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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

A Casa do Povo reuniu-se em Assembleia Geral, no passado sábado, 25 de julho, com três assuntos em primeiro plano: ponto da situação sobre as rendas contratualizadas com as coletividades soajeiras; eventual alargamento do recinto desportivo; pedido da gerência do Café da Casa do Povo para revisão da renda do estabelecimento até setembro próximo.

Rendas por cedência de espaço

A respeito das rendas, que “devem ser liquidadas cada ano em março, o presidente da Casa do Povo comunicou, sem rodeios, que a Associação Desportiva e Cultural de Soajo “pagou a verba combinada logo em fevereiro”, o Clube de Caça e Pesca “até hoje ainda não pagou” e o Rancho Folclórico das Camponesas da Casa do Povo da Vila de Soajo “também não”, começou por dizer Manuel Carvalho, antes de prestar esclarecimentos adicionais.

“O Rancho Folclórico – que pertence à Casa do Povo, e ao qual até fizemos a sua publicitação na carrinha (com 150 euros de despesa custeada por nós) – ficou de pagar, como acordado, um valor de 250 euros, bem como uma botija de gás para ajudar às despesas. Mas nem renda nem gás, e ainda partiram uma varinha mágica, que prometeram pagar, mas até à data nunca mais o fizeram, apesar de a Casa do Povo não estar milionária”.

Ausente da reunião por motivos profissionais, a presidente do Rancho, Diana Domingues, adiantou ao blogue Soajo em Notícia que “o valor da renda foi paga este domingo [26 de julho] ”, explicando que a mesma só não foi liquidada antes devido a razões de logística processual “na altura em que o estado de emergência condicionou bastante a vida de todos”. De igual modo, já foi providenciada uma nova varinha mágica em substituição da que ficou inutilizada.

Sem qualquer interlocutor do Rancho Folclórico na reunião de sábado, Manuel Carvalho adotou uma posição desafiadora: “Teremos de clarificar no futuro a nossa relação, até porque recentemente pedimos a chave da carrinha, mas parece que não tinham grande vontade em cedê-la… Além disso, estão a dizer à frente das pessoas que o Rancho não é da Casa do Povo”, contou o responsável que lançou uma espécie de ultimato.

“Se o Rancho não quer pertencer à Casa do Povo, a meu ver, tem de pagar 500 euros pelo salão e limpeza, que era o que eu pagava antigamente”, lembrou.

Ao blogue, Diana Domingues garante que as “declarações de rejeição à casa-mãe nunca foram proferidas pelas pessoas que estão à frente do grupo”.

Quanto ao Clube de Caça e Pesca, o presidente da Casa do Povo, numa postura conciliadora, informou que a associação não liquidou o valor da renda “por não ter tesoureiro”.

Em sintonia, o presidente do Clube de Caça e Pesca confirmou a veracidade das palavras de Manuel Carvalho. “Acontece que eu queria pagar, mas, não havendo tesoureiro, não podia passar cheques com uma assinatura só. O dinheiro até estava no banco, mas achei por bem não interferir nem tocar no dinheiro do Clube, e foi por isso que ainda não se pagou”, justificou António Cerqueira, com promessa de que a renda seria paga esta segunda-feira com “o dinheiro recebido em dias recentes das quotas dos sócios”.

Ringue

Sobre o recinto desportivo que ladeia a Casa do Povo, o processo mantém-se num impasse, apesar de todos reconhecerem que o ringue carece de obras, visto não apresentar condições de segurança, além da necessidade de ampliação de acordo com as medidas oficiais.

Mas, segundo o presidente da Mesa da Assembleia, António Fernandes Barbosa, “um dos confrontantes não mostra grande recetividade para ceder o terreno necessário” e o problema “só se resolverá com um entendimento alargado”.

Por seu lado, Miguel Rodas lembrou aos presentes que “o terreno é da Casa do Povo, mas a infraestrutura é da Associação Desportiva, pelo que a Casa do Povo não pode executar obras no equipamento por sua livre iniciativa”.

Pedido da gerência da Casa do Povo

A Casa do Povo “chumbou”, por unanimidade, o pedido da gerência do Café para uma revisão em baixa da renda até setembro. 

Na carta subscrita pela gerente, são lembradas as restrições impostas pela pandemia, que levaram ao encerramento do estabelecimento durante dois meses, a que se seguiu a sua reabertura, com retoma muito lenta.

 “Além disso, houve a despesa […] da contratação de uma empresa […] para desinfeção” e o “reduzido fluxo” de clientes que “neste momento frequenta o estabelecimento”, fatores que, segundo a gerência da cafetaria, podem levar a uma “reconsideração ou redução do valor da renda em auxílio da continuidade da abertura do espaço”.

Sem apontar montantes, a gerência do Café invoca ainda como argumento para uma redução da renda o facto de “as festas de Soajo e arredores estarem canceladas”, assim como “proibida a realização de eventos”.

No contraditório, o presidente da Casa do Povo referiu “ser de opinião que a proposta votada em envelope fechado em sede de Assembleia deve prevalecer na vigência do atual mandato”, alegando Manuel Carvalho que a coletividade “não tem culpa que o valor (620 euros) apresentado pela interessada na concessão do Café fosse tão alto”.

E rematou o assunto recordando uma medida já tomada pela associação que, na altura mais crítica, atendeu aos interesses da cafetaria: “a Casa do Povo aceitou a isenção do pagamento da renda no período em que o café esteve encerrado, ou seja, de 18 de março a 18 de maio, o equivalente a uma poupança de 1240 euros, o que, em sete meses, corresponde a um desconto mensal de 177,14 euros”.