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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Cumpriu-se a tradição no passado dia 23 de junho. A Casa do Povo de Soajo assinalou o S. João com o seu habitual convívio à volta da sardinhada e da música de raiz popular. Mas a madrugada trouxe com ela brincadeiras incontidas, que, no dizer de alguns locais, tiveram na “libertação” do Pelourinho, da “prisão” de pedras, o seu expoente máximo.

Primeiro, a festa… Com o espaço devidamente decorado (arcada à entrada a dar as boas-vindas) e música a ressoar nos altifalantes desde meio da manhã de domingo, a hora do convívio aproxima-se… Pelas 19.00, está tudo a postos para servir a patuscada pelos comensais. A broa é tirada dos sacos, o vinho servido em canecas e nas travessas levam-se as sardinhas (cinco caixas custaram 450 euros). Os voluntários trabalham arduamente nos grelhadores e na serventia pelas mesas, onde reina o espírito sanjoanino.

Entretanto, continuam a sair as sardinhas… Mais tarde, as barriguinhas e o caldo-verde. Nas mesas, de pé, em grupos, são cada vez mais os que comem. E conversa-se.

Pelo meio, recortam-se e distribuem-se rifas por muitos interessados em (ajudar a) custear os comes e bebes. A sorte iria sorrir a um jovem de Cabana Maior.

Entretanto, a equipa de voluntários não esmorece até a noite cair. E aproxima-se o arraial. O bailarico há de ser, como quase sempre, improvisado – os cantares e as danças tradicionais, ao som das concertinas, no terreiro e no salão da Casa do Povo, tomam conta do lugar até às primeiras horas desta segunda-feira, 24 de junho.

Segundo ato, a tradição levada aos limites… Durante a madrugada, supostamente para recriar uma tradição sanjoanina da Terra, alguns acessos e caminhos interiores foram obstruídos, com mobiliário urbano e pedras, mas desta vez as brincadeiras foram mais longe…

À partida não lembraria a ninguém, mas aconteceu mesmo, que os contentores e o lixo fossem arremessados para a estrada ou que se construíssem “castelos” de tijolos e de estrados (ripas) na Avenida 25 de Abril, como as fotos bem documentam, ou, ainda, que se removessem as pedras (pesam toneladas) da estrutura circular de proteção ao Pelourinho e que as mesmas fossem levadas (arrastadas com a ajuda de máquina?) para as ladeiras da Avenida.

A ocorrência está a ser investigada pelas autoridades.  

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Foto: António Neto