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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Na sequência da reunião efetuada, no passado dia 8 de maio, pelo Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) Alto Minho com o presidente da ULSAM, o delegado de Saúde do Alto Minho, a diretora do Centro Distrital da Segurança Social e o comandante Distrital da Proteção Civil, com o objetivo de analisar o impacto da pandemia da Covid-19 no Alto Minho, o Conselho Intermunicipal da CIM Alto Minho decidiu que os municípios do Alto Minho não irão autorizar qualquer licença para romarias, festas e eventos similares que decorram até final do mês de setembro, face aos graves riscos de saúde pública associados à propagação da pandemia do coronavírus no Alto Minho.

Com esta deliberação, são canceladas as festas da vila de Soajo, bem como as romarias que, em circunstâncias normais, se realizariam nos vários lugares da freguesia, uma decisão que, no entanto, não deve ter apanhado de surpresa as comissões de festas. Em causa fica, de igual modo, a atividade das coletividades e dos ranchos folclóricos de Soajo.

De referir que os responsáveis distritais tiveram em consideração as orientações do Governo relativas à proibição de festivais e situações análogas até 30 de setembro, bem como as diretrizes da Conferência Episcopal relativas ao adiamento de festas, romarias e outras atividades similares também até 30 de setembro.

Foto | Arquivo do blogue Soajo em Notícia

O Município de Arcos de Valdevez vai promover um programa de apoio ao turismo através da compra de um “pacote” de dormidas no alojamento e de refeições na restauração, oferecendo os respetivos vouchers aos profissionais (médicos, enfermeiros, cuidadoras das IPSS, GNR, bombeiros…) que estiveram na “linha da frente” do combate à pandemia. “É uma forma de agradecimento, por parte de todos os arcuenses, pelo trabalho desenvolvido no período de emergência”, diz a edilidade.

 “A partir desta ideia, vamos articular com os restaurantes e os alojamentos com o intuito de operacionalizar o programa e, em simultâneo, sugerir um preço interessante para todos: noite em quarto duplo (duas pessoas) por 50 euros e jantar para duas pessoas por 30 euros (incluindo produtos locais). O objetivo é que o programa funcione entre junho e dezembro de 2020”, explica João Manuel Esteves.

Estão estimados 250 vouchers para dormidas e outros 250 vouchers para jantares, indo beneficiar um universo de mil pessoas. Em função do sucesso desta iniciativa, o executivo planeia organizar uma segunda edição.

À partida, a freguesia de Soajo, um dos principais polos turísticos do Alto Minho, tem vários espaços de restauração e de alojamento local elegíveis, assim os empresários e os promotores da iniciativa estejam sintonizados.

“Fatores favoráveis à retoma do turismo”

O Conselho Municipal do Turismo reuniu-se, na passada semana, para avaliar o impacto do surto pandémico no turismo com os olhos postos na recuperação. Os agentes do setor acreditam que, “com criatividade”, o concelho de Arcos de Valdevez apresenta “algumas características favoráveis à retoma”. O foco é o mercado nacional (e o da vizinha Galiza) e as campanhas arrancam este mês.

No entendimento dos vários parceiros, jogam a favor do relançamento do turismo neste concelho “fatores fortes” como “um território centrado no património natural e construído em espaço aberto”, “a desconcentração da visitação nos monumentos classificados”, a “dispersão do alojamento”, a “procura crescente das experiências de curta duração” e o “mercado interno e galego”.

Neste encontro, foi também definida a adesão do alojamento local e da restauração ao selo “Clean&Safe”, do Turismo de Portugal, certificado que reconhece as unidades comprometidas com as recomendações emitidas pela Direção-Geral da Saúde e pela Autoridade Turística Nacional. No setor do turismo, existe a perceção de que a segurança, a higiene e a disponibilização de espaços amplos serão elementos determinantes para vencer a batalha do regresso à “normalidade” com confiança.

Para ajudar justamente ao relançamento do alojamento e da restauração, estão em curso iniciativas como a produção de um vídeo promocional; o desenvolvimento do site “Visite Arcos de Valdevez”; a elaboração de desdobráveis com apelo às experiências e contendo propostas de roteiros; a instalação de painéis publicitários no Porto, em Vigo e em Ourense; a compra de campanhas promocionais em revistas da especialidade (Evasões, Volta ao Mundo…).

Já do ponto de vista cultural e da promoção ambiental, o Município tem vindo a fomentar conteúdos nas redes sociais e no site oficial, ao abrigo do programa “Cultura Online e Turismo Online”, com inserção de vídeos promocionais da Porta do Mezio, do Centro do Barroco e do Paço de Giela.

E Soajo?

Sem necessidade de investir na promoção, Soajo é conhecido pelos seus recantos e “tesouros”, da Eira Comunitária ao Largo do Eiró, do casario às calçadas, das paisagens naturais ao património edificado, da gastronomia aos produtos endógenos, das gentes aos usos e costumes, da História à cultura de cariz popular…

A provar isso, e sem qualquer cachê envolvido, a TVI emitiu recentemente uma reportagem sobre Soajo que atingiu grandes audiências, tal como aquela que o Porto Canal transmitira em dezembro de 2019.

A chuva que caiu ao longo do mês de abril reforçou o volume de armazenamento de água nas albufeiras que integram o Serviço Nacional de Informação e Recursos Hídricos.

A bacia hidrográfica do Lima registava no final do mês de abril uma reserva de água superior comparativamente ao último dia do mês anterior e também apresentava uma média superior de armazenamento face ao mês homólogo desde que há registos.

Segundo dados de 30 de abril de 2020, a albufeira de Soajo/Alto Lindoso continha uma disponibilidade hídrica bastante elevada (79,6% da capacidade útil ocupada).

Devido às restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus, a Casa do Povo da Vila de Soajo, em reunião da Direção ocorrida no passado dia 9 de maio, decidiu cancelar a festa de S. João no próximo mês e o convívio do emigrante em agosto.

Na discussão deste tema, prevaleceu entre os elementos presentes a necessidade de prevenção dos riscos de saúde pública associados à propagação da Covid-19.

Do atual mandato, iniciado em março último, nota de destaque para a quase conclusão da obra de reabilitação e ampliação de balneários, casas de banho e arrumos, bem como para a renovação do mobiliário, com otimização das condições físicas do espaço. O valor do investimento ascende a 26 mil euros, tendo o Município concedido um apoio de 11 mil euros.

Entretanto, sensível à suspensão da atividade do café concessionado, a Casa do Povo resolveu abdicar do valor da renda correspondente ao período em que o estabelecimento estiver encerrado ao público, no âmbito das medidas determinadas pelo estado de emergência e pelo estado de calamidade.

De acordo com o plano de regresso faseado da atividade económica, os cafés reabrem no próximo dia 18 de maio.  

O Município de Arcos de Valdevez, em articulação com a ACIAB e a Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, está a preparar um “programa de apoio às pessoas em situação de vulnerabilidade e ao comércio tradicional”, com o objetivo de relançar a economia circular. O programa foi aprovado pela Câmara esta sexta-feira (8 de maio) em reunião de Câmara e a ele podem aderir quer as pessoas carenciadas devido aos impactos da pandemia quer o comércio de proximidade, ramo de atividade onde Soajo tem uma forte representatividade, como a seguir se verá.

A ideia consiste em lançar um sistema de entrega de vales de compras, que só podem ser usados no comércio tradicional, nomeadamente em mercearias, lojas de produtos locais, talhos, lojas de roupa, papelarias e noutros estabelecimentos aderentes. O projeto chama-se “Vale de Compras Recontro” (assente no mesmo tipo de moeda introduzido em tempos no Mercado Municipal) e pretende incentivar compras no comércio de proximidade (bens de primeira necessidade como géneros alimentares, frescos, roupa, calçado e material escolar).

“Este é um programa excecional e temporário para apoio a pessoas que sofreram uma quebra superior a 20% do rendimento do agregado familiar, visando criar condições para que estas pessoas possam fazer compras no pequeno comércio, aliviando o efeito da pandemia e fomentando a economia circular”, diz o presidente da Câmara, acrescentando que, “sobre a perda do rendimento, será atribuído um apoio de 20%, valor complementado com 5% por cada filho”. Os limites de ajuda variam entre os 100 euros (valor mínimo) e os 250 euros (máximo).

As pessoas que vierem a beneficiar deste vale de compras podem adquirir bens até ao montante estabelecido, devendo entregar as respetivas faturas na Câmara, que procederá, de seguida, ao reembolso. A ideia é aumentar o poder de compra, com entrega física dos euros após a efetivação das compras. Ou seja, através deste vale de compras, o Município dá poder de compra às famílias, e estas, depois, utilizam o vale para comprar no comércio tradicional, desde a mercearia ao talho de Soajo (se forem espaços aderentes). “É um vale de compras que serve para adquirir o núcleo central de um cabaz”, sublinha João Manuel Esteves.

Mas, antes disso, terá de ser feita a avaliação dos interessados que vierem a submeter candidatura (online ou presencialmente no “Espaço Valdevez”) ao programa durante este mês de maio, devendo os candidatos apresentar os recibos de rendimento relativos aos meses de fevereiro e abril (para calcular a efetiva quebra de rendimento na fase crítica da pandemia), bem como a composição do agregado familiar.

Foto | madeinportugal560.blogspot.com

Desde que entrou em funcionamento a empresa Águas do Alto Minho (AdAM) tem sido notícia por irregularidades na faturação, aumento desproporcionado do custo da água, falhas clamorosas em estimativas, períodos de consumo imprecisos, cobrança de saneamento a utentes não ligados à rede e falta de resposta às reclamações.

Para memória futura, os eleitos de Soajo na Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez dividiram-se, há quase dois anos, na votação da proposta de adesão da Câmara à referida companhia. A favor da parceria votaram Manuel Barreira da Costa e Ivo Baptita (ambos do PSD), enquanto Jorge Lage (PS) e Sandra Barreira (CDU) rejeitaram a proposta. Mas a Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, com quarenta votos a favor, 14 contra e seis abstenções, autorizaria a Câmara a aderir à parceria entre o Estado português e sete municípios do Alto Minho com vista à gestão intermunicipal dos sistemas de abastecimento público de água e saneamento de águas residuais.

Na defesa da proposta, o presidente da Junta de Freguesia de Soajo justificou a sua posição com o facto de “haver uma atenção especial aos carenciados” e de estar prevista “uma entidade reguladora”.

“Espero que, com a empresa AdAM, as coisas venham a melhorar. Debatemo-nos com grandes problemas de água em Soajo, no verão do ano passado, todos os dias os camiões dos Bombeiros levaram água para Cunhas, Paradela e Adrão”, lembrou Manuel Barreira da Costa, antes de tecer alguns considerandos acerca da Assembleia de Freguesia de Soajo ocorrida poucas semanas antes.

“Falei sobre esta situação e ninguém me fez perguntas, as pessoas estão sensibilizadas, sabem que, se não houver aumento de uma maneira, haverá aumento de outra. E não haverá despedimentos de trabalhadores”, afiançou o presidente da Junta, que, no entanto, se esqueceu de dizer que a questão da água não integrou a ordem de trabalhos dessa sessão da Assembleia de Freguesia e, neste sentido, não foi colocada à votação dos eleitos, aos quais, de resto, não foi facultada qualquer documentação acerca desta matéria.

Para melhor contextualização, o blogue Soajo em Notícia recupera as declarações proferidas pelo presidente da Junta nessa Assembleia de Freguesia, justamente no dia a seguir ao encontro que juntou os autarcas de freguesia e o presidente da Câmara na sede do concelho.

“Nesta reunião, a grande maioria dos presidentes de junta era contra, mas, depois das voltas dadas pelo presidente da Câmara, penso que a maior parte ficou confusa. A água e o saneamento dão um prejuízo à Câmara na ordem dos 400/500 mil euros todos os anos e, portanto, ou eles constituem a parceria […] ou a Câmara Municipal terá de aumentar o preço da água entre 28% e 30% em relação ao tarifário atual. Ora, fazendo as contas, não sei como é que estaremos melhor”, afirmou Manuel Barreira da Costa na Assembleia de Freguesia, dando a entender que vários colegas terão ficado com a perceção de que, afinal, havia bons motivos para a agregação dos sistemas de água.

Para além disso, o autarca de Soajo revelou aos eleitos e populares presentes na sala do Centro Social e Paroquial que “os presidentes de junta perguntaram [a João Manuel Esteves] se essa empresa não ia fazer o saneamento também, mas isso está fora de questão, eles só vão pegar naquilo que existe […]. Infelizmente, fiquei a saber que o saneamento não é para já nos lugares de Soajo. Lembrei ao presidente da Câmara que temos um projeto já feito, somos uma Área Protegida, e nas áreas protegidas devia haver saneamento, e o senhor presidente até disse que era verdade”, contou Manuel Barreira da Costa, na referida sessão ordinária da Assembleia de Freguesia.

Pesando a dialética política no prato da balança, era aguardada com alguma expetativa a posição de voto do presidente da Junta de Freguesia (e deputado por inerência de funções) na Assembleia Municipal de 29 de junho de 2018, o qual optou por aprovar a proposta de concessão da água, ao contrário da secretária da Junta e deputada, Sandra Barreira, que rejeitou a constituição da parceria.

Foto | JN

De acordo com a Delegação de Saúde distrital, estavam apurados, no dia 4 de maio, 74 casos de coronavírus no concelho de Arcos de Valdevez: 41 infetados ativos, 24 recuperados e nove óbitos.

A exemplo do que tem sucedido noutros concelhos do Alto Minho, como é o caso de Melgaço, os lares de terceira idade representam a maior parte das fatalidades nos Arcos, com sete óbitos (todos utentes), o equivalente a 77,7% dos mortos por Covid-19, surgindo destacada, pela negativa, a estrutura residencial para idosos do Centro Paroquial e Social de Santa Maria de Grade, com cinco óbitos. No Lar Vilagerações, da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, há dois falecimentos a lamentar devido ao vírus SARS-CoV-2 (novo coronavírus).

Sem dúvida que a aglomeração de pessoas, com várias patologias, favoreceu a propagação e a severidade da doença, mas muitos utentes que adoeceram nestas estruturas residenciais já recuperaram ou estão a recuperar.

De referir que as duas vítimas deste concelho com idade menos avançada contavam com 62 e 71 anos.

Concelhos do Alto Minho com mais e menos infetados

Os concelhos do Alto Minho com mais casos confirmados até ao dia 4 de abril eram Viana do Castelo (163 infeções), Monção (105), Melgaço (81) e Arcos de Valdevez (74).

No polo oposto, estão Paredes de Coura (nove casos), Vila Nova de Cerveira (nove), Valença (sete) e Ponte da Barca (seis).

Até à data de 4 de maio, tinham sido registados no Alto Minho 526 casos de infeção, com 351 infetados ativos, 130 recuperados e 45 óbitos.

O Governo prorrogou até ao dia 31 de maio o prazo para que os proprietários limpem os seus terrenos, no âmbito das medidas de prevenção de incêndios rurais. A decisão de alargar o calendário teve em consideração a situação de pandemia que se vive há alguns meses.

Segundo a lei do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, após o prazo para assegurarem a gestão de combustível florestal, os proprietários ficam sujeitos a coimas, em caso de incumprimento, que variam entre 280 e 120 mil euros.

Segundo o Ministério da Administração Interna, a GNR vai, entretanto, prosseguir a Operação Floresta Segura 2020, “que permitiu já a realização de 3330 ações de sensibilização, que alcançaram 53 871 pessoas”.

Limpeza das faixas de gestão de combustível

Entretanto, a brigada de sapadores dos Baldios de Soajo está a proceder à limpeza das faixas de gestão de combustível no âmbito da política de prevenção de incêndios. Para além da operação de limpeza nas imediações de casas (e da estrada), estão previstas intervenções dentro das vedações.

Como a lei determina, a equipa de sapadores tem criado faixas de proteção de cinquenta metros à volta das casas (e outras edificações) em área baldia.

Complementarmente, no contexto das intervenções territoriais integradas, e ao abrigo dos apoios zonais de caráter agroambiental, estão em execução 37 hectares de limpeza no espaço confinante ao “Triângulo do Mezio”.

Foto: Jornal Expresso

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