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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

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O outrora verdejante e idílico “santuário” natural do Mezio (Soajo), depois dos incêndios de 2016 e do plano de abate de árvores queimadas, ficou transformado num vale agreste que apenas tem a descoberto rochedos e terra. Com algum atraso em relação aos prazos anunciados pela tutela, está, por fim, em marcha, o plano-piloto de prevenção de incêndios florestais e recuperação do Mezio. Mas será preciso muito tempo (décadas) para, sem percalços, a natureza e o Homem devolverem ao Mezio a frondosa paisagem que já existiu nesta reserva.

Recorde-se que, através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), foi aberto, em novembro de 2016, um aviso-convite, que teve como destinatário (entidade beneficiária) o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. O investimento a realizar no Mezio e no Ramiscal é de 770 742 euros, mediante um apoio financeiro da União Europeia de 655 131 euros, enquanto os restantes 115 611 euros são relativos a 15% da comparticipação nacional.

A verba a aplicar no Mezio visa, sobretudo, rearborizar 500 hectares de área florestal, concretizar o programa de prevenção estrutural através do ordenamento florestal e reconstituir ou preservar espécies autóctones no único Parque Nacional. Mas a iniciativa mais geral, que resultou dos incêndios que fustigaram fortemente a área protegida do Mezio, engloba, de igual modo, o reforço dos equipamentos e das equipas de sapadores florestais, a revitalização e regulação dos setores produtivos tradicionais (principalmente a pastorícia), a melhoria das condições de acesso para recuperação e preservação dos ecossistemas e a promoção de ações de informação para residentes e agentes locais.

Fortemente atingida pelo grande incêndio de agosto de 2016, a mancha do Mezio diz respeito a uma zona de baldio, constituída originalmente, entre outras espécies, por pinheiro-bravo, carvalhos e vidoeiros, área que, atualmente, está muitíssimo reduzida. Os habitats predominantes são as espécies da família do carvalho (carvalho-alvarinho, carvalho-negral e sobreiro) e uma fauna rica em vertebrados.

Para os promotores, este projeto de restauro, para além das ações de reflorestação, reabilitação da biodiversidade e sustentabilidade ambiental, deve abraçar, também, comportamentos ecológicos amigos do ambiente.

O prazo máximo da operação, contado desde finais de 2016, é de 36 meses (três anos).

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