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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.


Segunda-feira, 03.12.18

Moeda dos espigueiros "é uma obra de arte que representa a força de Soajo”

IMG_7910A moeda de coleção “Espigueiros do Noroeste Peninsular”, da série Etnografia Portuguesa, da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), foi apresentada na Casa do Povo de Soajo, no passado dia 1 de dezembro. O presidente do Conselho de Administração da INCM, Gonçalo Caseiro, referiu-se à moeda como uma “obra de arte” e uma “forma de comunicação extraordinária” sobre os costumes populares da região.

Foi com o propósito de celebrar a etnografia portuguesa que a INCM e o Museu Nacional de Etnologia iniciaram – em 2013 – um plano de seis moedas dedicadas a outras tantas tradições: arrecadas, jugos, bordado de Castelo Branco, figurado de Barcelos, os coretos de Trás-os-Montes e os espigueiros.

O desenho desta sexta moeda, da autoria de Isabel Carriço (com ligações à freguesia do Vale) e Fernando Branco (com antepassados em Ermelo e Soajo), obrigou a muito trabalho técnico. “Foi a nossa 24.ª moeda, mas foi a mais difícil até hoje. Foi trabalhoso manter o ponto de fuga da perspetiva, valeu que um arquiteto [Fernando Branco] tem mais noção deste ponto”, disse Isabel Carriço, acrescentando que o trabalho dos dois (casal) “é feito de modo partilhado”.

Para além da exigência técnica, esta moeda consagra um produto inovador no processo numismático. “Concretizámos a ideia de termos os espigueiros figurados na primeira moeda com o escudo português simplificado (só com as Quinas) a cores. Para mim, o Minho é azul e branco, foi aqui que nasceu a primeira bandeira portuguesa. É uma homenagem também a isso”, contextualizou Isabel Carriço.

“Satisfeito” pelo acolhimento, o presidente do Conselho de Administração da INCM desenhou, de igual modo, uma analogia a respeito dos monumentos que são “magníficas obras de arte e engenho”. “Esta moeda de coleção, comemorativa, não serve para circular e para fazer pagamentos, é, sim, uma obra de arte que anda nas nossas mãos e é uma forma de celebrarmos e comunicarmos a nossa cultura e o nosso património”, sublinhou Gonçalo Caseiro.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal assinalou que, a partir de agora, “a moeda dos espigueiros transporta uma imagem que representa a força de Soajo, […] sem dúvida, a melhor forma de homenagear a Eira dos Espigueiros, o símbolo da nossa cultural tradicional”, cuidadosamente retratado nesta moeda de coleção que pode ser comprada em instituições de crédito e nas tesourarias do Banco de Portugal.

Com uma emissão limitada (60 mil moedas normais, 2500 de prata e 2500 de ouro), a peça foi muito procurada nesta cerimónia de apresentação pública – foram adquiridas trezentas moedas correntes (em cuproníquel) com acabamento normal (2,5 euros de valor facial) e trinta de prata com acabamento proof (45,51 euros cada). E houve quem reservasse, no ponto de venda improvisado, a de ouro (890 euros), mas, por falta de provisão da INCM, não foi possível adquiri-la em Soajo.

De resto, alguns dos presentes também levaram para casa o livro Caretos e Coretos – Tradições Populares em Portugal (edição da Imprensa Nacional e Museu Casa da Moeda), relativo à série “Etnografia Portuguesa”. No capítulo que mais interessa à comunidade local, é dito que as edificações para armazenamento do milho são “construções de grande perfeição, feitas inteiramente de pedra”, material que, segundo Jorge Dias e Veiga de Oliveira (na obra Espigueiros Portugueses), confere a estes pequenos monumentos “um aspeto inconfundível, ao mesmo tempo bárbaro e inconfundível”.

 Cantares de Soajo

Depois da troca de lembranças, subiu a primeiro plano a expressão musical com as Fiadeiras e as Cantadeiras, preciosas guardiãs da identidade e do património imaterial de Soajo.

 ***

Citações

. “A série Etnografia Portuguesa vai perto da cultura popular. A moeda que celebra os espigueiros é uma obra de arte que cabe no porta-moedas e que podemos oferecer”. (Gonçalo Caseiro, presidente do Conselho de Administração da INCM)

. “A moeda alusiva aos espigueiros reforça o orgulho que temos na nossa Terra. Este ato é um marco da História […] e consolida a vontade de passar o testemunho aos nossos descendentes”. (João Manuel Esteves, presidente da Câmara Municipal)

. A cunhagem da moeda alusiva aos nossos espigueiros, classificados como Imóvel de Interesse Público desde 1983, vem perpetuar a nossa identidade. Falar dos espigueiros […] é, sem dúvida, fazer referência à ancestral solidariedade do nosso povo”. (Manuel Barreira da Costa, presidente da Junta de Freguesia de Soajo)

. “É uma honra vir a Soajo, terra que conheço há muitos anos. Mas o desenho dos espigueiros foi uma boa razão para cá vir. […] E lembrem-se de que não há segunda emissão da moeda”. (Isabel Carriço, coautora do desenho da moeda)

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IMG_8137Fotos: Soajo em Notícia e António Neto

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por Soajo em Notícia às 18:43

Sexta-feira, 30.11.18

Convívio em Adrão

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A Associação Desportiva e Recreativa de Adrão organiza, no próximo domingo, 2 de dezembro (meio-dia), um almoço de sarrabulho.

Em foco, estarão os hábitos gastronómicos alicerçados nas tradições da Terra.

O convívio à mesa realiza-se na sede da referida coletividade.

Foto: Bracara Wine

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por Soajo em Notícia às 18:38

Quarta-feira, 28.11.18

Casa do Povo acolhe apresentação da moeda com os espigueiros de Soajo

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A moeda de coleção “Espigueiros do Noroeste Peninsular”, referente à série Etnografia Portuguesa, cunhada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, vai ser apresentada no próximo sábado, 1 de dezembro (pelas 16.30), na Casa do Povo de Soajo.

No dizer dos escultores, Fernando Branco e Isabel Carriço, o objetivo desta coleção é “projetar o nome do Minho”.

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por Soajo em Notícia às 18:35

Terça-feira, 27.11.18

Rancho de Vilarinho levou cultura soajeira a Lisboa

46958020_1902062733180263_4988994484449574912_nO Rancho Folclórico de Vilarinho das Quartas participou na festa de encerramento dos 95 anos da Casa do Minho em Lisboa no passado dia 24 de novembro.

Nessa data, comemoraram-se, simultaneamente, as Bodas de Diamante (75 anos) do Rancho Folclórico anfitrião.

O grupo soajeiro, com os seus belíssimos trajes, elevou, assim, bem alto as tradições e a excelência do folclore alto-minhoto na região de Lisboa (antigo Museu dos Coches).

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46733057_1902061746513695_7322934379439718400_nFotos: Rancho Folclórico de Vilarinho das Quartas, Sérgio da Fonseca e RFP TV Rádio do Folclore Português

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por Soajo em Notícia às 18:34

Segunda-feira, 26.11.18

ADERE apresentou Plano-piloto do Parque Nacional. Soajeiros apresentaram necessidades para futuros projetos

imgpsh_fullsize (5)O salão S. José do Centro Social e Paroquial de Soajo acolheu, no passado dia 24 de novembro, a primeira de 25 sessões públicas de apresentação do Plano-piloto do Parque Nacional que a ADERE vai desenvolver em outros tantos núcleos rurais desta Reserva (que cobre cinco concelhos).

A administradora delegada da ADERE, Sónia Almeida, começou por apresentar os 11 projetos adstritos ao referido Plano, dos quais fazem parte o Restauro da mata do Mezio (a operação está parada, por rescisão de contrato com a empresa contratada) e o Restauro da mata do Ramiscal (a decorrer de acordo com as melhores expetativas).

De seguida, os 25 soajeiros presentes, repartidos por vários grupos de trabalho, apontaram, por escrito, um conjunto necessidades com vista ao desenvolvimento de projetos a abraçar, eventualmente, pela ADERE, no âmbito do próximo quadro comunitário.

Deste levantamento, resultaram como propostas convergentes as seguintes (a ordem, aqui, é aleatória): criação e recuperação dos antigos viveiros; limpeza de trilhos; arranque de eucaliptos; fornecimento de plantas para (re)florestação, criação de pontos de água para combate a incêndios; recuperação de património construído (casas florestais, moinhos, espigueiros, fontenários, lavadouros, calçadas…); sinalização dos montes; criação do núcleo museológico; e trabalho de articulação entre brigadas CNAF, equipas de sapadores dos Baldios e Junta de Freguesia.

A iniciativa, embora pouco participada, reforçou a ideia, já transmitida noutras reuniões do género, de que há um longo caminho a fazer para recuperar os habitats naturais destruídos pelos incêndios e para valorizar a floresta.

***

Os 11 projetos do Plano-piloto

Projeto 1 – Restauro da mata do Mezio

Projeto 2 – Restauro da mata do Ramiscal

Projeto 3 – Programa de prevenção estrutural e conservação da mata do Gerês

Projeto 4 – Ordenamento e sustentabilidade da Zona de Proteção Total da mata de Albergaria

Projeto 5 – Informação e participação socioeconómica dos agentes locais

Projeto 6 – Conservação das populações autóctones de pinheiro-silvestre do PNPG

Projeto 7 – Conservação das florestas mediterrânicas do teixo

Projeto 8 – Melhoria da cobertura da rede móvel

Projeto 9 – Expansão e melhoria de habitats prioritários e vegetação autóctone

Projeto 10 – Revitalização dos setores produtivos tradicionais

Projeto 11 – Equipas e equipamentos para complementar a ação do CNAF

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por Soajo em Notícia às 18:32


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