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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

A polémica, que já vinha de trás, com avanços e recuos, ditos e desditos, rebentou de vez mal arrancou a obra de requalificação urbana e paisagística do Largo do Eiró no passado dia 19 de novembro, e a controvérsia tem vindo a subir de tom à medida que os trabalhos vão avançando. A colocação de perto de quarenta estruturas de ferro (aço corten) na “sala de visitas” de Soajo, que agora mais parece um parque de desportos de aventura ou um cais, domina as conversas localmente e promete acirrar os ânimos nos próximos tempos.

Não há como fugir ao tema: a instalação de três fileiras de caixotes inestéticos para plantio de floreiras, desde o Pelourinho até à Loja Interativa de Turismo, com pequenos corredores para circulação de automóveis, está a causar um péssimo impacto visual no Largo do Eiró. Ou seja, a intervenção, que alegadamente visa(va) melhorar a mobilidade dos peões, regular a circulação e reduzir o estacionamento, está, afinal, a descaracterizar um dos ex-líbris da vila de Soajo, não recebendo, por isso, qualquer acolhimento da população em geral, perplexa com a escolha inapropriada de materiais e a completa falta de bom gosto dos técnicos que arquitetaram o projeto.

De resto, o dossiê político, tal como foi conduzido, não tranquilizou, nem um pouco, os mais atentos desde o início. O projeto em questão não foi discutido o suficiente em sede de Assembleia de Freguesia, onde o assunto foi tratado de um modo muito superficial, sob pressão e sem nunca ter havido o fornecimento de informação detalhada acerca da intervenção em concreto, embora, pelo menos, se tivesse salvaguardado um período experimental a vigorar durante 12 meses.

Por outro lado, ao contrário do que seria de supor, dado tratar-se de um arranjo urbanístico no centro histórico de Soajo, este processo não foi sequer sujeito a consulta pública, pelo que o povo de Soajo não se pôde pronunciar nem dar os seus contributos para a boa prossecução (ou, quiçá, inviabilização em tempo útil) da iniciativa.  

Face a tudo isto e, sobretudo, ao defraudar de expetativas, a revolta do povo de Soajo tem sido evidenciada quer em palavras quer em atos. Na última madrugada, foram espalhados dizeres – “Soajo livre” e “O pecado!!” – pelo Largo do Eiró e desconhecidos removeram terra dos caixotes, alguns dos quais foram tirados do sítio e levados para o lugar de Concieiro, facto que terá motivado a intervenção da Guarda.

Entretanto, a operação parou esta terça-feira de tarde, não se sabendo muito bem qual a posição do dono da obra em relação à execução do projeto nos próximo dias.

A intervenção, orçada no valor de 59 895,27 euros (cinquenta e nove mil euros, oitocentos e noventa e cinco euros, e vinte e sete cêntimos, sem IVA), tem um prazo de execução de sessenta dias.

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