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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

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Reunida, em sessão extraordinária, no passado dia 20 de abril, a Assembleia de Compartes da Freguesia de Soajo decidiu, por maioria, delegar poderes no Conselho Diretivo, para realizar candidaturas e protocolos de interesse para os Baldios com as entidades que colaboram com os mesmos, nomeadamente IFAP, ICNF, Câmara Municipal, Segurança Social, IEFP, ADERE, PN e Junta de Freguesia. Esta votação, com mais de noventa votos a favor e quatro abstenções, anulou o “chumbo” do passado dia 12 de abril.

“O mais natural era que a primeira votação prevalecesse… Afinal, o povo votou e decidiu… Só que esta deliberação, por ser tão lesiva dos interesses dos soajeiros, levou as pessoas a pedirem, com urgência, uma nova Assembleia”, contextualizou Cristina Martinho.

E foi no seguimento de um abaixo-assinado (com data de 15 de abril), subscrito por um conjunto de “detentores de explorações agrícolas da freguesia de Soajo”, que o presidente da Mesa, António Brasileiro, convocou, em poucos dias, uma Assembleia de Compartes extraordinária, para discutir e votar, pela segunda vez, o polémico ponto da Ordem de Trabalhos.

No lançamento da discussão, que chegou a ter momentos bastante acalorados, o comparte António Cerqueira alegou que, “sem o Plano de atividade aprovado, o Conselho Diretivo não deveria pôr à votação as entidades todas, em conjunto, para evitar problemas”, sugerindo que fosse apresentado “outro Plano de Atividades” ou, em alternativa, que se votassem “as entidades em separado”. Acrescentou, na circunstância, que “foi por tal motivo que votámos contra esse ponto na Assembleia de 12 de abril”, justificou-se.

Na resposta, a presidente do Conselho Diretivo acusou o queixoso e os aliados deste de taticismo por terem “prejudicado mais de setenta pessoas”. “O Plano de atividades está aqui, posso apresentá-lo dez vezes, mas os mesmos de sempre vão buscar os mortos a casa para o ‘chumbar’ uma e outra vez. Há várias maneiras de brincar com a situação, é muito fácil arranjar pessoas e votar contra isto ou aquilo. Aliás, isto resulta da ameaça que o senhor Barreira da Costa difundiu – ‘cá se fazem, cá se pagam’. Não andem a brincar com as pessoas, não andem a induzir as pessoas em erro. […] Eu tenho mais que fazer. Mas, se os compartes presentes quiserem votar o Plano de atividades, o documento está aqui e eu faço novamente a sua apresentação”, sublinhou Cristina Martinho, detalhando, de seguida, o teor do ponto único da ordem de trabalhos.

“As pessoas esclarecidas sabem que a redação deste ponto é sempre igual. Temos protocolos com as entidades mencionadas, a única coisa que coloquei, até porque me parecia mal não colocar, foi o protocolo com a Junta de Freguesia, entidade que não quer fazer protocolos connosco, algo sabido por todos, mas eu quero, e na esperança de que haja um protocolo para o coberto das viaturas, que são de nós todos, democraticamente eu coloquei”, salientou Cristina Martinho.

À margem da exaltação que marcou esta Assembleia, o comparte João Pereira deu a sua versão sobre as implicações do ponto que dominou a discussão. “Em reunião havida em 2015, foi dada autorização para que se fizessem estes protocolos com uma duração de cinco anos… Sendo assim, o que esteve em causa na reunião de 12 de abril foi tão-só a renovação por mais um ano. [Com a deliberação que dela resultou], sim, concordo que há dez famílias que vão à vida [dez sapadores que perdem o emprego], mas nós […], desde que os Baldios nos entreguem a área que temos tido nos últimos cinco anos, não iríamos nunca ser penalizados”, desdramatizou o criador de Cunhas.

No termo da Assembleia, a presidente do Conselho Diretivo usou da ironia para visar os autores da rábula.

“A Lei dos Baldios é uma lei democrática, votada por maioria, se vocês deixam o destino na mão de meia dúzia, o problema é vosso, pode correr bem ou correr mal”, sustentou Cristina Martinho, com um recado final para os abstencionistas.

“Suponho que os compartes que, hoje, aqui, se abstiveram não querem baldio, deve ser para tirar da relação, pois no fundo da sala há compartes que dizem que é o senhor António Cerqueira quem sabe… Quando vos dizem estas brincadeiras para armar confusão, acreditem, não venham às assembleias… e depois dá nisto”, rematou a responsável.

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