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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

A estação de tratamento de águas residuais (ETAR) em Novás, cuja exploração e gestão passou para as mãos da sociedade Águas do Alto Minho, no âmbito do contrato de concessão do sistema de águas, continua a funcionar com as "anomalias do costume", dizem vários populares. Na passada terça-feira, as águas pútridas que transbordavam do reservatório corriam pelo caminho público até à valeta da estrada principal, como se de água de rega se tratasse.

Consequência disso na zona respirava-se um ar fétido e, no solo, saltava à vista o aspeto asqueroso do esgoto, o pior cartão-de-visita que se pode oferecer a quem chega à localidade que é o verdadeiro “coração” do Parque Nacional. Mas o cheiro nauseabundo já é recorrente para os soajeiros, apesar dos vários desmentidos públicos.

Em 2018, o presidente da Câmara, interpelado pela deputada municipal Sandra Barreira (CDU), sobre uma ocorrência análoga, negou a existência de “maus cheiros” na zona. “A mim, sempre me cheirou bem em Soajo, não sei onde é que foi buscar isso, nem onde é que isso aconteceu, é alguma coisa que temos de descobrir um dia, não sei onde é que isso é”, disse João Manuel Esteves, admitindo, depois, ter conhecimento, apenas, de uma situação que remontava “há muitos anos, junto à ponte, na estrada que vai para Vilarinho das Quartas – alguém que tem um problema, porque a casa está muito perto [da estação], e reclama do cheiro, mas fomos lá várias vezes, e não encontrámos razão para tanta reclamação”, objetou o autarca social-democrata.

Em tempos mais recentes, o presidente da Câmara, confrontado com o mesmo problema, sublinhou que havia “situações que já estavam reportadas e devidamente localizadas, existindo queixas sobre despejos para águas pluviais e águas de rega”, sugeriu João Manuel Esteves.

Além da rejeição de águas residuais para o ambiente, a infraestrutura, segundo opinião geral, "carece de manutenção por parte da empresa gestora da rede". A provar isso, os silvados crescem pela vedação e a vegetação herbácea (e arbustiva) pulula tanto no interior como no exterior do recinto.

Nota | Fotos tiradas terça-feira, 14 de julho.