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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

As diligências da Junta de Freguesia de Soajo, até ver, surtiram resultados práticos. O espigueiro da Eira da Laje está no mesmo sítio e as duas cruzes que dele foram tiradas já se encontram repostas, como originalmente.

Segundo disse ao blogue Soajo em Notícia uma fonte conhecedora do processo, o facto de o espigueiro não ter sido desmantelado nem mudado de sítio é, em si já, uma “boa notícia”, mas não se sabe bem se a venda deste exemplar referencial da vila de Soajo foi cancelada ou se o comprador voltará à carga para concretizar um negócio que estava encaminhado e que foi travado in extremis.

Volvida uma semana sobre a polémica, importa clarificar a quem compete fazer o quê, e só depois é que se deve passar à ação, porque agir sem pensar pode trazer mais problemas do que soluções.

Ponto da situação

Hoje como ontem, continua tudo por fazer e, como se não bastasse, há inúmeros espigueiros pela freguesia ao abandono, em ruína ou em risco de queda.

Com o caso que alimentou farto debate nas redes sociais, saiu reforçada a perceção de que urge fazer algo para salvar um legado com “cento e tal espigueiros em Soajo”, estima autarca de Soajo.

Paralelamente, cresceu logo uma ideia entre alguns eleitos locais (ideia que também foi sugerida pelo executivo municipal), a necessidade de criar um “movimento ativo e com capacidade de pressão”.

Mas, de repente, ninguém fica especialista numa matéria tão complexa como esta. Quer o levantamento (mapeamento) deste património histórico quer as diligências legais para a salvaguarda do conjunto dos espigueiros não podem ser feitas sem planeamento e sem um trabalho de articulação entre a comunidade local e as instituições públicas (políticas e culturais). E há ainda a dificuldade de desbloquear verbas para assegurar a conservação dos espigueiros, que são pertença de uma legião de proprietários.

Realisticamente, sem uma dotação orçamental que possibilite à Junta de Freguesia investimentos de monta (apenas 30 mil euros de protocolo municipal e cerca de 53 mil euros de transferências provenientes do fundo de financiamento das freguesias, por conta do Orçamento do Estado), não é de prever que a autarquia canalize verbas importantes para a recuperação e manutenção dos espigueiros na freguesia.

Resta esperar que o empenho da Junta de Soajo e o anunciado movimento redundem numa efetiva capacidade de mobilizar apoios para preservar este património histórico, na certeza de que, sem o envolvimento das instituições a um nível superior, será mais difícil salvar todos os espigueiros de Soajo.

 

 

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