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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

A feira mensal de Soajo vai ser retomada no próximo dia 7 de junho, com regras apertadas e em conformidade com o plano de contingência, que está a ser elaborado com a ajuda da Câmara Municipal. O regresso das feiras concretiza uma insistente reivindicação dos comerciantes que não têm outro tipo de rendimento para a sua sobrevivência. 

Para Olegário Gonçalves, “a feira é um espaço difícil de controlar, devido à sua extensão, mas em articulação com a Associação dos Feirantes, e a partir dos ensinamentos tirados das feiras entretanto realizadas, entendemos que é fundamental controlar as entradas dos visitantes, permitindo que estes se movimentem com algum cuidado dentro do recinto da feira, que só terá uma entrada e uma saída, com uma divisória, havendo instruções para se garantir o cumprimento das regras de distanciamento entre e dentro dos stands”, diz o vereador dos Mercados e Feiras.

O plano de contingência prevê, por isso, a “indicação, à entrada, das regras de funcionamento da feira”, as quais estabelecem o uso de equipamentos de proteção (máscara), a higienização das mãos, o devido distanciamento social e o descarte dos materiais de proteção no fim. Os próprios feirantes também terão de respeitar as mesmas normas.

Segundo apurou este blogue, a exemplo do que está a ser feito noutras feiras, alguns feirantes disponibilizarão gel nas tendas.

Entretanto, o veraneio nas lagoas de Soajo, durante a pandemia, também vai ter vários condicionalismos.

Sem estatuto oficial, às lagoas da freguesia não se aplica o conceito de praia fluvial, pelo que não cabem nesta tipologia valências como a disponibilização de nadadores-salvadores e outras regras (de lotação, por exemplo), o que quer dizer que, em abstrato, qualquer tipo de ajuntamento nestas praias selvagens será enquadrado na lógica de espaço público.

Ora, o decreto do estado de calamidade determina que as aglomerações em espaço público não poderão exceder o máximo de dez pessoas – as famílias numerosas são a única exceção. Por seu lado, a Direção-Geral da Saúde já recomendou a distância de dois metros entre banhistas tanto dentro como fora da água.

Mas quem é que vai fiscalizar e controlar o acesso às lagoas na próxima época balnear? Os autarcas não estarão disponíveis para serem guardiães de praias e a brigada SEPNA, da GNR, está longe de ter recursos humanos para cobrir tantas praias selvagens.

E as festas?

Como já é do conhecimento público, a Câmara Municipal, até finais de setembro, não vai emitir licenças para romarias, festas e arraiais, tendo já comunicado esta decisão aos autarcas de freguesia, que também devem estar comprometidos com as regras sanitárias para evitar a propagação do coronavírus.

Mas, é bom recordar, há um conjunto de festas cuja atribuição de licença depende das juntas de freguesia, sendo que o mais certo é que nenhuma licença venha a ser passada para evitar aglomerações.

Chegados aqui, a questão que se coloca é: pode haver ou não este ano festas ou romarias? Sim, pode haver, mas nunca serão as mesmas e nos moldes habituais. Fora de questão estão “números” como festivais folclóricos, concertos, encontros de concertinas, bailes, missas comunitárias e procissões, situações onde é impossível cumprir a regra do distanciamento social.

“O desafio que está lançado, portanto, é encontrar programas alternativos que permitam celebrar estes momentos”, sugere João Manuel Esteves, conhecido adepto das festas populares.

Foto | Arquivo

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