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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.



Segunda-feira, 13.08.18

“O futuro da Várzea é a morte”, mensagem que sobressalta do filme “A Aldeia Solitária”

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“Uma casa na floresta, […] uma aldeia na serra, uma criança”. Esta curta passagem retirada do filme A Aldeia Solitária, que foi exibido na sobrelotada Casa do Povo de Soajo, no passado dia 11 de agosto, resume os dois tópicos que dominam a curta-metragem: a experiência de infância que Manuel Rodas conta no livro Manual de Ramil e, de modo (mais) prevalecente, a “morte” da Várzea, pré-anunciada pelo bispo D. Abílio Ribas, como consequência do “êxodo rural” e da imparável “desertificação”, que, afinal, marcam a interioridade de Portugal.

Com grande realismo, o realizador Carlos Silveira explicou os condicionalismos e as virtudes que avultam no filme.

“Trabalhei com habitantes de Soajo sem qualquer experiência em filmes. Tem de se saber ser ator, há uma dicção e o saber dizer as coisas. Isso não foi possível fazer neste filme e, por isso, há uma certa ingenuidade nestes personagens. Alguns críticos de cinema podem não gostar, mas a verdade é que eu quis, acima de tudo, transformar o filme em algo de autêntico. A autenticidade só seria possível com a inclusão de pessoas de Soajo”.

No período destinado à participação do público, foi realçado o facto de ser “de grande mestria cinematográfica o equilíbrio entre o pessimismo trágico […] e a história da infância” pela “esperança” que esta anuncia.

Vale o que vale, mas o filme A Aldeia Solitária já foi selecionado para quatro festivais.

Entretanto, antes da sessão de cinema, foi apresentada a reedição do livro Por Soajo, de José de Sousa Rodas (natural da Várzea).

“A republicação deve-se ao facto de passarem em 2018 cem anos desde o nascimento do autor [antigo guarda-florestal]”, assim justificou Manuel Rodas o motivo de a (re)apresentação livresca ter sido colada à exibição da película.

José de Sousa Rodas foi correspondente e, no dizer do filho Manuel, “um defensor dos interesses de Soajo” durante décadas no jornal A Vanguarda. Nos longínquos anos cinquenta e sessenta do século passado, germinam da pena dele propostas antes do tempo, como uma “comissão de melhoramentos para a freguesia de Soajo”.

Por fim, Manuel Rodas elogiou o legado que a obra do pai transfere para futuros trabalhos de antropologia cultural.

“[O volume] Por Soajo permite perceber como era Soajo, por isso, quem quiser escrever a história de Soajo tem de ler necessariamente este livro”, avisou Manuel Rodas.

Uma nota final: segundo apurou o blogue Soajo em Notícia, a Junta de Freguesia de Soajo não foi convidada para participar institucionalmente neste ato público e, por isso, o executivo local não se fez representar à mesa por nenhum dos eleitos.

Visualizar o filme em: https://vimeo.com/282409564

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por Soajo em Notícia às 18:37



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