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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.



Quinta-feira, 19.04.18

Governo vai reabilitar casas florestais para turismo de natureza

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Tal como o blogue Soajo em Notícia adiantou em agosto de 2017, o Governo vai mesmo recuperar as antigas casas florestais que estão em ruínas. A medida, que faz parte do Programa Nacional de Reformas, tem como objetivo reabilitar o imenso património público que se encontra ao abandono para o transformar em turismo de natureza.

Ainda sem data para o seu arranque, o projeto, denominado de “Dinamização turística das casas de abrigo e casas florestais”, prevê a “reabilitação, valorização e rentabilização” deste património devoluto que, em tempos, era habitado por guardas florestais, com vista à sua conversão turística.

O encerramento das casas florestais, há mais de um quarto de século, conduziu à sua imparável degradação. O panorama que se pode avistar, hoje, nos imóveis “plantados” ao longo do único Parque Nacional é de autêntico desleixo: portas arrombadas, janelas esventradas, vidros estilhaçados, telhas escaqueiradas, tetos estripados, paredes conspurcadas e lixo atolado.

Mas a reabilitação anunciada pelo Estado Central pode mudar a face destes ativos desaproveitados e ser um passo decisivo para ajudar à dinamização turística nos territórios do interior ou com índices de interioridade. Para esse efeito, lê-se no documento programático, será criada uma “rede de casas de turismo de natureza” nas áreas protegidas para posterior colocação no mercado através de um “fundo imobiliário”.

Segundo dados apurados recentemente pela RTP, Portugal conta com 653 casas florestais (e cerca de cinquenta estão espalhados na área do Parque Nacional). Destas, 393 estão devolutas e ao abandono há décadas, muitas das quais na freguesia de Soajo, como a seguir se verá. Enquanto isso, 154 edifícios estão habitados por guardas, mestres ou agentes da Proteção Civil, exemplo da Casa da Coroa em Adrão, onde, na época crítica dos incêndios, fica hospedada uma brigada da Força Especial de Bombeiros. E as restantes casas florestais acabaram transformadas para fins turísticos, essencialmente. Um bom exemplo disso é o investimento, amplamente difundido, feito pelo município bracarense de Cabeceiras de Basto, que restaurou cinco ou seis casas e as introduziu no mercado para uso turístico.

A nível local, com base nos desenvolvimentos recentes, não se fica a saber se continua (ou não) de pé a disponibilidade que a Direção-Geral do Tesouro e Finanças (proprietária das casas florestais) e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (responsável pela gestão do Parque Nacional) manifestaram em tempos para que fosse feita uma doação aos Baldios de Soajo das casas florestais situadas nesta freguesia, como foi anunciado, em 2016, aos compartes pelo Conselho Diretivo.

Nessa altura, foi referido que às casas abandonadas, depois de devidamente intervencionadas, seria dada uma utilização socioeducativa ou turística. Mas de lá para cá, no concreto, o processo nada avançou no sentido de reabilitar e converter as casas do Arieiro (centro interpretativo do lobo?), de Vilar de Suente (futura sede dos Baldios e centro de educação ambiental?), de Paradela (sede da Associação Cultural e Desportiva local?) e do imóvel entre Outeiros e Ramil (espaços de apoio a turistas?).

Independentemente disso, se o programa governamental vier a ser executado em articulação com as autarquias, as associações e os compartes, há condições efetivas para colocar um travão à destruição deste património público, ao mesmo tempo que se lhe dá uma utilização específica.

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por Soajo em Notícia às 19:50



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