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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.



Segunda-feira, 10.09.18

Assembleia de Freguesia aprovou plano para regularizar estacionamento e trânsito no Eiró (ler reportagem completa)

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A Assembleia de Freguesia de Soajo, reunida no passado dia 7 de setembro, aprovou a proposta do executivo para regularização do estacionamento e do trânsito no Largo do Eiró. O órgão deliberativo, em mandato anterior, já havia decidido limitar o estacionamento no local, mas a resolução não foi vertida em ata, pelo que houve necessidade de voltar a discutir (e votar) o assunto.

A proposta sufragada nesta sessão consiste em “tapar metade do Eiró [que será vedado ao trânsito], do Pelourinho até ao fontenário e até à esquina da antiga casa do Rocha (onde está a caixa do correio), dos dois lados, ficando um corredor ao meio para passarem os automóveis. Ao todo, serão subtraídos treze lugares”, explicou o presidente da Junta de Freguesia.

De acordo com o projeto aprovado em reunião de Câmara, a empreitada, que será financiada pelo Município, engloba a colocação de “barreiras” como bancos de pedra e floreiras, sobretudo nas proximidades do Pelourinho, para impedir o estacionamento no local, sobrando um espaço para esse efeito nas imediações da Casa do Adro.

De acordo com os esclarecimentos solicitados por António Enes, Cristina Martinho, Rosalina Araújo e Luísa Gomes, será permitida a circulação de veículos no Largo; serão reservados lugares de estacionamento para as pessoas que trabalham no Centro Social; as floreiras a instalar serão “amovíveis”; está prevista uma linha para cargas e descargas, com espaço suficiente para cruzamento de carros; e a estrutura circular (em pedra) em torno do Pelourinho será removida (e substituída por floreiras).

A proposta foi aprovada por unanimidade, tendo ficado estipulado um prazo de 12 meses para “correção/afinação” de problemas que venham, eventualmente, a ser identificados.

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Período de antes da ordem do dia

Entretanto, no período de antes da ordem do dia, António Cerqueira e António Alves elogiaram o trabalho colaborativo do executivo da Junta; Cristina Martinho sublinhou que as cláusulas do contrato relativo ao Hotel do Mezio são lesivas dos interesses de Soajo (o blogue voltará ao assunto esta semana); e Rosalina Araújo exortou a Junta a ser pró-ativa na procura de uma solução para o lar de idosos.

A este respeito, o presidente da Junta disse “estar à espera há algum tempo que o padre [Custódio Branco] marque uma reunião”, salientando que, “se o Centro Social e Paroquial de Soajo, a Câmara Municipal e a Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez não estiverem com a autarquia, então, não conseguiremos fazer nada”.

Apesar da morosidade do processo, Manuel Barreira da Costa acredita no desenvolvimento do projeto. “Tenho fé que vamos conseguir alguma coisa, segundo os contactos que tenho tido, as coisas não estão assim tão paradas como parece”, soltou.

De resto, foram feitas várias recomendações à Junta pelos eleitos no sentido de serem resolvidos problemas em toda a freguesia, a seguir resumidos: falta de água no fontenário do recinto do Senhor da Paz; necessidade de iluminação dos espigueiros na Eira comunitária; falta de contentores no cemitério da vila de Soajo; escassez de caixotes do lixo em toda a freguesia; acumulação de feno nos lugares depois da limpeza (por falta de recolha).

 

Outros assuntos suscitados

Quanto à reclamada paragem de autocarro, ficou a saber-se que a Junta “tentou negociar a compra de parcelas de terreno para a instalação de um abrigo, mas não obteve recetividade dos proprietários. A opção passará pela colocação de dois pilares e um acrílico para as crianças ficarem abrigadas”, informou Manuel Barreira da Costa.

No que diz respeito à colocação de placas identificativas de Soajo, placas recém-instaladas em Reigada, Fontelas e Novás, o presidente da Junta de Freguesia, quando interpelado sobre se as mesmas não deveriam estar, objetivamente, à entrada da freguesia Soajo, por não terem a inscrição “Vila de Soajo”, defendeu que “não são placas de entrada de freguesia, mas placas de entrada de vila, daí não terem sido colocadas no Mezio, no Miradouro ou na Várzea…

Questionado por Rosalina Araújo, o presidente da Junta comunicou que a comissão para determinar os limites da freguesia de Soajo “ainda não foi constituída”, a despeito de a Assembleia de Freguesia ter deliberado a sua formação em dezembro de 2017.

Noutro plano, as obras no Poço das Mantas só avançarão quando forem obtidos os licenciamentos. “Não podemos arrancar sem licenças, como aconteceu da outra vez, em que, dois dias depois de terem começado os trabalhos, eu tinha os guardas do Ambiente [SEPNA] à porta”, aclarou Manuel Barreira da Costa.

 

Principal atividade da Junta

Da atividade realizada recentemente pela Junta, destaque para a candidatura (já executada) aos passadiços desde o Poço Negro ao Poço das Canejas e a conclusão do Caminho do cemitério em Vilar de Suente. Esta segunda-feira, 10 de setembro, arrancou a obra do Caminho da Croa (Adrão).

“O nosso plano de atividades está realizado a 90%”, estima o presidente da Junta, que, questionado, por Cristina Martinho, sobre a falta de indicação de um local para construção de um abrigo (pelos Baldios) para os carros da freguesia, se refugiou no facto de a obra “não constar” no documento que rege a atividade da Junta.

 

Intervenções do público

No período destinado ao público, Estrela Ribeiro alertou para algumas anomalias identificadas no lugar de Adrão. Para além da falta de água no fontenário do recinto do Senhor da Paz, necessidade anteriormente sublinhada por António Cerqueira, esta cidadã notou a existência de “sítios por limpar em Adrão”, a degradação do referido Caminho da Croa e a falta de contentores de lixo em número suficiente.

Do público interveio também Manuel Carvalho para censurar o estacionamento indevido de sete motos, presumivelmente de turistas, no largo fronteiro ao Restaurante Videira.

Enquanto isso, Manuel Alves Postilhão, emigrante de férias em Soajo, elogiou os “caminhos bem cuidados”, mas sublinhou que, apesar das promessas feitas por políticos em tantos e tantos anos, “ainda há muita coisa para fazer”.

Por seu lado, Virgílio Barreira retomou a questão da acumulação do lixo, principalmente no estio, no lugar de Vilar de Suente, sugerindo “a deslocação do caixote para o largo de baixo ou de cima e a construção de uma base” para resguardo. O mesmo cidadão defendeu a beneficiação do Caminho das Chedas, que, depois dos trabalhos executados pela Câmara, no âmbito de projeto de abastecimento da água, ficou bastante degradado. A recuperação desta via é da responsabilidade do Município.

Por fim, Jorge Lage, historiando o processo relativo à candidatura de Soajo ao concurso “7 Maravilhas de Portugal” (2017), referiu que, em respeito à temática “Aldeias”, teria sido preferível ter candidatado a Várzea (categoria “Aldeia Ribeirinha”) ou Adrão (categoria “Aldeia de Montanha”), em vez de se ter avançado com a candidatura da vila de Soajo.

Noutro plano, criticou a retirada das placas “Vila de Soajo”, “principalmente quando uma terra se tem de afirmar também popularmente”.

“Quantas mais indicações houver, melhor! Não tem razão de ser o facto de estarmos a diminuir a nossa publicidade, até porque o dinheiro já estava aplicado [nas placas]”, defendeu Jorge Lage.

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por Soajo em Notícia às 19:27



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