Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

O presidente do Clube de Caça e Pesca de Soajo afirmou, no passado dia 22 de junho, em Assembleia de Freguesia, que “a obra [da estrutura amovível para prestar apoio aos banhistas do Poço das Mantas] iria ser feita [concluída] com a máxima brevidade”, mas volvidos dois meses a intervenção continua por terminar e não será em 2019 que existirá um espaço para venda de bebidas, gelados e sandes no recinto. Também os prometidos caixotes de madeira para recolha de resíduos estão por instalar e o que se vê é lixo espraiado no parque de merendas, que mais parece um parque de autocaravanismo.

Questionado sobre o facto de ter falhado o compromisso assumido publicamente, António Cerqueira (“Catito”) responsabiliza o “empreiteiro” pelo impasse na conclusão da infraestrutura. “Depois de a Câmara ter dado autorização para avançarmos com a estrutura, acordei com o empreiteiro uma intervenção célere no sentido de termos a barraca a funcionar em julho [de 2019], mas este alegou problemas com a instalação dos codos… Depois, combinou-se a utilização de madeira em vez de codos e foram colocados homens lá a trabalhar, sendo que me foi dada a garantia de que tudo estaria pronto a 1 de agosto. Mas não foi isso que sucedeu e o teto da barraca ainda nem sequer está todo ele coberto de chapa…”, critica o presidente do Clube de Caça e Pesca, admitindo que o parque de merendas carece obviamente de asseio.

“Passei lá e vi que o largo volta a estar cheio de lixo, mas, como a infraestrutura ainda não está sob gestão do Clube de Caça e Pesca, não é, por isso, da competência da nossa Associação fazer a manutenção do espaço, sendo certo de que já procedemos uma vez à limpeza da zona de lazer”, defende-se António Cerqueira, denunciando, de seguida, comportamentos abusivos dos turistas.

“Os autocaravanistas passam a primeira noite no recinto do Campo da Feira e, à segunda [noite], para contornarem o regulamento que dita o pagamento de uma taxa [que é devida à Junta], deslocalizam-se para o parque de merendas [contíguo ao Poço das Mantas], segundo as conveniências deles”, contextualiza o presidente do Clube de Caça e Pesca, que é, simultameamente, o segundo secretário da Assembleia de Freguesia.

Cronologia dos acontecimentos

A “trapalhada” já não é de agora, basta lembrar o procedimento administrativo relativo à concessão da barraca. A este respeito, o presidente da Junta de Freguesia reconheceu, em junho de 2018, “uma certa precipitação no processo”, refugiando-se no facto de “apenas o Clube de Caça e Pesca ter concorrido à iniciativa comunicada em Edital”. Mas, no dizer de vários queixosos, o Edital foi afixado numa altura em que o projeto já tinha sido concessionado ao Clube de Caça e Pesca.

Confrontado com estes reparos, Manuel Barreira da Costa, em sessão da Assembleia de Freguesia, retorquiu: “Toda a gente sabe que, na Assembleia [de 20 de abril de 2018], foi dito que alguém ia pôr uma barraca como apoio aos banhistas [recorde-se que, nessa reunião ordinária, foi aprovada uma proposta de taxas para explorar espaços de lazer e lagoas]. Infelizmente, ou felizmente, o Clube de Caça e Pesca apresentou uma proposta e nós concordámos visto ser um organismo sem fins lucrativos. Eles pagarão o que foi decidido e nós concordámos com isso”, enquadrou o autarca.

Mas a própria construção acabou embargada na sequência de uma denúncia feita ao Parque Nacional, por, alegadamente, a estrutura de madeira se encontrar em domínio baldio, o que motivou o levantamento de um auto de notícia.

Com os trabalhos suspensos há meses, só em junho de 2019 é que António Cerqueira, sob interpelação da oposição, colocou a Assembleia de Freguesia a par dos derradeiros desenvolvimentos sobre o caso.  

“O Clube de Caça e Pesca foi obrigado a fazer uma diligência administrativa no Parque Nacional, e, perante isso, foi-nos dito que a obra, até segunda ordem, não podia avançar. Acatámos a determinação, dirigimo-nos, posteriormente, à Câmara, até que, volvido algum tempo, recebemos autorização do Município para se avançar com a iniciativa, que está entregue a quem já estava entregue”, contou o presidente do Clube, no passado dia 22 de junho.

Entretanto, quase que passou a época alta e, já na reta final de agosto, a anunciada barraca de apoio aos veraneantes não vai ser, com toda a certeza, disponibilizada em 2019, devendo começar a operar apenas no estio de 2020…

Fotos tiradas esta sexta-feira, 23 de agosto (8.15).