos (as caras novas estão destacadas a negrito):

. Direção: Manuel Carvalho (presidente), Lourenço Morgado Couto (vice-presidente), Manuel Gomes Capela (secretário), Miguel Soares Rodas (tesoureiro), António Esteves Brasileiro (vogal), Armando Martins Morgado (vogal) e Alexandre Cunha Rodas (vogal).

. Mesa da Assembleia: António Fernandes Barbosa (presidente), Jaqueline Gomes Fidalgo (1.º secretário) e Albino Moreira de Brito (2.º secretário).

. Conselho Fiscal: António Pereira Alves (presidente), Alexandre Preto Gonçalves (1.º secretário) e Manuel Morgado Couto (2.º secretário).

Os órgãos eleitos, que serão empossados no dia 17 de março, ficarão mandatados para o próximo triénio.

Na hora da recondução, o presidente da coletividade, Manuel Carvalho, teceu palavras de “agradecimento àqueles que, durante estes 12 anos, colaboraram com a Casa do Povo, contribuindo com o seu apoio para o sucesso das iniciativas”.

Ironicamente, o máximo responsável da coletividade soajeira também dirige um “voto de louvor aos que só sabem criticar, pena é que, uma vez mais, não se tenham candidatado às eleições”.

Elogios e recados à parte, o recém-reeleito presidente identifica como principais prioridades da associação, no mandato prestes a começar, a “renovação de balneários, casas de banho e arrumos”, com o intuito de otimizar as condições físicas do espaço, ao mesmo tempo que se compromete a liderar uma equipa coesa e empenhada em promover um programa diversificado de atividades em respeito pelos valores de Soajo.

Contas

Entretanto, a Casa do Povo da Vila de Soajo, reunida em Assembleia no passado dia 23 de fevereiro, discutiu e aprovou as contas de gerência referentes a 2018.

De acordo com os elementos apresentados pelo tesoureiro da coletividade, Miguel Rodas, foi apurado um saldo contabilístico de 5608,52 euros em dezembro do ano findo.

Até 15 de março, os proprietários deverão ter concluídas as operações de limpeza dos seus terrenos, no âmbito da prevenção de fogos florestais.

A lei obriga à limpeza da vegetação cinquenta metros à volta da casa e cem metros à volta da aldeia.

Quem não o fizer arrisca pesadas multas (no caso dos particulares, as coimas podem ir até aos 10 mil euros).

O padre Custódio Branco juntou ao seu, já, vasto palmarés mais um título (o quinto) no torneio Clericus Cup, espécie de campeonato europeu de futsal do Vaticano, que se disputou no Montenegro, em finais de fevereiro. O sacerdote que está em missão na paróquia de Soajo, e que é um “veterano” da modalidade jogada na quadra, integrou, uma vez mais, o selecionado luso, que no caminho vitorioso até à grande final (onde derrotou a Bósnia-Herzegovina) teve de vencer duas eliminatórias nas grandes penalidades.

Antes disso, na fase de grupos, Portugal derrotara o Montenegro e a Bielorrússia, ambos por 2-0, tendo consentido um empate (1-1) frente à seleção da Bósnia, que viria a defrontar, de novo, na final.

Nos quartos-de-final, os sacerdotes portugueses bateram a Hungria nos penáltis e, nas meias-finais, afastaram a Polónia de igual modo.

Na final, a formação das “Quinas” reconquistou o título com golos apontados pelo padre André Meireles, da Diocese de Vila Real.

De destacar que o padre Joel Gomes de Brito também fez parte da equipa portuguesa.

Apesar das várias tentativas, o blogue Soajo em Notícia não conseguiu obter declarações do campeoníssimo Custódio Branco.

Fotos: Ecclesia; sapo.pt; Facebook.

A Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, ocorrida no passado dia 22 de fevereiro, elevou a primeiro plano vários assuntos relativos a Soajo, que foram levados ao plenário pelos eleitos Manuel Barreira da Costa e Sandra Barreira.

“Estão a ser vendidos muitos espigueiros em Soajo, o nosso património está a ser espoliado por pessoas que estão a transportar os espigueiros para Braga, Porto, Alentejo e Algarve. […] Já saíram de Soajo umas dezenas de espigueiros”, denuncia o presidente da Junta (PSD).

Aliás, a deputada municipal Sandra Barreira já tinha levantado, na referida sessão, a questão de alguns lugares de Soajo estarem a ficar amputados dos famosos espigueiros, colocando o acento tónico na profilaxia. “Muito deste património é privado, mas, infelizmente, nem toda a gente está sensibilizada para a sua importância. Têm faltado medidas protecionistas e de consciencialização. Só assim podemos impedir que uma pessoa pegue, desmonte e transporte um espigueiro para o litoral, espécie de retrato social do que se passa no concelho”, equiparou a eleita nas listas da CDU.

Pela mesma deputada, foi dado destaque ao recinto desportivo que ladeia a Casa do Povo da Vila de Soajo.

“O ringue, se é que se pode chamar àquilo um ringue, dado que não tem sequer as medidas para que possa ser chamado desse modo, há muito tempo que não apresenta quaisquer condições de segurança”, alerta Sandra Barreira, defendendo mais investimento nos núcleos rurais.

“Sendo tão esmiuçado o tema da fixação da população, é bom lembrar que esta estratégia é tão importante na sede do concelho como nas freguesias, daí que seja importante investir um pouco mais nos equipamentos que podem ajudar à fixação”, reforçou a eleita nas listas da CDU.

Na resposta, o edil João Manuel Esteves lembrou que “o ringue pertence à Casa do Povo […], acrescentando que, segundo o estabelecido com esta associação soajeira, a Câmara aguarda, há algum tempo (desde o mandato anterior, ainda era Olegário Gonçalves o vereador do Desporto e Associativismo), por informação para poder avançar com este processo”.

Entretanto, a pesca aos salmonídeos, que abriu no passado dia 1 de março, coloca aos praticantes locais “velhos” problemas. A exemplo de anos transatos, os soajeiros que pretendam adquirir uma licença para uma jornada diária, até resolução em contrário, não têm outra alternativa que não fazê-lo fora da área de residência.

“Pelo terceiro ano consecutivo, falo nisto [na Assembleia Municipal], do lado de Ponte da Barca, as licenças podem ser obtidas em Paradamonte (Britelo) ou em Lindoso, mas em Soajo continuamos a ter de nos deslocar a Arcos de Valdevez. Gostaria que estas licenças passassem para a alçada da Junta de Soajo”, recomendou o autarca Manuel Barreira da Costa.

O Rancho Folclórico das Camponesas da Casa do Povo da Vila de Soajo promoveu, no dia 4 de março, mais um baile de mascarados, com o objetivo de recriar a tradição dos “entruidos”. A iniciativa entreteve a assistência que se deslocou ao bem decorado salão da Casa do Povo.

Sem sátira social nem famosos caricaturados, o desfile na Casa do Povo recuperou, e bem, os festejos de tempos ancestrais. A primeira parte, um pouco ao ritmo do samba, serviu para os concorrentes se passearem no recinto, onde as rábulas, sem malícia, foram as grandes “rainhas” da festa. Durante 45 minutos, os perto de cinquenta fantasiados (entre crianças e adultos), uma parte deles de renda a tapar a cara, espalharam farta diversão pelo salão, onde foram sobressaindo perucas, cajados, fatos de dama, tamancos e os trajes tradicionais de vestes pretas (da cabeça aos pés) para retratar os fatos de noiva de fins do século XIX e primórdios do século passado.

Entre miúdos e graúdos, como não podia deixar de ser, houve concorrentes que se disfarçaram de princesas, divas, bruxas, piratas, polícias, vampiros, palhaços, frades, monstros, “velhinhos”, Super-Homem e outros disfarces mais. Para além disso, os acessórios, à conta de chocalhos, lanternas e “enchimentos” vestidos por baixo da roupa, também, ajudaram aos típicos “quadros” soajeiros.

Findo este “aperitivo”, os mascarados/fantasiados, quase todos agrupados, sob locução de Sara Pedro, subiram um a um ao palco e, aí, por decisão do júri, constituído pelos jurados Manuel Barreira da Costa (presidente da Junta de Freguesia), Manuel Carvalho (presidente da Casa do Povo), Rosie Barros (pelo Rancho Folclórico anfitrião) e Emília Cerdeira (vereadora do Associativismo, em representação da Câmara), o pódio ficou assim composto: o primeiro prémio (100 euros) coube a Albino Moreira, Francisco Barros, Francisco Morais Melo, Jordi Galvão Gonçalves, Manuel Brito e Tiago Brito; o segundo prémio (jantar para duas pessoas) foi ganho por David Neto, Daviana Neto, Lisa Araújo, Manuel Silva, Rose Marie Galopim, Teresa Araújo e Teresa Rodas Cerqueira; e o terceiro prémio sorriu a Fátima Enes, Rosa Picote Freitas e Teresa Fernandes.

O sexteto ganhador recriou (ou parodiou?) alguns trabalhos agrícolas, com recurso a equipamentos como uma máquina sulfatadora e uma criva, protagonizando um “número” aplaudido pela assistência.

À parte o concurso, as crianças fantasiadas deram um efeito especial à festa.

No fim, sobrou a conclusão de que, na senda de edições anteriores, a avaliar pela quantidade de jovens aderentes, a continuidade da tradição dos “entruidos” parece garantida.

Uma nota menos positiva, em jeito de reparo: de evitar no futuro que sejam escolhidos jurados tendo relação familiar direta com os concorrentes, e também é de questionar se o Rancho responsável pela organização pode ir a “jogo” sem qualquer tipo de restrição…

Os festejos carnavalescos começaram, no passado dia 1 de março, com o já habitual cortejo pelas ruas da vila de Arcos de Valdevez de 650 alunos do 1.º ciclo e dos jardins-de-infância deste concelho, incluindo o centro escolar de Soajo. A organização, que conseguiu envolver a comunidade educativa, teve na alegria que só as crianças sabem transmitir a sua principal marca do início ao fim.

No conjunto do desfile, é justo realçar a divertida e bem-sucedida participação da banda ‘Rock Soajo’ que, com os seus mais de vinte “músicos”, entre alunos, professoras e encarregados de educação, deu um efeito especial ao corso infantil, com bonitos números de “Xutos & Pontapés”, deixando os espetadores completamente rendidos à criatividade e energia do grupo soajeiro.

Segundo o “manual” de boas práticas ambientais em uso na Escola Básica (e no pré-escolar) de Soajo, todos os acessórios (instrumentos a fazer de conta, "carro de som", perucas, lenços…) que se viram no cortejo da delegação soajeira resultaram do feliz reaproveitamento de vários tipos de materiais.

Entretanto, o Rancho Folclórico das Camponesas da Casa do Povo da Vila de Soajo organiza, esta segunda-feira, 4 de março, um concurso e baile de mascarados, com prémios para os três melhores (100 euros, jantar para duas pessoas e surpresa).

 

Realizou-se, no passado domingo, 24 de fevereiro, a prova ‘Soajo Trail 2019’, nas variantes de caminhada e trail (curto e longo). O clima soalheiro foi um ótimo aliado da organização que registou cerca de quatrocentos “atletas” inscritos. De destacar a participação de muitos soajeiros na iniciativa (caminhada, sobretudo) que emparceirou a Academia Desportiva de Arcos de Valdevez, a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal. 

O grupo de 38 “aventureiros” que completou a distância mais longa, 28 km e 1600 metros de elevação acumulada, teve de vencer um percurso bastante técnico e exigente fisicamente, afinal, uma situação normal para uma prova com este perfil.

Mas, para além da extensão e do desnível, a natureza (que encantou os “atletas”…) colocou outros obstáculos, principalmente na parte em que a dureza da serra de Soajo era um pouco mais concentrada, nada que tivesse assustado os participantes, já habituados a estes desafios, ultrapassados com uma preparação adequada (treino) e com recomendações específicas (nutrição, hidratação e equipamento apropriado).

Atualmente, o trail é o desporto ao ar livre que mais tem crescido. Em Portugal, a modalidade também tem tido uma evolução exponencial, havendo cerca de 300 mil associados da Associação Trail Running Portugal, mas o número de praticantes é superior. Há seis anos, eram realizados cinquenta eventos por ano no país, atualmente, já são mais de trezentos, mais do que as provas de atletismo de estrada.

No fim, sobrou a conclusão de que Soajo, como já se tinha visto por ocasião das etapas do Peneda-Gerês Trail Adventure, oferece, sem dúvida, as condições ideais para a realização de provas de trail, tendo tudo o que é necessário para ser um dos “santuários” da modalidade.

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