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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

No passado domingo, foi inaugurado, de modo inédito, um dos polos da bienal D’Art-Vez, na Casa do Povo da Vila de Soajo. O tema deste ano é o tempo e a obra do escritor Francisco Teixeira de Queiroz, mas a mostra com 14 trabalhos reflete uma grande variedade de tópicos à margem do tema-âncora. A exposição estará patente até 26 de janeiro do ano que vem.

Desde 1994 que a iniciativa D’Art-Vez é dedicada às diversas expressões de arte e 2019 não é diferente. A 12.ª edição do festival reúne trabalhos de 120 artistas (nacionais e internacionais), um dos quais da soajeira Rosa Adriaco, autora de um quadro exposto na Casa das Artes. De uma forma ou de outra, a maioria sublinha o incessante diálogo que a escrita mantém com a pintura, os lugares, as gentes, as paisagens e as transformações do mundo.

No lançamento da iniciativa no salão da Casa do Povo, o curador António João Queiroz Aguiar sublinhou que a mostra em Soajo concretiza o desafio da “descentralização”, sendo esta uma estreia da D’Art-Vez em terras soajeiras. “A arte tem de ir ao encontro das pessoas e vice-versa, por isso, temos uma série de autores portugueses e estrangeiros (Polónia, Espanha…) que tiveram o carinho e a gentileza de virem para Soajo”.

Na sua alocução, o presidente da Junta de Freguesia de Soajo felicitou a organização e os artistas pela exposição patente na Casa do Povo, elogiando o facto de se “terem lembrado de nós […] e de ser dado uso a uma sala que deve servir para estes eventos, espalhando [e promovendo] a nossa cultura e as nossas tradições. Infelizmente, nem sempre é como deve ser, mas com o tempo lá iremos”, ressalvou Manuel Barreira da Costa.

Pela Câmara, à qual a artista Cloé (de Fafe) ofereceu uma boneca, o edil João Manuel Esteves salientou que “a arte tem de fazer parte do processo de desenvolvimento do território, porque nós não podemos viver só de estradas, de edifícios, de água e de saneamento, temos de viver também de cultura, que é, antes de mais, aquilo que nos diferencia e que permite a cada um de nós ter a sua participação no processo de preservação e transmissão do património material e imaterial dos antepassados. E o que a D’Art-Vez faz é despertar as atenções e provocar um conjunto de pessoas, daí que se tenha criado este roteiro cultural feito de paisagens e de gente […] para que se aproveite a viagem a Soajo como fonte de inspiração”.

Quem é a artista de Soajo?

Como já se disse, Rosa Adriaco, 61 anos, é um dos 127 nomes de artistas com trabalhos representados nesta bienal. Natural do Campo Grande (da família dos Esteves), Rosa emigrou com 11 anos para França, onde cedo se apaixonou pela arte e desde a sua adolescência que foi fazendo o seu caminho como autodidata.

Entretanto, Rosa Adriaco, “já em idade adulta, frequentou diversos ateliês de pintura em França”. Em 2000, “muda-se para o sul de França e frequenta, durante cinco anos, a Escola de Belas Artes de Perpignan, onde teve a oportunidade de aperfeiçoar diversas técnicas e estilos”, lê-se na nota biográfica do livro associado à bienal de 2019.

Ao blogue Soajo em Notícia, a artista explica na primeira pessoa a génese da sua criação artística. “Comecei com a técnica a óleo, mas, por ser uma técnica mais lenta a trabalhar a tela, optei, depois, por outras ligadas a materiais como acrílico, pastel, tintas e aguarela”.

Diz-se influenciada pelos “nomes incontornáveis da arte mundial, como Picasso, Salvador Dalí e outros”.

A artista expõe desde 2001, tendo no currículo várias participações em exposições individuais e coletivas (mais em França do que em Portugal).

Rosa Adriaco não faz da arte um ofício a tempo inteiro, “é um mero passatempo”.

Magusto

Depois de inaugurada a exposição, a Casa do Povo promoveu o seu tradicional magusto, com a oferta de castanhas assadas, acompanhadas de vinho, em clima de grande confraternização.