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Soajo em Notícia

Este blogue pretende ser uma “janela” da Terra para o mundo. Surgiu com a motivação de dar notícias atualizadas de Soajo. Dinamizado por Rosalina Araújo e Armando Brito. Leia-o e divulgue-o.

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Já é conhecida a lista dos sete patrimónios alto-minhotos selecionados para a final distrital do concurso “7 Maravilhas da Cultura Popular” (promovido pela RTP) e nela há a destacar a presença de uma representação soajeira na categoria Músicas e Danças.

O painel de especialistas reduziu à seleção de notáveis o Vira do Alto Minho (onde está integrado o Rancho Folclórico de Vilarinho das Quartas com o seu homólogo de Merufe, Monção), as Concertinas e cantares ao desafio de Ponte de Lima, a Romaria de S. Bartolomeu (Ponte da Barca), as Feiras Novas (Ponte de Lima), a Romaria de São João d’Arga (Caminha), a Romaria de Nossa Senhora da Agonia (Viana do Castelo) e a Romaria Santa Marta (Viana do Castelo).

A notícia do apuramento do Vira do Alto Minho para a final distrital foi recebida com especial agrado pelo diretor do Rancho Folclórico de Vilarinho das Quartas.

“Alegremente comunicamos que o nosso grupo é parte integrante do concurso às ‘7 Maravilhas da Cultura Popular’. Apoiado pela Junta de Freguesia de Merufe, damos asas ao Vira do Alto Minho. Já estamos nas finais distritais e com o vosso apoio podemos chegar longe. Vamos mostrar aquilo que todos nós nascemos a saber fazer, dançar o nosso lindo vira”, rejubila Rúben Coelho.

Na pormenorizada apresentação que é feita no portal oficial das “7 Maravilhas”, sublinha-se que “o Vira do Alto Minho é dançado em toda a região, não sendo específico de uma parcela em concreto. Ao comando de um marcador, todos os alto-minhotos, de imediato e espontaneamente, dançam sobre a mesma coreografia, como se tivesse sido ensaiado. Ainda nos dias de hoje, em algumas das principais romarias, se podem observar estas danças de improviso, nomeadamente, nas romarias de São João D’Arga e da Senhora da Peneda. Os grupos folclóricos têm a função de dar vida a este património imaterial, que passou de geração em geração e ainda nos dias de hoje se mantém vivo”.

Segundo Tomaz Ribas (in Danças do povo português), que é citado no texto, “o vira, normalmente, dança-se aos grupos de quatro pessoas, isto é, de dois pares; mas também pode ser dançado em filas paralelas de quatro, seis, oito, dez ou mais pares. Estes colocam-se frente-a-frente, braços erguidos ao alto, virados para o mesmo lado e os dedos, como castanhetas, para marcarem o estalado. Ao primeiro passo, rodam na mesma direção; os pares rodopiam, voltando sem alterar o andamento; depois, os pares, em grupos de dois, colocam-se ao centro, enfrentam-se, recuam, voltam ao meio, e, em volta cerrada, ombro a ombro, cruzam-se e trocam de lugares”.

Para além da categoria Músicas e Danças, os demais patrimónios concorrentes às “7 Maravilhas da Cultura Popular” estão organizados nas restantes seis categorias: Artesanato; Lendas e Mitos; Festas e Feiras; Rituais e Costumes; Procissões e Romarias; Artefactos.

De referir que, na fase que se segue, os sete patrimónios do Alto Minho recém-selecionados serão votados pelo público.

A edição de 2020 do popular concurso, que já vai na sua nona organização (desde 2007), contou este ano com um elevado número de candidaturas.

Fotos | Arquivo e portal "7 Maravilhas da Cultura Popular"