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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

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No passado dia 22 de fevereiro, a Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez aprovou, por unanimidade, uma proposta de delimitação de área de reabilitação urbana (ARU) no aglomerado da vila de Soajo. Apesar de votarem a favor, os deputados Jorge Lage (PS) e Sandra Barreira (CDU) defenderam a necessidade de alargar a área a intervir.

Sobre esta reivindicação o presidente da Câmara Municipal lembrou que as ARU cumprem determinados critérios. “A ARU de Soajo […] diz respeito a uma área de grande valor patrimonial e cultural de conjunto ou singular, tendo sido objeto de estudo e ordenamento com vista à elaboração de planos de pormenor”, explanou João Manuel Esteves.

Os objetivos delineados para esta proposta, no dizer do executivo, são “melhorar a imagem urbana”, “promover a reabilitação urbana”, “valorizar o património que temos (elementos culturais e paisagem)”, “garantir a funcionalidade” e “criar incentivos para ações de reabilitação”.

Estes incentivos englobam as obras dentro dos respetivos espaços, com o IVA a baixar de 23% para 6%, bem como diminuição de IRS, reduções e isenções de IMI e IMT, durante um certo período de tempo, e reduções, em 50%, de taxas municipais, licenciamentos e operações urbanísticas.

A deputada soajeira Sandra Barreira congratulou o executivo em relação à proposta de ARU, embora a mesma peque por ser tardia”, considerou Sandra Barreira, que advogou a “criação de mecanismos para abranger mais património”.

Já o deputado Jorge Lage justificou, com detalhe, a sua posição. “Votei a favor, sob algumas reservas, e, ao contrário do que alguns possam pensar, Soajo não é privilegiado, e temos de ver que freguesias como Soajo, Cabreiro e Miranda, que ficam distantes da sede do concelho e não beneficiam de polos industriais, têm de ser mais apoiadas na vertente do turismo, mas o que acontece é que em Soajo há um conjunto de atrações extremamente interessantes, só que por lá perduram os caminhos de cabras, caso do acesso à ponte da Ladeira (Romana)”, lamentou Jorge Lage, que “caricaturou” a realidade vigente. 

“Senhor presidente da Câmara, os investimentos que vai fazendo na vila de Soajo são ao nível micro, com tendência para o infinitésimo, enquanto na vila de Arcos de Valdevez a situação é oposta, o investimento é feito ao nível macro, com tendência para maximizar quase tudo”.

Por seu lado, o presidente da Junta de Soajo elogiou a oportunidade do projeto de ARU, antevendo resultados visíveis na “reabilitação de edifícios e do tecido urbano”, com impacto na dinamização da “atividade social, cultural, económica e turística”.

Supletivamente, Manuel Barreira da Costa, do PSD, recomendou o alargamento do prazo de isenção de imposto para os moradores do Parque Nacional (PN).

“Em tempos, nos anos oitenta do século passado, os residentes do PN pagavam 50% do imposto, depois, […] foi-lhes retirado esse privilégio… No sentido de incentivar a recuperação do património, recomendo que os três anos de isenção passem para dez, esta medida seria muito mais atrativa para as pessoas que querem investir”, defendeu o autarca.