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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Era impossível não reparar nos andaimes montados na Eira da Laje com o objetivo de “desmontar” um belo espigueiro (com soalho em pedra) e mal as fotos foram publicadas numa famosa rede social logo soaram os alarmes. Mas, fruto do diálogo e das diligências encetadas, este património referencial vai mesmo ser preservado no sítio onde estão aglomerados outros cinco exemplares.  

Este caso reforça a ideia de que para salvar o que ainda resta há muito trabalho por fazer e, neste contexto, os organismos públicos não se devem eximir de assumir uma atitude profilática e de sensibilização para que os particulares conservem o património dos antepassados, restituindo dignidade a muitos dos espigueiros transformados em ruína ou em risco de ruir.

Com o apoio financeiro das entidades públicas, será mais fácil consciencializar os proprietários para preservar estas relíquias, autênticas manifestações de arquitetura rural que se destinavam, em tempos idos, à armazenagem e secagem ventilada do milho.

Sem dúvida que preservar a alma (e a identidade) da Terra é uma responsabilidade conjunta dos proprietários e da Junta de Freguesia, pelo que o empenhamento de uns e de outros é fundamental para salvaguardar o património histórico de Soajo (quanto dele não está ao abandono?), o qual também inclui moinhos, fontenários e lavadouros.

O que diz a lei?

Ao contrário da interpretação que alguns fazem, o Decreto-Lei 8/83, de 24 de janeiro de 1983, preconiza que, “no concelho de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, é considerado imóvel de interesse público o conjunto de todos os espigueiros de Soajo, na freguesia de Soajo”.

Quer isto dizer que todos os espigueiros de Soajo são classificados, ou seja, não podem ser removidos do sítio onde estão.

Fotos: Soajo em Notícia (a do fundo, um aspeto do antigo aglomerado de espigueiros na Várzea, é de arquivo)

***

Nota acrescentada esta sexta-feira: o espigueiro de que tanto se fala está, desde anteontem, "amputado" das suas duas cruzes, como as fotos bem documentam.

Fotos: Soajo em Notícia

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