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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

O pão-de-ló de Soajo vai ser um dos 44 expositores da décima edição do Festival de Felgueiras, que se realizará no próximo fim de semana (13 e 14 de abril). Visto como “o maior festival do pão-de-ló” de Portugal, o evento é uma oportunidade para o famoso doce embaixador de Soajo expandir o seu nome numa localidade onde o produto é vendável o ano todo.

Segundo a organização, para além de Felgueiras e Arcos de Valdevez, a realização contará com representantes dos concelhos de Alfeizerão, Amarante, Arouca, Aveiro, Barcelos, Braga, Cabeceiras de Basto, Castelo de Paiva, Évora, Lamego, Ovar, Santa Maria da Feira, Santarém, Trofa, Vila Nova de Famalicão e Vizela, sem esquecer os doces, chás e licores da Madeira e dos Açores.

No recinto, poderão ser degustados doces de 12 países estrangeiros, nomeadamente Espanha, França, Polónia, Brasil, Colômbia, Venezuela, Índia, Japão, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

O vasto programa cultural inclui concertos (Miguel Gameiro é o músico cabeça-de-cartaz), visitas guiadas ao património edificado, uma recriação histórica e sessões de cozinha ao vivo.

Realiza-se, no fim de semana de 13 e 14 de abril, no Largo do Eiró (vila de Soajo), o primeiro Mercado de Primavera. O evento promete aliar o tradicional (e rico) cabaz de produtos da Terra a um diversificado programa de animação para os vários públicos.

Os visitantes terão ao seu dispor, a preços convidativos, um alargado leque de produtos da endogenia, entre compotas, licores, doces, mel, têxteis, acessórios de moda, artigos de artesanato e sabonetes biológicos, para além de uma mostra de pinturas e um espaço de venda de artigos em segunda mão. Participarão nesta realização mais de uma dezena de expositores, a maioria de Soajo.

A feira, sob iniciativa de Marta e Daniel Couto (I Heart Soajo), e com o apoio da Junta de Freguesia de Soajo e da Câmara Municipal, estará de portas abertas a partir das 10.00, de sábado e domingo – o próximo fim de semana, tudo indica, caso se confirme a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, não será molhado.

Eis o programa completo:

. 13 de abril (sábado) – Abertura do Mercado (10.00); ação de limpeza no centro da vila de Soajo através de grupos de voluntários, com atribuição de prémios às três equipas que recolherem mais lixo (10.00); workshop “Decoração de Páscoa” para miúdos e graúdos (10.30); jogos e brincadeiras de Páscoa (15.00); aula de ginástica para todas as idades (17.00); canto das cruzes a partir do adro da Igreja de S. Martinho de Soajo (21.30); atuação musical com os galegos “Blues do País”.

. 14 de abril (domingo) – Abertura do Mercado (10.00); trilho do pão e da fé (10.00); jogos de Páscoa (15.00); roda de dança com a participação dos elementos do Rancho Folclórico das Camponesas da Casa do Povo da Vila de Soajo (16.00); cantares com a participação do Rancho Folclórico da Associação de Vilarinho das Quartas.

A Câmara Municipal, reunida no passado dia 27 de março, aprovou a celebração de um protocolo com a Junta de Freguesia de Soajo, prevendo um apoio de 30 mil euros para ajudar a financiar intervenções na rede de acessibilidade. A proposta será apreciada e votada na próxima Assembleia Municipal.

De acordo com o plano de atividades para o ano em curso, estão programados trabalhos em vários caminhos (Caldeiras, Largo da Varziela e Teso) e ruas (Lameira), para além de arranjos em calçadas e muros de suporte nos lugares de Adrão, Paradela e Várzea.

Supletivamente, o Município concederá à Junta um apoio de 12 540 euros para limpar e conservar caminhos vicinais.

Um aviso publicado em Diário da República, no passado dia 20 de março, anuncia que a gigante de ferro australiana Fortescue Metals Group Exploration (FMGE), uma das maiores produtoras mundiais de minério de ferro, “requereu a atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais” para a área de “Fojo”, localizada nos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção. A superfície total do pedido cobre 74,764 km2, sendo a serra de Soajo uma das áreas a pesquisar.

A região do Alto Minho, descrita como de elevado potencial na estratégia nacional do lítio, entrará, conjuntamente com outras dez zonas do Norte e Centro de Portugal, no concurso público internacional, para prospeção de “ouro, prata, chumbo, zinco, cobre, lítio, tungsténio, estanho e outros depósitos minerais, ferrosos e minerais metálicos associados”.

Segundo o “Resumo não técnico”, disponível no portal da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o pedido de direitos de prospeção e pesquisa na área denominada “Fojo” e nas restantes, por parte da FMGE, tem como estratégia fundamental a necessidade de “conhecer os recursos minerais existentes em Portugal […] e as ocorrências mineralógicas do lítio numa área bem mais vasta do que aquela que o Estado pretende levar a concurso”. Contas feitas, e por enquanto, 1100 km2 é a extensão de área a pesquisar já devidamente mapeada em Portugal, mas o grupo australiano pretende alargar a concessão a outras 22 áreas.

De acordo com o jornal Público, o objetivo da tutela, a quem compete a atribuição de licença administrativa, é o de valorizar as propostas com “capacidade de assegurar que toda a cadeia fica no território nacional”, desde a extração do minério até à sua transformação em carbonato de lítio.

A empresa Fortescue, que se apresenta “focada na sustentabilidade de longo prazo no negócio de minério de ferro”, diz aguardar “com expetativa” o avanço dos vários pedidos de prospeção e pesquisa que fez em Portugal”, com o pensamento centrado em “oportunidades globais de depósitos minerais que suportem o crescimento da procura por materiais de bateria, incluindo a propeção de lítio”.

No documento não técnico, acrescenta-se que é “política” da FMGE atender às “múltiplas dimensões dos recursos geológicos (económica, cultural, histórica e social), de modo a contribuir para o desenvolvimento regional e para a criação de emprego, promovendo o bem-estar económico, social e ambiental das populações”. E, no ponto III, refere-se que a FMGE “valoriza o relacionamento com as principais interessadas, trabalhando em conjunto para atuar de maneira positiva e criar oportunidades para as comunidades locais, para o meio ambiente e para os sistemas económicos em que opera”.

Em relação ao “impacto ambiental”, a FMGE “compromete-se […] a adotar uma abordagem eminentemente preventiva”, para “minimizar, mitigar e remediar os impactos ambientais decorrentes da sua atividade”.

Segundo o aviso n.º 4722/2019, assinado pela subdiretora-geral, Cristina Lourenço, da DGEG, os interessados pela concessão na área de “Fojo” podem apresentar propostas contratuais, bem como reclamações fundamentadas, até 19 de abril.

 

Dois requisitos para contrato de exploração

  1. O caderno de encargos, segundo o jornal Público, obriga a empresa vencedora do concurso a apresentar todos os anos planos de intervenção.
  2. O Governo quer as autoridades competentes na área de geologia a fazer monitorização permanente dos trabalhos.

    Imagens: Direção-Geral de Energia e Geologia

O grupo de sete soajeiros que assumiu, há meses, a missão de angariar donativos para as obras na Casa de Cova, na serra de Soajo, já encetou várias diligências com o objetivo de proceder à reabilitação da famosa casa abrigo.

Para ajudar a custear a intervenção (cobertura e benfeitorias no interior), vai ser solicitado apoio financeiro a instituições da freguesia e, previsivelmente, à Câmara Municipal.

Entretanto, por iniciativa de Miguel Rodas, a comissão, sem qualquer custo, já conseguiu apetrechar a casa com diverso mobiliário, entre estrados, por gentileza da Carpintaria Pinto & Pintos, e um conjunto de oito camas, oferta do coronel de cavalaria José David Talambas, comandante do Regimento de Cavalaria n.º 6 de Braga, e do sargento Dinis Ferreira, chefe de logística, tendo o transporte da preciosa mobília de pernoita sido assegurado, graciosamente, pela firma Publivez.

Depois de a comissão tornar pública a vontade de recuperar o imóvel, estão, pois, a ser dados passos decisivos com a finalidade de beneficiar a Casa de Cova, que faz parte do património existencial da comunidade soajeira.

Para além de Miguel Rodas, o grupo da sociedade civil é constituído por Manuel Carvalho, Manuel José Rouceiro, Lourenço Morgado Couto, Manuel Morgado Couto, Manuel Neto de Sousa e Alexandre Cunha Rodas.

Fotos: Teresa Araújo e Soajo em Notícia

A Casa do Povo de Soajo recebeu, no passado dia 30 de março, a sessão “Arcos Convers@: (des)igualdades em foco”, debate aberto à comunidade, mas com reduzida participação. Em cima da mesa estiveram a ação social e a saúde, temas que se entrecruzam. O levantamento feito vai ajudar à elaboração de um plano de ação no âmbito da referida problemática.

A iniciativa, no contexto do plano da igualdade de género que o Município está a empreender, funcionou como um diagnóstico local em relação a um programa que pretende dar contributos para uma sociedade mais igualitária e sem discriminações.

A propósito, a vereadora Belmira Reis referiu que o objetivo da sessão foi o de “debater situações em que estivessem patentes ou não desigualdades de género nas suas diferentes vertentes”.

Por seu lado, no dizer das técnicas promotoras, este debate descentralizado teve em vista “saber como estamos em matéria de (des)igualdade e de discriminação para se encontrarem caminhos de melhoria”.

Desafiado a responder a uma das questões centrais do encontro – como está a freguesia de Soajo em termos de acesso aos cuidados de saúde? –, o presidente da Junta não escondeu o retrocesso do serviço que está a ser prestado à população: “Já estivemos muito melhor, já tivemos três doutores (numa altura em que havia mais gente também). Mas está a tornar-se cada vez mais difícil ter aqui um médico, agora só o temos durante um dia e meio por semana… E, no horizonte, não vejo grande possibilidade de ter outro médico, o que é muito mau para nós”, constatou Manuel Barreira da Costa, que criticou a retirada dos serviços de proximidade.

“Pouco a pouco, vamos ficando com menos serviços. Já fecharam várias instituições – banco, farmácia e em relação à escola não tenho grandes notícias, parece que em 2019/2020 ainda vai funcionar, mas talvez não para o ano letivo seguinte –, esperemos, ao menos, que a Extensão de Saúde de Soajo não feche”, alertou.

Os efeitos da política de abandono das terras do interior, ou com índices de interioridade, estão bem à vista de todos. A primeira consequência desta deslocalização é a dificuldade em aceder aos serviços de saúde, tornando-os mais onerosos, por sinal uma das principais críticas apontadas nesta conversa que decorreu no “coração” do Parque Nacional, que enfrenta o grave problema do despovoamento e de um saldo natural muito negativo.

“Uma terra como Soajo, onde morrem 25 pessoas no mínimo por ano e quando só nasce uma (ou duas) por ano, não tem grande futuro, e como a nossa freguesia estão quase todas”, constatou sem paninhos quentes o presidente da Junta.

Neste trabalho de diagnóstico, a equipa técnica pretendeu, ainda, avaliar o nível de acessibilidade que as pessoas portadoras de deficiência revelam na sua deslocação ao serviço local de saúde, assim como apurar se as instalações estão preparadas para esse efeito, para além de identificar qual o perfil do acompanhante (em termos de género, por exemplo).

Depois de Soajo, Távora e Aboim/Sabadim, o ciclo de debates termina esta sexta-feira, 5 de abril (pelas 21.00), no Bar da Casa das Artes de Arcos de Valdevez, versando, na circunstância, a temática da justiça (legislação).

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